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Viradas, pênaltis e alívio: o que muda na 13ª rodada do Brasileirão

Quatro jogos movimentam a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro neste sábado (25) e embaralham a tabela. Bahia, Santos, Botafogo, Internacional, Cruzeiro, Remo, São Paulo e Mirassol vivem, em 90 minutos, um resumo da disputa por vaga na ponta e pela sobrevivência na Série A.

Reação do Bahia e alerta ligado no Santos

A noite em Salvador começa tensa e termina com a sensação de que o Bahia deixa escapar a chance de algo maior. Na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o time de Rogério Ceni sai vaiado ao fim do primeiro tempo, depois de ver o Santos abrir 2 a 0 com dois pênaltis convertidos por Rollheiser. O camisa 10 santista assume a responsabilidade, desloca o goleiro nos dois lances e, por alguns minutos, transforma o jogo em roteiro de goleada.

O intervalo muda o clima. O Bahia volta mais agressivo, empurra o Santos para o próprio campo e passa a rondar a área. A pressão encontra recompensa aos 30 minutos, quando Luciano Juba recebe pela esquerda, ajeita para o meio e bate cruzado para diminuir. O gol acende o estádio e encurta distâncias na tabela.

Sete minutos depois, a reação se completa. Willian José, que faz partida discreta até então, aproveita sobra na área e finaliza com frieza para empatar em 2 a 2. A Fonte Nova explode, e o Bahia passa a buscar a virada que o colocaria no G-4. A defesa santista se fecha, Soteldo recua para ajudar na marcação, e o tempo passa sob clima de alívio para um lado e frustração para o outro.

O empate mantém o Bahia com 21 pontos, agora na quinta colocação, colado no grupo dos quatro primeiros. O Santos chega a 14 pontos, cai para 15º lugar e vê o Z4 se aproximar a poucos gols de distância. A atuação deixa dupla leitura para a torcida paulista: a eficiência de Rollheiser nas penalidades garante um ponto, mas a queda de rendimento na segunda etapa expõe um time vulnerável. A sensação ao apito final é de oportunidade perdida. Um 2 a 0 fora de casa, em 45 minutos, vira um 2 a 2 com gosto amargo.

Botafogo oscila em Brasília, Cruzeiro respira e Remo afunda

Brasília recebe outro retrato da instabilidade que marca o campeonato. No estádio Mané Garrincha, Botafogo e Internacional desenham um 2 a 2 com cara de espelho. Danilo e Medina anotam para o time carioca; Carbonero e Bernabei respondem pelo lado gaúcho. A partida alterna domínio, tem chances claras dos dois lados e confirma o que a classificação já mostra: ninguém consegue descolar com tranquilidade do pelotão intermediário.

O Botafogo chega a 17 pontos e se segura na nona posição. O resultado evita queda maior na tabela, mas mantém o clima de cobrança. O time cria, marca duas vezes e ainda assim não consegue segurar a vantagem, repetindo um padrão recente. O Internacional soma o mesmo ponto que o Santos, chega a 14 e ocupa o 14º lugar. Continua distante da briga de cima e ainda perto da zona de risco. A diferença é de detalhes, gols que escapam em partidas como a deste sábado.

Belém vive um roteiro menos barulhento, porém decisivo. No Baenão, o Cruzeiro vence o Remo por 1 a 0, com gol de Arroyo ainda no primeiro tempo. O meia aparece na área, aproveita espaço na marcação e define o placar em jogada simples. O Cruzeiro controla o ritmo depois do gol, aceita sofrer alguns cruzamentos e administra o resultado que vale bem mais do que três pontos.

Com a vitória, o time mineiro sobe para 16 pontos e assume a 11ª posição, distante o suficiente do Z4 para respirar até a sequência da rodada neste domingo (26). O Remo, com apenas 8 pontos em 13 jogos, estaciona em 19º lugar e vê o rebaixamento deixar de ser ameaça abstrata. Os números aumentam a pressão sobre diretoria e comissão técnica, já que a margem para reação diminui a cada final de semana.

São Paulo segura posição entre os primeiros; Z4 ganha novos candidatos

Campinas fecha a noite com um jogo de menos gols, mas com peso direto no topo da tabela. O São Paulo vence o Mirassol por 1 a 0 e chega a 23 pontos, mantendo-se entre os primeiros colocados do Brasileirão. Luciano, novamente decisivo, marca na segunda etapa o gol que separa um time em reconstrução de outro mergulhado na luta contra o descenso.

O Mirassol permanece com 9 pontos, em 18º lugar, e consolida a presença na zona de rebaixamento. A sequência de resultados negativos transforma cada rodada em decisão. O recado da tabela é claro: enquanto São Paulo e Bahia se aproximam da zona que leva a competições internacionais, adversários como Santos, Internacional, Mirassol e Remo passam a calcular cada ponto como escudo contra a queda.

A combinação deste sábado expõe outro traço do campeonato por pontos corridos. A distância numérica entre parte de cima e de baixo é pequena. O Bahia, quinto colocado, soma 21 pontos, apenas sete a mais que o Remo, 19º. Uma sequência de três vitórias ou derrotas é suficiente para mudar completamente o cenário de qualquer um dos protagonistas da noite.

Rodada segue neste domingo e mantém campeonato aberto

A 13ª rodada termina neste domingo (26), com seis jogos que podem corrigir ou aprofundar as distorções criadas pelos resultados deste sábado. A parte alta da tabela segue congestionada, e a liderança ainda não encontra dono incontestável. O São Paulo tenta se manter no bloco da frente, o Bahia mira o G-4, e clubes como Cruzeiro buscam consolidar uma faixa mais confortável no meio.

Na outra ponta, Santos, Internacional, Mirassol e Remo entram na conta dos times que não podem se dar ao luxo de desperdiçar pontos em casa. As próximas semanas definem se o empate em Salvador será visto pelo Santos como ponto conquistado ou início de queda mais grave. Também dirão se o gol solitário de Arroyo em Belém marca apenas um respiro isolado ou o começo de uma arrancada cruzeirense. Até lá, a tabela segue provisória, e cada pênalti convertido ou desperdiçado carrega um peso que vai muito além dos 11 metros.

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