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Mãe é suspeita de matar filhos de 1 e 5 anos e dirigir com corpos no carro por 145 km

Crianças foram encontradas mortas dentro de veículo abandonado em rodovia do Paraná; polícia investiga se disputa pela guarda motivou o crime

Mãe é suspeita de matar filhos de 1 e 5 anos e dirigir com corpos no carro por 145 km

A mãe suspeita de matar os filhos, de 1 e 5 anos, foi presa após as duas crianças serem encontradas mortas dentro de um carro abandonado às margens da rodovia PR-436, entre os municípios de Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que os irmãos tenham sido mortos por asfixia dentro da residência da família, em Arapongas, antes de serem transportados por aproximadamente 145 quilômetros.

A mulher, identificada como Franciele Gawleta, de 26 anos, foi presa em flagrante na quarta-feira, 4 de novembro. As circunstâncias das mortes continuam sendo investigadas, e a Polícia Científica foi acionada para realizar os exames periciais.

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De acordo com o delegado Denner Roque, responsável pela investigação, Franciele teria relatado informalmente aos policiais militares que matou as crianças em Arapongas, onde morava com os filhos, e depois colocou os corpos em seu veículo, um Hyundai HB20 vermelho.

As vítimas foram identificadas como João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de aproximadamente 1 ano. Os corpos foram encontrados no interior do automóvel, próximo à ponte sobre o Rio das Cinzas, na divisa entre Bandeirantes e Itambaracá.

A investigação aponta que, depois de deixar o veículo nas proximidades da ponte, a mulher enviou mensagens de áudio a familiares, informando a localização das crianças e pedindo que alguém fosse até o local.

Ainda conforme o relato apresentado pela Polícia Civil, Franciele teria tentado tirar a própria vida ao se jogar da ponte. Ela afirmou aos policiais que foi levada pela correnteza e conseguiu alcançar a margem do rio.

Após buscas na região, a mulher foi localizada nas proximidades de um pesqueiro, na zona rural de Itambaracá. Segundo a Polícia Militar, ao perceber a aproximação das viaturas, ela pulou em um córrego, mas foi alcançada pelos agentes e presa.

Polícia investiga se mãe suspeita de matar os filhos agiu por disputa de guarda

Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de que o crime esteja relacionado a uma disputa judicial pela guarda das crianças.

Os pais estavam separados. O pai reside em Itambaracá, enquanto Franciele morava com os filhos em Arapongas.

Segundo o delegado Denner Roque, os investigadores apuram se as mortes teriam sido provocadas para impedir que o pai mantivesse contato com as crianças. A hipótese, entretanto, ainda não foi confirmada como motivação do crime.

As autoridades também trabalham para esclarecer a dinâmica das mortes, confrontar os relatos colhidos durante a investigação com os resultados da perícia e identificar as circunstâncias que antecederam o episódio.

Defesa contesta confissão e alega abuso de autoridade

A defesa de Franciele questiona as circunstâncias em que foi registrada a suposta confissão apresentada pelos policiais.

A advogada Nádia Guaita Calixto Alves informou que a mulher permaneceu em silêncio durante o interrogatório realizado pela Polícia Civil. Segundo a defensora, a declaração atribuída à investigada foi registrada em vídeo durante a abordagem policial, quando ela estava algemada dentro de uma viatura.

Na audiência de custódia, realizada na quinta-feira, 5 de novembro, a defesa alegou que houve abuso de autoridade na abordagem e questionou a utilização do vídeo.

A advogada também informou à Justiça que Franciele possui histórico de depressão e internações anteriores. Segundo a defesa, documentos médicos estão sendo reunidos para apresentação no processo. Essas informações não estabelecem, por si só, qualquer relação entre o histórico de saúde e as mortes investigadas.

Em nota, a defesa afirmou que os fatos estão sendo apurados dentro do devido processo legal e que todas as versões deverão ser examinadas com base nas provas reunidas.

Os advogados também defenderam o respeito à presunção de inocência e consideraram prematuras as conclusões divulgadas sobre o caso.

A Polícia Militar informou que não se manifestaria sobre o questionamento relacionado ao vídeo. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Paraná. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia confirmação da motivação do crime nem divulgação de laudos periciais conclusivos sobre as mortes.

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