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Flamengo goleia Cusco, faz 16 pontos e mira melhor campanha da Libertadores

O Flamengo vence o Cusco por 3 a 0 nesta terça-feira (26), no Maracanã, e confirma a liderança do Grupo A da Libertadores com 16 pontos. O resultado mantém o time na disputa pela melhor campanha geral da fase de grupos e reforça o peso rubro-negro no mata-mata continental.

Domínio do início ao fim e gols só no segundo tempo

O Maracanã recebe um Flamengo ansioso por uma vitória convincente e encontra um time que se impõe desde o primeiro minuto. A equipe de Leonardo Jardim ocupa o campo de ataque, roda a bola com paciência e pressiona o Cusco contra a própria área. Aos seis minutos, Ayrton Lucas invade pela esquerda e cruza rasteiro. De La Cruz finaliza de primeira, e o zagueiro Gamarra salva quase em cima da linha, em lance que antecipa a tônica da noite.

O Cusco, que começa recuado, tenta sair da sufocante marcação rubro-negra à medida que o relógio avança. Em um dos raros momentos em que consegue respirar, a bola sobra para Evertton Araújo na intermediária ofensiva. Ele arrisca de fora da área, acerta o travessão e arranca um suspiro coletivo do estádio. O quase golaço não altera o placar, mas confirma o controle territorial do Flamengo e a sensação de que o gol é questão de tempo.

O time carioca mantém o roteiro até os acréscimos da primeira etapa, empilhando chances. Nos minutos finais, o goleiro Vidal vira protagonista. Em sequência impressionante, ele defende chutes de Evertton Araújo, Ayrton Lucas e Danilo, evitando que o intervalo chegue com vantagem rubro-negra. O 0 a 0 no placar não reflete o volume de jogo de um Flamengo que domina a posse, finaliza mais e quase não é ameaçado.

O segundo tempo começa com o mesmo desenho. Em falta na entrada da área, Saúl cobra com força e obriga Vidal a se esticar no canto direito para salvar mais uma vez. Aos 15 minutos, Leonardo Jardim mexe na estrutura ofensiva. Evertton Araújo e Luiz Araújo saem para as entradas de Pedro e Erick Pulgar. O volante chileno volta a atuar após quase dois meses afastado por lesão no ombro direito, dado que interessa a um elenco que encara um calendário pesado até agosto.

Pedro, referência na área, muda o desenho do ataque. Aos 28, o centroavante tabela, acha Emerson Royal em boa condição, e o lateral finaliza para nova defesa de Vidal. Minutos depois, Ayrton Lucas entra em velocidade pela esquerda e cruza rasteiro. Pedro se estica em carrinho, mas manda por cima, em lance que aumenta a ansiedade da arquibancada e a sensação de que a noite pode ficar perigosa se o placar seguir zerado.

O gol vem na base da insistência. Aos 34 minutos, o Flamengo cobra escanteio curto com Samuel Lino e Plata. A defesa peruana rebate mal, e a bola sobra para Lucas Paquetá bater cruzado. Vidal espalma para o meio da área, e Bruno Henrique, atento, completa para as redes e abre o placar: 1 a 0. O atacante rompe uma barreira que parecia psicológica e muda o clima no estádio.

Quatro minutos depois, o cenário se transforma em goleada encaminhada. Plata encaixa lançamento preciso para Bruno Henrique, que entra na área pela esquerda e bate forte no canto, sem chance para Vidal. O 2 a 0 premia um Flamengo agressivo e coloca o camisa 27 de novo no centro da cena, em reencontro com as noites decisivas de Libertadores no Maracanã.

Nos acréscimos, o time ainda amplia. Em bola aérea, Plata cabeceia, a bola desvia no braço de Ampuero, e o árbitro uruguaio José Javier Burgos marca pênalti. Lucas Paquetá assume a cobrança, desloca o goleiro e fecha o placar em 3 a 0 aos 46 minutos do segundo tempo. O meia ainda balança a rede de novo, após rebote em chute de Pedro, dribla Vidal e conclui, mas a arbitragem anula o lance por impedimento. A torcida já celebra uma atuação segura e um placar que traduz melhor o que acontece em campo.

Flamengo se afirma entre favoritos e mira melhor campanha geral

O resultado leva o Flamengo a 16 pontos em seis jogos no Grupo A, campanha que consolida o clube entre os favoritos da Libertadores de 2026. O desempenho ofensivo, com três gols apenas na etapa final, soma-se a um sistema defensivo que passa ileso diante do Cusco e ajuda a construir um saldo importante na comparação com outros líderes de chave. Em um torneio em que cada detalhe pesa no mata-mata, a combinação de volume de jogo, elenco numeroso e sequência de vitórias reforça o peso rubro-negro no cenário continental.

A atuação de Bruno Henrique e Lucas Paquetá ganha destaque em uma equipe que oferece múltiplas soluções. O camisa 27 mostra fôlego e explosão para decidir na área, mesmo aos 34 minutos do segundo tempo. Paquetá, que volta a ser protagonista no Maracanã em noite de Libertadores, participa diretamente de dois gols e se firma como organizador de um meio-campo que mistura intensidade e criatividade. O torcedor vê em campo um time que não depende de um único nome e distribui o protagonismo entre setores.

O técnico Leonardo Jardim, que administra um elenco com peças experientes e em diferentes estágios físicos, ganha fôlego com a classificação em alta. A volta de Erick Pulgar após quase dois meses fora indica que o meio-campo tende a ficar mais equilibrado nas próximas semanas. A possibilidade de rodar entre Saúl, Pulgar, De La Cruz e Paquetá oferece alternativas para controlar ritmos de jogo distintos, algo decisivo em duelos eliminatórios fora de casa.

No outro lado, o Cusco se despede da fase de grupos sofrendo com a diferença técnica e de elenco. A equipe peruana passa boa parte do jogo recuada, tenta escapar em contra-ataques, mas não consegue sustentar a intensidade por 90 minutos. O goleiro Vidal, com uma série de defesas difíceis, evita um placar ainda mais dilatado. Os cartões amarelos para Diego Soto, Carabakal, Tévez e Carlo Diez expõem um time que recorre às faltas diante da pressão constante.

Calendário, mata-mata e pressão por títulos

O Flamengo volta a campo já no domingo (30), às 16h, novamente no Maracanã, contra o Coritiba, pela 18ª rodada do Brasileirão. A sequência reforça a necessidade de gestão de elenco. Leonardo Jardim trabalha com a perspectiva de alternar forças entre campeonato nacional e Libertadores, em um calendário que comprime decisões e reduz margem para tropeços. A fase de grupos continental termina, mas a disputa por pontos no Brasileiro exige a mesma concentração exibida diante do Cusco.

A briga pela melhor campanha geral da Libertadores adiciona um componente estratégico à vitória desta terça. Se confirmar a liderança do ranking de pontos, o Flamengo garante vantagem de decidir em casa nos confrontos até as semifinais, fator que historicamente pesa no Maracanã lotado. O clube sabe que cada gol marcado e cada ponto somado agora pode significar um jogo decisivo no Rio de Janeiro em setembro.

A torcida deixa o estádio com a sensação de que o time chega ao mata-mata mais maduro do que em outras temporadas recentes. A defesa sofre pouco, o meio-campo controla o ritmo e o ataque cria em quantidade. Resta ao Flamengo sustentar esse padrão em noites de maior pressão, quando um detalhe pode encurtar uma campanha promissora. A goleada sobre o Cusco entrega a pontuação desejada e a confiança necessária; o torneio, porém, só começa para valer a partir do sorteio das oitavas.

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