Ibovespa segue em queda pelo quarto dia consecutivo após eleição e dólar volta a subir
Bolsa brasileira continua pressionada pelas incertezas fiscais, enquanto a valorização da moeda americana e o desempenho negativo de grandes empresas ampliam a cautela dos investidores

O mercado financeiro brasileiro voltou a registrar perdas nesta quinta-feira (29), no quarto pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a cair 1,31%, atingindo 168.765 pontos durante a tarde. Ao mesmo tempo, o dólar avançou 1,66% e alcançou R$ 5,4290, refletindo a continuidade da instabilidade nos ativos nacionais.
O movimento prolonga a sequência negativa iniciada na segunda-feira (26), quando a Bolsa sofreu uma queda histórica e precisou interromper temporariamente as negociações. Desde então, investidores vêm reavaliando suas estratégias diante das expectativas para a política econômica, especialmente em relação ao controle dos gastos públicos, à dívida federal e ao comportamento dos juros.
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Nas três sessões anteriores, o Ibovespa já havia acumulado desvalorização próxima de 17%. Apesar de alguns indicadores econômicos apresentarem resultados positivos, o mercado ainda não encontrou força suficiente para sustentar uma recuperação.
Bancos, Petrobras e Vale pressionam a Bolsa
Entre as empresas de maior participação no Ibovespa, os bancos e as companhias ligadas às commodities contribuíram para o desempenho negativo do índice.
As ações da Vale recuavam 1,37%, enquanto os papéis preferenciais da Petrobras apresentavam queda de 0,57%, acompanhando a desvalorização do petróleo no mercado internacional.
No setor financeiro, o Bradesco registrava perdas de 2,18%, seguido pelo BTG Pactual, com recuo de 1,60%. O Itaú apresentava baixa de 0,33%, enquanto o Banco do Brasil operava próximo da estabilidade, com leve valorização de 0,06%.
A Ambev também estava entre os destaques negativos, com queda de 3,75%, mesmo após divulgar lucro líquido ajustado de R$ 4,39 bilhões no terceiro trimestre, resultado 14,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Por outro lado, algumas empresas conseguiram contrariar a tendência de baixa. A Gerdau avançava mais de 6%, enquanto a Metalúrgica Gerdau subia 6,10%. Embraer, WEG e Suzano também registravam valorização.


