Imagem de Jesus é decapitada e pichada em memorial de guerra no Reino Unido
Estátua foi encontrada sem a cabeça e coberta por tinta em igreja católica; polícia investiga possível crime de ódio e divulgou imagem de homem que pode ajudar na apuração

Uma imagem de Jesus Cristo crucificado foi encontrada sem a cabeça e coberta por tinta verde e preta em um memorial dedicado às vítimas das duas guerras mundiais, no Reino Unido. O ataque aconteceu na Igreja Católica de St. Alban, na cidade de Warrington, na Inglaterra, e está sendo investigado pela polícia britânica como um possível crime de ódio religioso.
A destruição foi descoberta na manhã de domingo (1º), às 9h23, por um integrante da comunidade religiosa. Além da cabeça arrancada, o monumento apresentava pichações com mensagens ofensivas à Igreja Católica e à figura de Jesus. As inscrições foram removidas por um voluntário, mas os danos à escultura permaneceram.
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O caso aconteceu poucos dias antes do Remembrance Sunday, data em que o Reino Unido homenageia militares e civis mortos em conflitos armados. A localização tornou o episódio ainda mais delicado: o memorial reúne os nomes de pessoas ligadas à comunidade que perderam a vida durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
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Imagem de Jesus teve a cabeça arrancada e foi coberta por tinta
Fotografias divulgadas após o vandalismo mostram a representação de Cristo ainda presa à cruz, mas sem a cabeça. Marcas de tinta verde e preta aparecem sobre diferentes partes da escultura, enquanto a estrutura do memorial também foi atingida por inscrições ofensivas.
Segundo a Polícia de Cheshire, responsável pela investigação, o ataque pode ter ocorrido entre 18h e 22h de sexta-feira (30 de outubro), embora os danos só tenham sido identificados dois dias depois.
Os investigadores também apuram outros incidentes registrados nas proximidades, mas ainda não estabeleceram oficialmente se existe ligação entre eles.
A polícia divulgou uma imagem de câmera de segurança de um homem com quem deseja conversar sobre o episódio. Até a divulgação das informações mais recentes, não havia confirmação pública de que ele fosse o autor do vandalismo.
A identidade dos responsáveis e a motivação específica do ataque ainda não foram esclarecidas.
Padre chama vandalismo de perseguição e lamenta destruição
O padre Christopher Cunningham, responsável pela Igreja de St. Alban, se manifestou em um vídeo publicado nas redes sociais da comunidade religiosa.
Ele relatou ter ficado profundamente abalado ao descobrir o estado do memorial, especialmente pelas mensagens ofensivas direcionadas à fé católica.
Durante a manifestação, o religioso classificou o episódio como um ato de maldade e afirmou que a destruição representava uma forma de perseguição religiosa.
O padre também pediu que os fiéis permanecessem unidos diante do ocorrido.
Segundo relatos divulgados pela imprensa britânica, Cunningham afirmou que ainda estava emocionalmente afetado pelo vandalismo e encontrou dificuldades para se concentrar na celebração religiosa daquele domingo.
A comunidade católica lamentou a destruição de um monumento que reúne dois significados importantes para os fiéis: a representação da crucificação de Jesus e a homenagem às pessoas mortas durante as guerras mundiais.
Por que o monumento é importante para a comunidade?
A escultura vandalizada faz parte de um memorial de guerra localizado nas dependências da Igreja de St. Alban, na região de Bewsey, em Warrington.
O monumento homenageia integrantes da comunidade que morreram durante a Primeira Guerra Mundial, entre 1914 e 1918, e a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945.
Memoriais desse tipo têm grande importância histórica no Reino Unido. Eles são utilizados em cerimônias de homenagem aos mortos e ajudam a preservar a memória das famílias afetadas pelos conflitos.
O ataque aconteceu às vésperas do Remembrance Sunday, celebrado em 8 de novembro de 2026, quando comunidades de diferentes regiões britânicas devem realizar cerimônias em memória das vítimas das guerras.
A própria Igreja de St. Alban possui uma longa trajetória na cidade. Fundada em 1772, é considerada a paróquia católica mais antiga ainda existente em Warrington.
O edifício também possui reconhecimento histórico e está protegido como patrimônio arquitetônico de interesse especial no Reino Unido.
Polícia investiga possível crime de ódio religioso
A Polícia de Cheshire trata o episódio como possível crime de ódio, diante dos danos à imagem religiosa e das mensagens deixadas no memorial.
O inspetor-chefe Joseph McNally, da unidade policial de Warrington, condenou o vandalismo e destacou o significado do monumento para a comunidade.
Segundo o policial, a destruição de um memorial de guerra é especialmente grave porque esses espaços existem para homenagear pessoas que perderam a vida servindo ao país.
McNally também ressaltou que locais de culto devem ser ambientes seguros e acolhedores para a população.
A investigação busca esclarecer se houve motivação religiosa deliberada, identificar os responsáveis e determinar como a destruição aconteceu.
Até o momento, não foram divulgadas informações suficientes para atribuir o ataque a qualquer grupo religioso, político ou organização específica.
Câmeras de segurança podem ajudar a identificar responsáveis
A polícia britânica iniciou uma busca por testemunhas que tenham passado pela região da igreja entre 18h e 22h de 30 de outubro, período em que o vandalismo pode ter ocorrido.
Os investigadores pedem que moradores e motoristas verifiquem imagens de câmeras de segurança, sistemas instalados em campainhas, câmeras veiculares e gravações feitas por celulares.
A corporação também divulgou a imagem de um homem que deseja identificar e ouvir durante a apuração.
Qualquer pessoa que tenha informações pode entrar em contato com a Polícia de Cheshire pelo telefone 101, utilizando a referência IML 2449856.
Também é possível apresentar informações anonimamente ao serviço britânico Crimestoppers.
Próximos passos
A investigação continua concentrada na análise de imagens, na identificação de possíveis testemunhas e na busca pelos responsáveis pelo vandalismo.
A polícia trabalha em conjunto com representantes da igreja e autoridades locais para esclarecer o episódio.
Enquanto isso, a comunidade de St. Alban enfrenta os danos causados ao memorial religioso e histórico. Ainda não havia sido divulgado um cronograma oficial para a restauração da imagem de Jesus.
A expectativa é que novas informações sejam apresentadas conforme o avanço das investigações, especialmente sobre a autoria, a motivação e a possível relação do ataque com outros incidentes registrados na região.


