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São Paulo

Incêndio destrói apartamento e obriga 200 moradores a deixar prédio no Centro de SP

Fogo começou por volta das 3h deste domingo (1º), na Bela Vista, e mobilizou cinco viaturas dos bombeiros; duas unidades foram interditadas, mas ninguém ficou ferido.

Incêndio destrói apartamento e obriga 200 moradores a deixar prédio no Centro de SP

Um incêndio destruiu completamente um apartamento e obrigou cerca de 200 moradores a deixarem um prédio residencial na madrugada deste domingo (1º de novembro), na Bela Vista, região central de São Paulo. O fogo começou por volta das 3h, em um imóvel localizado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, número 499. Apesar da intensidade das chamas, ninguém ficou ferido.

O Corpo de Bombeiros mobilizou cinco viaturas para combater o incêndio, que foi extinto por volta das 4h40. Durante o atendimento, os moradores permaneceram na rua por segurança. Imagens registradas por uma pessoa que estava em um prédio vizinho mostram chamas intensas saindo pela janela do apartamento, enquanto uma grande quantidade de fumaça se espalhava pela fachada.

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Após uma vistoria da Defesa Civil, a maior parte dos moradores foi autorizada a retornar ao edifício por volta das 6h. Duas unidades, porém, permaneceram interditadas: o apartamento onde o incêndio começou e o imóvel imediatamente acima, cuja laje sofreu danos provocados pelo calor.

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Incêndio começou em apartamento na Bela Vista

O fogo atingiu um apartamento do tipo studio, localizado no sexto andar do edifício, e destruiu completamente seu interior.

Segundo o síndico do condomínio, Camilo Nogueira, as primeiras chamas foram percebidas por volta das 3h.

Ele contou que estava acordado quando identificou a situação e começou a alertar os vizinhos sobre a necessidade de deixar o prédio.

“Por sorte eu estava acordado, constatei o incêndio e alertei no grupo do prédio, além de acionar o alarme e sair gritando pra que todo mundo saísse.”

O relato foi dado ao g1. De acordo com o síndico, a maioria dos moradores conseguiu sair do edifício enquanto as equipes de emergência eram acionadas.

A moradora do apartamento atingido estava no prédio quando o incêndio começou, mas não se encontrava dentro da unidade.

Cinco viaturas dos bombeiros combateram as chamas

O Corpo de Bombeiros deslocou cinco viaturas para atender à ocorrência na Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

As equipes trabalharam para conter o avanço do fogo e impedir que as chamas atingissem outras unidades do condomínio.

O incêndio foi extinto por volta das 4h40, aproximadamente uma hora e quarenta minutos depois do horário informado para o início das chamas.

Vídeos feitos de um edifício vizinho mostram o fogo saindo pela janela do apartamento e atingindo a parte externa da construção.

Mesmo após o combate, uma grande quantidade de fumaça continuava saindo do imóvel.

A fuligem deixou marcas escuras na fachada dos andares superiores, evidenciando a intensidade do incêndio.

Não houve registro de pessoas feridas.

Defesa Civil interdita dois apartamentos após vistoria

Depois que o incêndio foi controlado, a Defesa Civil realizou uma avaliação das condições de segurança do edifício.

Por volta das 6h, a maior parte dos moradores recebeu autorização para retornar às residências.

A unidade onde o fogo começou permaneceu interditada por causa da destruição provocada pelas chamas.

O apartamento localizado imediatamente acima também foi interditado, após a constatação de danos na laje causados pela alta temperatura.

Algumas horas depois, uma nova avaliação permitiu o retorno dos moradores de outras unidades do andar atingido.

Segundo o síndico, os apartamentos mais próximos do local do incêndio ainda apresentavam forte cheiro de fumaça e marcas de fuligem.

As seis unidades voltadas para a mesma fachada foram as mais impactadas.

Por causa dessas condições, alguns moradores poderiam enfrentar dificuldades para voltar às residências ainda neste domingo.

Causa do incêndio ainda é desconhecida

Até a última atualização das informações sobre a ocorrência, a origem do fogo não havia sido oficialmente determinada.

O síndico informou que o condomínio não possui gás encanado e que não foram identificados indícios iniciais de falha elétrica.

Essas observações, entretanto, não representam uma conclusão técnica sobre as causas do incêndio.

A identificação da origem das chamas depende de avaliação dos órgãos responsáveis.

Também será necessário verificar a extensão dos danos materiais e as condições dos apartamentos afetados antes de uma eventual liberação das unidades interditadas.

Outro incêndio já havia atingido a Bela Vista em agosto

A ocorrência deste domingo acontece menos de três meses depois de outro incêndio registrado na Bela Vista.

Em 7 de agosto, um prédio na Rua Treze de Maio foi atingido por chamas na região da casa de máquinas, na parte superior do edifício.

Na ocasião, seis viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas.

O episódio integrou uma sequência de incêndios em edifícios residenciais e comerciais de São Paulo, que levou especialistas a reforçar a importância da manutenção dos sistemas de segurança.

Entre os cuidados recomendados estão a revisão periódica das instalações elétricas, a manutenção de alarmes e hidrantes, a conservação das rotas de fuga e a verificação das condições de funcionamento das portas corta-fogo.

Não há indicação de que os incêndios registrados em agosto e novembro tenham relação entre si.

Próximos passos

Após a liberação parcial do edifício, a principal pendência é a avaliação das unidades que permaneceram interditadas.

A causa do incêndio ainda deverá ser esclarecida, assim como a extensão dos danos à estrutura e aos apartamentos próximos.

Os moradores das unidades liberadas puderam retornar às residências depois da vistoria da Defesa Civil.

Apesar da destruição do studio e dos prejuízos materiais, a ocorrência terminou sem vítimas, depois de mobilizar cerca de 200 moradores e cinco viaturas do Corpo de Bombeiros durante a madrugada.