Esportes

Palmeiras segura a ponta e Fla encosta em rodada de viradas

Palmeiras vence o Bragantino fora de casa e mantém a liderança do Brasileirão, enquanto Flamengo e Fluminense pressionam na cola após a 13ª rodada do campeonato. A rodada reúne goleada histórica, viradas e decisões nos minutos finais entre sábado (25) e domingo (26) de abril de 2026.

Líder resiste, rivais encostam e parte de baixo esquenta

O fim de semana confirma um campeonato apertado no topo e tenso na parte de baixo. O Palmeiras faz o básico eficiente em Bragança Paulista, vence o Bragantino por 1 a 0, com gol de Flaco López ainda no primeiro tempo, e sustenta a primeira posição após 13 rodadas. A vitória fora de casa consolida a campanha segura do time, que se apoia em defesa sólida e controle do placar.

O Flamengo responde com estrondo em Belo Horizonte. No gramado da Arena MRV, o time carioca atropela o Atlético-MG por 4 a 0, com atuação dominante desde o início. Pedro abre o placar logo nos primeiros minutos e volta a marcar no segundo tempo; Gonzalo Plata amplia ainda antes do intervalo, e Arrascaeta faz o terceiro, em noite que expõe fragilidades defensivas do Galo e reposiciona o Flamengo como principal perseguidor do líder.

No Maracanã, o Fluminense sustenta o próprio discurso de time competitivo até o fim. Diante da Chapecoense, o time tricolor sofre para transformar posse de bola em vantagem, mas encontra o caminho na etapa final. Savarino abre o placar em cobrança de pênalti, Ênio empata para a equipe catarinense e, nos minutos finais, John Kennedy decide o jogo por 2 a 1. O resultado mantém o Fluminense com a mesma pontuação do rival rubro-negro e reforça a disputa carioca direta pela caça ao Palmeiras.

Na Arena Fonte Nova, o Bahia ilustra o roteiro da reação. O Santos abre 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com dois gols de pênalti de Rollheiser, e parece controlar o jogo até a metade da segunda etapa. O time baiano muda a postura, pressiona e encurta o campo. Luciano Juba desconta aos 30 minutos, Willian José empata aos 37, e o 2 a 2 leva o Bahia a 21 pontos, em quinto lugar. O Santos, com 14 pontos em 15º, sai de campo sob vaias de parte da torcida presente e vê o Z4 se aproximar perigosamente.

Em Brasília, Botafogo e Internacional também vivem um jogo de alternativas. O time carioca marca com Danilo e Medina, mas não sustenta a vantagem. Carbonero e Bernabei deixam tudo igual em 2 a 2. O Botafogo chega a 17 pontos e se mantém em nono; o Inter, com 14 pontos em 14º, continua preso ao bloco que olha mais para baixo que para cima na tabela.

Zona de rebaixamento aperta e duelo direto pesa

O jogo em Itaquera muda a geografia da parte de baixo da classificação. O Corinthians vence o Vasco por 1 a 0, com gol de Matheus Bidu ainda no primeiro tempo, administra boa parte da partida com um jogador a menos e carrega o resultado até o apito final. A vitória tira fôlego do rival carioca e pressiona o Santos, que entra na zona de risco após a combinação de resultados. Com 14 pontos, o clube paulista vê a margem de erro diminuir rodada a rodada.

No interior paulista, o São Paulo mantém a rota de time que briga nas cabeças. Em Campinas, vence o Mirassol por 1 a 0, com gol de Luciano no segundo tempo, e chega a 23 pontos, colado no pelotão da frente. O Mirassol permanece no Z4 com 9 pontos, em 18º, e convive com ambiente pesado, já que a equipe não transforma desempenho mediano em pontos concretos.

Em Belém, o Cruzeiro enfrenta clima hostil no Baenão, mas se impõe diante do Remo. Arroyo marca ainda na primeira etapa e garante o 1 a 0 que leva o time mineiro a 16 pontos e à 11ª posição. O Remo estaciona em 8 pontos, em 19º, e reforça o alerta de que precisa reagir rapidamente para não se isolar no fundo da tabela.

Em Curitiba, a Arena da Baixada recebe mais um enredo de virada. O Vitória sai na frente com Renê, mas não suporta a pressão do Athletico-PR. Viveros marca duas vezes, vira o jogo e muda o humor da torcida. Luiz Gustavo faz o terceiro e fecha o 3 a 1, resultado que estabiliza o Athletico no meio da tabela e mantém o Vitória sob ameaça direta de rebaixamento.

O Grêmio também cumpre sua parte em casa ao bater o Coritiba por 1 a 0. Gabriel Mec marca no primeiro tempo, o jogo ganha tensão com lances anulados pelo árbitro de vídeo e expulsões, mas o placar permanece. O triunfo vale pontos que afastam o time gaúcho, ao menos momentaneamente, da zona de aperto, enquanto o Coritiba coleciona frustrações em jogos equilibrados que terminam com zero ou um gol de diferença.

Disputa pelo título afunila e pressão aumenta no mercado

O desenho da 13ª rodada afunila a disputa pelo topo. Palmeiras, Flamengo e Fluminense sustentam desempenho consistente, somam pontos em sequência e criam um bloco claro de candidatos ao título. A diferença entre eles é curta, e qualquer tropeço nas próximas semanas pode inverter posições e mexer com o clima interno. As diretorias enxergam a virada de turno se aproximar e já calculam reforços para a janela de transferências do meio do ano.

Na parte de baixo, o cenário é menos calculado e mais urgente. Santos, Vasco, Remo, Mirassol e outros clubes que rondam o Z4 jogam sob pressão crescente. Cada empate em casa, cada derrota em confronto direto, passa a ter peso de decisão. Há risco real de mudanças na comissão técnica, ajustes táticos forçados e busca acelerada por contratações de impacto, mesmo com orçamento apertado.

O equilíbrio da tabela também mexe com o calendário. Jogos de meio de semana pela Copa do Brasil e compromissos internacionais exigem rodízio de elenco, especialmente dos líderes, que brigam em mais de uma frente. Treinadores falam em “gestão de energia” e monitoram minutos em campo de suas principais estrelas para evitar lesões em sequência.

A 13ª rodada fecha com sensação de campeonato aberto, tanto na briga pelo topo quanto na luta contra o rebaixamento. A combinação de vitórias magras, empates dramáticos e goleadas escancara diferenças de elenco, mas também mostra que decisões individuais mudam a rota de jogos e campanhas. As próximas rodadas vão testar se o Palmeiras sustenta a liderança sob a pressão carioca e se os ameaçados conseguem reagir antes que a matemática fique irreversível.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *