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Mulher compra apartamento em leilão e encontra corpo da antiga moradora sobre cama

Ossada foi descoberta em Patos de Minas, após imóvel ser arrematado em outubro. Antiga proprietária, de 53 anos, pode ter morrido há cerca de um ano; nova dona pretende recorrer à Justiça para cancelar a compra

Mulher compra apartamento em leilão e encontra corpo da antiga moradora sobre cama

Uma mulher encontrou uma ossada humana dentro de um apartamento comprado em leilão, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O corpo estava sobre uma cama, envolto em cobertas, e pode ter permanecido no imóvel por aproximadamente um ano sem que vizinhos e familiares percebessem. A descoberta ocorreu na quinta-feira, 5 de novembro, quando a nova proprietária entrou no apartamento acompanhada de um chaveiro.

A compradora, identificada como Kalina Poliana, havia arrematado o imóvel em 9 de outubro deste ano. Como o apartamento ainda estava mobiliado, ela buscou autorização do filho da antiga proprietária para acessar o local e verificar a situação dos pertences.

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Ao entrar no quarto, Kalina percebeu um volume sobre a cama, coberto por lençóis. Inicialmente, acreditou que pudesse haver alguém dormindo. O chaveiro que a acompanhava verificou a situação e constatou a presença de um corpo em avançado estado de decomposição.

A vítima é apontada como Marilene de Fátima, de 53 anos, antiga proprietária do apartamento. A identificação oficial e a data da morte dependem dos exames periciais.

Família acreditava que antiga moradora havia mudado de cidade

A mulher não era vista havia aproximadamente um ano. Segundo relatos reunidos durante a apuração do caso, familiares e vizinhos acreditavam que Marilene tivesse iniciado um relacionamento e se mudado para Varjão de Minas, município da mesma região.

Essa informação teria sido repassada pela própria moradora antes de seu desaparecimento.

Os vizinhos também relataram que não perceberam odores vindos do apartamento. O imóvel permaneceu fechado durante o período, com portas e janelas vedadas.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, não havia registro anterior de desaparecimento relacionado à vítima.

Polícia investiga morte em apartamento comprado em leilão

A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias da morte. Durante os levantamentos iniciais, a perícia não identificou lesões aparentes no corpo nem sinais de arrombamento no apartamento.

O imóvel estava organizado, e os investigadores encontraram cartas atribuídas à antiga moradora. Os documentos continham orientações sobre o sepultamento, incluindo informações sobre as roupas com as quais ela gostaria de ser enterrada.

A principal hipótese examinada é a possibilidade de morte por intoxicação por medicamentos ou outras substâncias. Entretanto, a causa do óbito ainda não foi confirmada, e os bilhetes encontrados não permitem determinar, isoladamente, o que aconteceu.

Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML). Amostras biológicas também serão analisadas em laboratório, em Belo Horizonte, para auxiliar na identificação e no esclarecimento da causa da morte.

Compradora quer anular leilão após encontrar corpo

O apartamento havia sido levado a leilão após a antiga proprietária deixar de pagar as parcelas do financiamento imobiliário. Depois da descoberta, Kalina decidiu que não deseja permanecer com o imóvel e passou a buscar alternativas jurídicas para cancelar a aquisição.

A advogada Lahra Lopes, responsável por representar a compradora, informou que pretende questionar judicialmente o procedimento do leilão. Um dos pontos que a defesa pretende esclarecer é se a antiga proprietária ainda estava viva quando recebeu as notificações da instituição financeira sobre a dívida.

Caso a perícia indique que Marilene já havia morrido antes dessas comunicações, a defesa poderá utilizar essa informação para questionar a validade das notificações e, consequentemente, da venda do apartamento.

A eventual anulação, porém, dependerá da análise da Justiça. A descoberta do corpo, por si só, não significa que o leilão tenha sido irregular.

A Caixa Econômica Federal foi procurada pela imprensa para esclarecer os procedimentos adotados na venda do imóvel. Até a última atualização localizada, não havia posicionamento divulgado.

A Polícia Civil continua investigando a morte e aguarda os resultados dos exames que poderão esclarecer há quanto tempo a mulher estava no apartamento e o que provocou o óbito.

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