Homem é preso em Belém suspeito de invadir casas e estuprar mulheres enquanto dormiam
Crimes ocorreram em Belém, no Pará, e uma das vítimas foi atacada enquanto estava com os três filhos pequenos; impressões digitais ajudaram a polícia a identificar o investigado

Um homem suspeito de invadir residências durante a madrugada e estuprar duas mulheres foi preso pela Polícia Civil em Belém, no Pará, nesta quarta-feira (4). Os crimes ocorreram em junho e agosto deste ano, nos bairros Tenoné e Outeiro. Segundo as investigações, o suspeito utilizava uma faca para ameaçar as vítimas e também cometia roubos.
A prisão temporária foi realizada durante a operação Umbra, conduzida pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), com apoio do Núcleo de Inteligência Policial (NIP). Os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado.
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Um dos principais elementos que levaram à identificação do homem foi a análise de impressões digitais encontradas em um dos imóveis invadidos. O material foi comparado com registros biométricos e apresentou correspondência com o suspeito.
A polícia apura a participação dele nos dois episódios. Em um deles, uma mulher foi violentada enquanto estava em casa com os três filhos, de 1, 6 e 10 anos.
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Mulher de 53 anos foi atacada enquanto dormia
O primeiro caso de estupro investigado ocorreu em junho, no bairro Tenoné, em Belém. De acordo com a delegada Caroline Batista, diretora da Deam, uma mulher de 53 anos, que morava sozinha, foi surpreendida durante a madrugada por um desconhecido que havia entrado em sua residência.
O homem estava armado com uma faca e passou a ameaçar a vítima, obrigando-a a manter relações sexuais mediante violência e grave ameaça, segundo a investigação.
A violência teria durado mais de uma hora. Em determinado momento, a mulher conseguiu aproveitar uma distração do agressor para fugir da casa e procurar socorro.
O relato da vítima passou a integrar a investigação da Polícia Civil, que posteriormente identificou semelhanças com outro crime registrado na capital paraense.
Segunda vítima estava em casa com os três filhos
O segundo caso ocorreu em agosto, no distrito de Outeiro. Segundo a delegada Sawana Fontes, responsável pela investigação, a vítima dormia acompanhada dos três filhos, de 1, 6 e 10 anos, quando um homem invadiu a residência.
Inicialmente, o suspeito exigiu dinheiro e roubou dois aparelhos celulares. Em seguida, ameaçou a mulher com uma faca e utilizou um cabo de carregador para imobilizá-la.
De acordo com a polícia, o agressor cometeu violência sexual mesmo diante dos pedidos de socorro da vítima e do choro das crianças. A mulher também foi atingida por golpes na cabeça.
Antes de fugir, o homem amarrou os pés da vítima, cobriu seu rosto e a deixou trancada dentro da residência, levando os celulares roubados. Os investigadores passaram a analisar os dois episódios para verificar a possível participação de um mesmo autor.
Impressões digitais ajudaram a identificar suspeito
Durante as investigações, os policiais identificaram características semelhantes nos dois crimes. Nos dois casos, as residências foram invadidas durante a madrugada, e as vítimas sofreram ameaças com faca. O suspeito também utilizava roupas para dificultar sua identificação.
O avanço da investigação ocorreu após a perícia encontrar fragmentos de impressões digitais em um dos locais dos ataques.
O material foi submetido a exame papiloscópico e comparado com informações biométricas disponíveis nos registros policiais. A análise apontou correspondência com o homem investigado.
Segundo a delegada Caroline Batista, o resultado da perícia contribuiu para o avanço das diligências e foi analisado em conjunto com outros elementos reunidos pela equipe.
Justiça autoriza coleta de DNA do investigado
Após a identificação do suspeito, a Polícia Civil solicitou à Justiça mandados de prisão temporária e de busca e apreensão, cumpridos durante a operação Umbra.
Também foi autorizada a coleta de material genético do investigado. O procedimento será realizado pela Polícia Científica, que deverá comparar o DNA do homem com vestígios biológicos recolhidos durante a apuração dos crimes.
A análise poderá fornecer novos elementos para esclarecer a participação do suspeito nos dois casos. O homem permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer os fatos e apurar a responsabilidade criminal do preso. A prisão é temporária e não representa condenação pelos crimes investigados.


