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Suprema Corte impõe derrota a Trump e libera contagem de 20 mil votos na Califórnia

Governo americano queria separar cédulas enviadas pelo correio até a comprovação da cidadania dos eleitores. Decisão foi tomada na véspera das eleições de meio de mandato.

Suprema Corte impõe derrota a Trump e libera contagem de 20 mil votos na Califórnia

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira (2), o pedido do governo de Donald Trump para impedir a contagem de aproximadamente 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. A administração republicana queria que as cédulas fossem separadas até que a cidadania dos eleitores fosse verificada.

A decisão representa uma derrota judicial para Trump às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para terça-feira (3). Com a rejeição do pedido, a Califórnia não precisará retirar os votos questionados do processo regular de apuração.

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O governo federal alegou que uma lista identificava mais de 20 mil pessoas registradas para votar que provavelmente não seriam cidadãs americanas. Por isso, pediu que as cédulas fossem mantidas separadas até a confirmação da situação de cada eleitor.

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Califórnia contestou pedido de Trump

As autoridades da Califórnia questionaram os dados apresentados pelo governo federal e alertaram para o risco de eleitores legalmente habilitados serem prejudicados por informações incorretas.

O estado também defendeu que já possui mecanismos para impedir que pessoas sem cidadania americana votem em eleições federais. A legislação dos Estados Unidos proíbe esse tipo de participação, mas a presença de um nome em uma lista de suspeitos não comprova que houve voto ilegal.

Pedido já havia sido rejeitado por outros tribunais

Antes de recorrer à Suprema Corte, o governo Trump já havia sofrido derrotas na Justiça. Um juiz federal rejeitou a tentativa de separar as cédulas, apontando riscos à organização da eleição e aos direitos dos eleitores.

O Tribunal de Apelações do 9º Circuito também não acolheu o pedido. Mesmo assim, o Departamento de Justiça levou o caso à Suprema Corte em busca de uma decisão emergencial antes da votação.

Decisão ocorre antes das eleições de meio de mandato

As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, serão realizadas em 3 de novembro. Os eleitores escolherão os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e disputarão 35 das 100 cadeiras do Senado.

O resultado poderá mudar o equilíbrio de forças no Congresso e influenciar a capacidade de Trump de aprovar sua agenda nos próximos dois anos. A Califórnia tem papel importante nesse cenário por ser o estado mais populoso do país.

O que acontece agora?

Com a decisão da Suprema Corte, as autoridades californianas não foram obrigadas a separar os cerca de 20 mil votos questionados pelo governo federal. A apuração seguirá as regras eleitorais do estado.

O episódio amplia a disputa entre o governo Trump e autoridades estaduais sobre a administração das eleições americanas, especialmente em relação ao voto pelo correio e aos mecanismos de verificação dos eleitores.

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