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Memphis Depay é convocado para sua 3ª Copa e lidera Holanda em 2026

Memphis Depay, atacante do Corinthians e maior artilheiro da história da Holanda, é confirmado para a Copa do Mundo de 2026. A convocação é anunciada nesta terça-feira (27), após recuperação completa de lesão na coxa direita.

Líder da Oranje garante terceira Copa após lesão

Ronald Koeman firma seu projeto para o Mundial ao incluir Depay na lista oficial da Holanda. A decisão sai a pouco mais de duas semanas da estreia da seleção, em 14 de junho, contra o Japão, pelo Grupo F, que ainda tem Suécia e Tunísia. O camisa 10 volta ao centro da estratégia ofensiva e assume novamente o papel de referência técnica e emocional do elenco.

A presença de Depay ganha peso extra em um cenário de baixas importantes. Koeman perde Xavi Simons, do Tottenham, e Jerdy Schouten, do PSV, ambos com graves lesões no joelho. A ausência de duas peças consideradas titulares abre um vácuo criativo e de marcação, compensado, em parte, pela experiência do atacante de 32 anos, que já disputa sua terceira Copa do Mundo.

Recuperação no Corinthians e aposta na liderança

Depay chega à convocação depois de semanas de incerteza. A lesão na coxa direita, sofrida no início do ano, tira o jogador de uma sequência de partidas pelo Corinthians e acende alerta em Amsterdã. Exames de imagem e avaliações periódicas acompanham a evolução da musculatura, enquanto a comissão técnica da seleção mantém contato constante com o departamento médico do clube brasileiro.

Nos treinamentos em São Paulo, o atacante gradualmente volta a acelerar, finalizar e participar de atividades com choque físico. A comissão do Corinthians, ciente do peso da Copa na carreira do jogador e no mercado, administra minutos em campo para evitar recaídas. A partir de maio, Depay alcança carga plena de trabalho e encerra o período de restrições, condição que libera Koeman para a convocação.

Holanda mira campanha forte no Grupo F

A Holanda entra no Grupo F pressionada pelo próprio histórico recente. A seleção cai nas quartas de final em 2022 e carrega a marca de três vice-campeonatos mundiais, em 1974, 1978 e 2010, sem nunca ter erguido a taça. A presença do maior artilheiro de sua história funciona como símbolo de uma nova tentativa de romper esse bloqueio.

O primeiro compromisso é contra o Japão, em 14 de junho, jogo que pode ditar o tom da campanha. Suécia e Tunísia completam a chave, com estilos distintos: os suecos mais físicos e organizados na defesa; os tunisianos, intensos e velozes, sobretudo pelas pontas. Em meio a esse cenário, Depay volta a ser o eixo do ataque, tanto na bola parada quanto nas jogadas em velocidade.

Efeito direto no Corinthians e nas estratégias de Koeman

O impacto da convocação atravessa o Atlântico. Em Itaquera, a diretoria do Corinthians usa o protagonismo do atacante como argumento para segurar o jogador após o Mundial. O clube trabalha pela renovação de contrato e vê na exposição em uma Copa a chance de valorizar ainda mais o ativo, mas também teme assédio de clubes europeus a partir de julho de 2026.

Dentro de campo, a comissão técnica corintiana se prepara para algumas semanas sem seu principal nome. A ausência de Depay durante a Copa obriga ajustes táticos no ataque e reorganiza hierarquias do elenco, com mais protagonismo para jovens e reservas. O clube calcula a perda esportiva imediata, mas também o ganho potencial em imagem, engajamento e receitas futuras com marketing e bilheteria.

Koeman perde peças, mas mantém ambição alta

Koeman precisa redesenhar o meio-campo sem Xavi Simons e Schouten. As lesões nos joelhos, anunciadas ao longo da temporada europeia, tiram dois jogadores-chave de criação e equilíbrio defensivo. O treinador responde com uma lista que privilegia jogadores versáteis e aposta no peso de líderes como Depay para segurar o vestiário em momentos de pressão.

O técnico já deixa claro, nas entrelinhas, que não abre mão de ambição. A mensagem da conta oficial da seleção nas redes, ao publicar o vídeo da convocação, resume o clima: “This summer, Oranje is coming…”, em referência ao tradicional apelido da equipe. A comunicação reforça a ideia de uma Holanda em modo de ataque ao Mundial, mesmo com limitações físicas no elenco.

Copa reposiciona Depay no cenário europeu

A terceira participação em Copa do Mundo consolida Depay como um dos nomes centrais de sua geração no futebol europeu. Aos 32 anos, ele combina experiência de grandes ligas com a vivência de vestiário de seleção sob diferentes treinadores. O desempenho no torneio pode definir o próximo capítulo da carreira: permanência no Corinthians como líder de projeto ou retorno ao continente europeu com novo contrato de alto nível.

Para a Holanda, o cenário é binário. Uma campanha sólida no Grupo F e um avanço consistente no mata-mata alimentam a narrativa de renascimento de uma geração que ainda busca seu primeiro título mundial. Uma eliminação precoce recolocaria o país diante de velhas questões sobre gestão de talentos e peso psicológico em grandes decisões. Depay entra em campo em junho com essa bagagem nas costas e a missão de transformar números em história, em seis partidas de grupo e, quem sabe, quatro de mata-mata até a final de 19 de julho.

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