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Polícia

Órgãos de engenheiro morto após agressão em Santos salvam quatro vidas

Família de Marcelo de Oliveira Rocha autorizou a doação de rim, pâncreas, fígado e córneas; jovem foi agredido após deixar evento de apoio a Lula.

Órgãos de engenheiro morto após agressão em Santos salvam quatro vidas

A doação de órgãos e tecidos do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, morto após ser agredido em Santos, no litoral de São Paulo, beneficiou quatro pessoas. A informação foi confirmada pela família, que autorizou o procedimento após a confirmação da morte do jovem, respeitando o desejo que ele havia manifestado em vida.

Foram destinados para transplante o pâncreas, o rim, o fígado e as córneas. O pai de Marcelo, Marcelo Rodrigues da Rocha, destacou a importância da decisão da família diante da perda do filho.

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“Ele era uma pessoa tão boa que perdeu a vida, mas salvou quatro”, afirmou o pai

 

Família autoriza doação de órgãos de engenheiro morto após participar de ato pró-Lula em SP

Engenheiro foi agredido após deixar evento em Santos

Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada nas proximidades do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, durante um evento de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na madrugada de 24 de outubro, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro e não retornou. Preocupados, conhecidos começaram a procurá-lo e o encontraram desacordado, com ferimentos graves, nas proximidades da Avenida Conselheiro Nébias.

O engenheiro foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado à Santa Casa de Santos. Posteriormente, foi transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.

Família respeitou desejo de Marcelo

Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação de órgãos e tecidos. Segundo o pai, a decisão respeitou uma vontade que Marcelo já havia manifestado em vida.

A doação possibilitou que quatro pessoas fossem beneficiadas. A família não impôs restrições aos órgãos e tecidos que poderiam ser avaliados pelas equipes médicas.

O procedimento de doação depende de avaliação clínica e dos critérios de compatibilidade definidos pelo sistema de transplantes.

Família de Marcelo autorizou a doação de órgãos e tecidos após sua morte; quatro pessoas foram beneficiadas.

Polícia investiga o caso como latrocínio

A Polícia Civil investiga a morte de Marcelo como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o celular e outros pertences da vítima foram levados durante a agressão.

Imagens de câmeras de segurança e registros divulgados nas redes sociais fazem parte da investigação. Ao todo, oito pessoas foram identificadas, entre elas seis adolescentes e dois adultos. A polícia apura a participação individual dos suspeitos.

Embora o ataque tenha ocorrido após um evento de apoio a Lula, as autoridades ainda investigam as circunstâncias e a motivação do crime. A proximidade com a manifestação política não comprova, por si só, que a agressão tenha sido motivada por divergência ideológica.

A Polícia Civil investiga a morte de Marcelo como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.

Quem era Marcelo de Oliveira Rocha

Marcelo era engenheiro ambiental e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira da Unifesp. Ele havia estudado na instituição e mantinha planos de desenvolver atividades acadêmicas e científicas no exterior.

Marcelo cursava mestrado na Universidade Federal de São Paulo.

A universidade lamentou a morte do estudante e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas. A instituição também pediu apuração rigorosa das circunstâncias da agressão e responsabilização dos envolvidos.

A doação de órgãos tornou-se um gesto de solidariedade em meio à tragédia enfrentada pela família, que decidiu transformar a perda em uma oportunidade de ajudar outras pessoas.