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Polícia

Major do Exército entra por engano em rua dominada pelo tráfico e é baleado no Rio

Militar foi cercado por criminosos na Vila Aliança, teve o carro atingido por nove tiros e precisou ser hospitalizado; Exército informa que seu estado é estável.

Major do Exército entra por engano em rua dominada pelo tráfico e é baleado no Rio

Um major do Exército Brasileiro foi baleado no abdômen depois de entrar por engano em uma rua com barricada na Vila Aliança, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O ataque aconteceu na tarde de quarta-feira (4), quando o militar voltava para casa após sair de uma academia. Segundo a Polícia Civil, criminosos desconfiaram que ele fosse policial e dispararam nove vezes contra seu carro.

O militar foi identificado como Alexandre Ferreira Mendonça. Ele havia saído de uma academia no Bangu Shopping e seguia de carro para casa quando entrou na Rua Doutor Augusto Figueiredo, por volta das 16h45. Ao chegar ao local, encontrou uma barricada e um homem armado, apontado como integrante do tráfico de drogas.

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O criminoso perguntou se Alexandre era policial. O major negou e afirmou que trabalhava como motorista de aplicativo, mas o suspeito não acreditou na resposta. Outros homens armados se aproximaram e cercaram o veículo. O militar tentou deixar a rua, mas acabou sendo alvo dos disparos.

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De acordo com o registro policial, pelo menos oito criminosos participaram da abordagem. Quando o major tentou sair do local, os suspeitos abriram fogo contra o automóvel.

Nove disparos atingiram o veículo e um deles acertou o abdômen do militar. Mesmo ferido, Alexandre conseguiu deixar a área e recebeu atendimento no Hospital Geral do Rio de Janeiro.

Posteriormente, ele foi transferido para o Hospital Central do Exército, onde permaneceu sob cuidados médicos.

O Comando Militar do Leste informou que o estado de saúde do major é estável. A instituição também declarou que acompanha a situação e presta o apoio necessário ao militar.

Criminosos suspeitaram que major fosse policial

Um dos pontos investigados pela Polícia Civil é a suspeita levantada pelos criminosos durante a abordagem. Segundo o depoimento registrado na ocorrência, o homem que inicialmente parou o veículo perguntou se o motorista pertencia à polícia.

Ao responder que era motorista de aplicativo, Alexandre tentou afastar a suspeita. A explicação, entretanto, não convenceu o criminoso, que chamou outros integrantes do grupo.

A investigação busca esclarecer a dinâmica do ataque, identificar os responsáveis pelos disparos e determinar se o militar foi alvo exclusivamente pela suspeita de ligação com as forças de segurança.

Vila Aliança já registrou operações e barricadas em chamas

A Vila Aliança, localizada na Zona Oeste do Rio, já foi cenário de operações policiais contra grupos criminosos que atuam na região.

Em setembro de 2026, uma operação da Polícia Militar mobilizou cerca de 100 agentes na comunidade e no Complexo de Senador Camará. Na ocasião, foram registrados tiroteios e barricadas incendiadas, utilizadas para dificultar a entrada das equipes de segurança.

As estruturas instaladas em vias públicas também prejudicam a circulação dos moradores e podem colocar em risco pessoas que entram na região sem conhecer os bloqueios.

No ataque contra o major, a presença de uma barricada foi um dos primeiros elementos identificados pela vítima antes da abordagem armada.

Polícia investiga tentativa de homicídio

A ocorrência foi registrada inicialmente na 33ª Delegacia de Polícia, em Realengo, e encaminhada à 34ª DP, em Bangu, responsável pela investigação.

Os agentes trabalham para identificar os criminosos envolvidos na abordagem e nos disparos contra o carro. Até as informações divulgadas na manhã desta sexta-feira (6), não havia confirmação de prisões relacionadas ao ataque.

A Polícia Civil também deverá reunir outros elementos para esclarecer a participação de cada suspeito e as circunstâncias da tentativa de homicídio.