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Ceará vence Avaí, reage na Série B e encosta no G6

O Ceará vence o Avaí por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Presidente Vargas, em Fortaleza, e volta a respirar na Série B. O resultado, construído ainda no primeiro tempo, aproxima o time do G6 justamente no primeiro jogo após a saída do técnico Mozart.

Reação em casa e nova figura à beira do campo

A torcida entra no PV pressionada pela tabela e pela troca no comando. O time inicia a rodada na parte de baixo da classificação, com 13 pontos, e precisa reagir para não se afastar da briga pelo acesso. O auxiliar Anderson Batatais assume o comando interino após a demissão de Mozart e, em 90 minutos, ajuda a redesenhar o ambiente alvinegro.

O Ceará se impõe desde os primeiros minutos. A equipe marca alto, recupera bolas no campo de ataque e encontra espaços pelas pontas. Aos 14 minutos, Melk arrisca de fora da área e a bola sai raspando a trave de Léo Aragão, primeiro aviso de que a postura em campo destoa do time inseguro das últimas rodadas.

O gol sai pouco depois, aos 18. Melk cobra escanteio da esquerda, a defesa do Avaí se perde na marcação e Júlio César sobe firme para cabecear. A bola entra sem chances para o goleiro: 1 a 0. O estádio reage de imediato, e o time ganha confiança para acelerar ainda mais o jogo.

O segundo gol quase vem aos 22 minutos, quando Wendel Silva aparece livre na área, mas finaliza mal e desperdiça boa chance. O Ceará, porém, não diminui o ritmo. Aos 24, Rafael Ramos avança pela direita e cruza rasteiro para Melk, que bate para fora por pouco. Em outra arrancada, aos 36, Wendel rouba a bola no meio, aplica um chapéu no marcador, mas conclui para fora.

A recompensa chega nos acréscimos da primeira etapa. Aos 45, Rafael Ramos encontra Melk na entrada da área. O meia domina e finaliza no canto, sem força exagerada, mas com precisão. O 2 a 0 antes do intervalo muda o clima nas arquibancadas e no banco. Batatais conversa com o elenco na saída para o vestiário como quem tenta consolidar não só o resultado, mas uma nova forma de competir.

Pressão catarinense, ajuste defensivo e impacto na tabela

O Avaí volta do intervalo mais adiantado, mas o Ceará mantém a iniciativa e quase amplia em cobrança de escanteio fechada de Dieguinho, aos 9 minutos. Léo Aragão se estica para evitar o terceiro. Matheus Araújo também leva perigo aos 13, quando constrói boa jogada pela esquerda, aciona Fernando e obriga o goleiro a outra defesa.

O jogo muda de tom aos 15 minutos. Jean Lucas acha Sorriso na entrada da área, o atacante arrisca de direita e a bola engana Richard, morrendo no canto. O 2 a 1 devolve o Avaí para o jogo e provoca um instante de apreensão no PV. No lance seguinte, porém, o Ceará reage com maturidade: Matheus Araújo pega de primeira na entrada da área e a bola passa tirando tinta da trave.

As substituições deixam o duelo mais aberto, mas com menos organização ofensiva dos dois lados. O Avaí adianta as linhas, tenta cruzamentos e finalizações de média distância. A defesa alvinegra responde com bloqueios sucessivos e cobertura bem distribuída, sem repetir as falhas de jogos recentes. Aos 45 do segundo tempo, Luizão ainda tem a chance de matar a partida em cabeceio que sai por cima.

O árbitro dá 11 minutos de acréscimo, e o Ceará passa a controlar o relógio, prende a bola no ataque e alterna ligações diretas com inversões de lado. A estratégia funciona. O Avaí finaliza menos do que gostaria, e o apito final vem como alívio. Com a vitória, o Vovô chega a 16 pontos em 12 rodadas, sobe na classificação e fica a apenas quatro pontos do Criciúma, que abre o G6 com 20.

O resultado tem peso que vai além da matemática da tabela. O time vinha sob críticas intensas, convivia com protestos e questionamentos à direção. O triunfo em casa, diante de um adversário direto na luta pelo acesso, devolve confiança a um elenco que luta para se reencontrar na Série B. Para a torcida, que pressiona por respostas desde o início do campeonato, a atuação consistente no primeiro tempo e a solidez defensiva após o gol sofrido soam como sinal de reação.

Confronto direto com o Criciúma e disputa por acesso

O calendário não oferece muito tempo para celebração. O próximo compromisso já tem contornos decisivos. Na segunda-feira, 15 de julho, às 21h, o Ceará visita o Criciúma, no estádio Heriberto Hulse, pela 13ª rodada. O adversário é justamente o time que fecha o grupo dos seis primeiros, com 20 pontos, e simboliza a porta de entrada para a zona de acesso.

O duelo em Santa Catarina funciona como termômetro para medir até onde a reação pode ir. Uma vitória fora de casa coloca o Vovô de vez na disputa pela parte de cima da tabela e consolida o trabalho de Anderson Batatais, seja ele definitivo ou não. Um tropeço mantém a equipe em terreno instável, pressionada por resultados imediatos.

Nos bastidores, a diretoria segue em busca de um novo treinador, ciente de que a Série B não oferece margem ampla para erro. A vitória sobre o Avaí, porém, reduz a temperatura política e dá fôlego para decisões mais cuidadosas. O elenco, por sua vez, ganha argumentos para acreditar em uma guinada técnica e emocional, algo indispensável para quem mira o retorno à elite em 2025.

A noite no PV termina com sensação dupla: alívio pelo fim da sequência incômoda e responsabilidade renovada. A reação começa em casa, mas a confirmação virá longe de Fortaleza, em um confronto direto que pode definir se o Ceará brigará apenas para se manter estável na Série B ou se terá fôlego real para voltar a falar em acesso.

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