Ameaças de bomba atingem voos na Europa, mobilizam caças e fecham aeroporto
Aeronaves foram desviadas e passageiros passaram por inspeções de segurança em diferentes países; autoridades não encontraram explosivos e investigam a origem dos alertas.

Uma série de ameaças de bomba contra aviões comerciais provocou desvios de voos, mobilizou caças militares e levou ao fechamento temporário de um aeroporto na Europa nesta terça-feira (3). Pelo menos sete voos foram atingidos por alertas em países como Polônia, Espanha, Itália e Bulgária. As aeronaves passaram por inspeções de segurança, mas nenhum explosivo foi encontrado.
Os incidentes afetaram voos das companhias LOT Polish Airlines, Scandinavian Airlines (SAS), Ryanair e Wizz Air. Na Polônia, um avião que havia decolado de Londres precisou mudar de destino, enquanto outro, vindo de Copenhague, passou por uma vistoria após aterrissar em Varsóvia. Na Itália, a Força Aérea foi acionada para escoltar uma aeronave até o aeroporto de Roma.
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Apesar da mobilização das autoridades, os aviões pousaram em segurança e não houve registro de feridos. Os aeroportos afetados retomaram as operações após a conclusão dos procedimentos de segurança. A origem das ameaças ainda é investigada, e não há confirmação de que os episódios estejam relacionados.
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Ameaça de bomba fecha aeroporto na Polônia
Uma das ocorrências mais graves foi registrada em Varsóvia, capital da Polônia. Um Boeing 737 MAX da LOT Polish Airlines, que havia decolado do Aeroporto de Heathrow, em Londres, tinha como destino o Aeroporto Chopin, mas precisou ser desviado para o Aeroporto de Modlin depois que as autoridades receberam uma ameaça de bomba.
O terminal de Modlin foi fechado temporariamente para permitir a realização das inspeções. Após o pouso, os passageiros foram retirados da aeronave e equipes especializadas examinaram o avião em busca de possíveis explosivos.
Nenhum dispositivo suspeito foi encontrado. O aeroporto foi reaberto e voltou a operar normalmente após a conclusão das verificações.
Outro alerta envolveu um voo da Scandinavian Airlines que partiu de Copenhague, na Dinamarca, com destino a Varsóvia. Diferentemente do avião da LOT, a aeronave conseguiu pousar no Aeroporto Chopin, conforme o planejamento original.
Uma das pistas do terminal foi fechada durante a inspeção, mas o restante do aeroporto continuou funcionando. Os passageiros desembarcaram em segurança e as autoridades não encontraram explosivos.
Caças militares escoltam avião na Itália
Na Itália, dois voos da Ryanair com destino ao Aeroporto de Fiumicino, em Roma, também foram alvo de ameaças de bomba.
Um dos aviões havia decolado de Lisboa, em Portugal. O outro partiu de Dublin, na Irlanda, e precisou ser acompanhado por aeronaves militares da Força Aérea Italiana durante a aproximação para o pouso.
Após a chegada ao aeroporto, equipes especializadas em desativação de explosivos realizaram buscas nas aeronaves, nas bagagens e entre os passageiros.
Os procedimentos não identificaram qualquer material explosivo. As autoridades descartaram as ameaças e informaram que as demais operações do aeroporto não foram prejudicadas.
A mobilização de caças militares é uma das medidas que podem ser adotadas quando existe suspeita de risco à segurança de uma aeronave em voo. A escolta permite acompanhar o avião até o pouso e ampliar a capacidade de resposta das autoridades.
Espanha e Bulgária também registram ameaças
Na Espanha, um voo da Ryanair que saiu de Manchester, no Reino Unido, com destino a Múrcia, no sudeste espanhol, provocou a ativação de um protocolo de emergência.
A empresa responsável pela administração dos aeroportos espanhóis, Aena, informou que medidas preventivas foram adotadas após o recebimento do alerta.
O avião pousou sem problemas, e agentes da Guarda Civil espanhola realizaram uma inspeção na aeronave. Após a verificação, foi descartada a presença de explosivos e o funcionamento do aeroporto voltou à normalidade.
Na Bulgária, outros dois voos foram inspecionados depois de ameaças semelhantes. As aeronaves, procedentes de Bergamo, na Itália, e Dublin, na Irlanda, tinham como destino a capital búlgara, Sófia.
O avião da Wizz Air que partiu de Bergamo transportava 176 passageiros. Já o voo da Ryanair vindo de Dublin levava 186 pessoas.
As duas aeronaves pousaram em segurança e passaram por procedimentos de inspeção. Nenhum dispositivo explosivo foi encontrado.
Outro avião já havia sido desviado para a Hungria
Os episódios desta terça-feira ocorreram um dia depois de outra ameaça de bomba provocar o desvio de um voo da Wizz Air.
Na segunda-feira (2), uma aeronave que havia decolado do Aeroporto de Luton, em Londres, com destino a Sófia, na Bulgária, precisou alterar sua rota e pousar em Budapeste, capital da Hungria.
O alerta foi recebido durante o voo e provocou a mobilização das autoridades de defesa aérea húngaras.
Caças Gripen foram acionados para acompanhar a aeronave e garantir sua chegada em segurança ao aeroporto de Budapeste.
Após o pouso, equipes de segurança realizaram uma inspeção no avião, mas não encontraram qualquer explosivo.
O caso passou a integrar a sequência de alertas registrados no espaço aéreo europeu nos últimos dias.
Autoridades investigam origem das ameaças
Apesar de nenhum explosivo ter sido encontrado nos aviões inspecionados, as autoridades europeias continuam investigando quem enviou as ameaças e se existe alguma ligação entre os episódios.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos alertas. Também não foram divulgadas provas de que os casos tenham sido organizados por uma mesma pessoa ou organização.
Especialistas em segurança da aviação avaliam diferentes possibilidades, incluindo ameaças falsas feitas para provocar transtornos no transporte aéreo.
Os alertas exigem respostas imediatas das autoridades, mesmo quando posteriormente são considerados falsos. Isso ocorre porque qualquer informação sobre a possível presença de explosivos precisa ser verificada antes que o risco seja descartado.
Entre os procedimentos adotados estão o isolamento de aeronaves, a retirada de passageiros, a inspeção de bagagens, a mobilização de equipes antibombas e, em situações específicas, o acompanhamento por aviões militares.
Próximos passos
As investigações deverão buscar a origem das mensagens que provocaram os alertas e verificar se os incidentes registrados em diferentes países têm alguma conexão.
As autoridades também poderão analisar registros de comunicação e informações recebidas pelas companhias aéreas para identificar os responsáveis.
Enquanto isso, os aeroportos envolvidos retomaram suas operações após as inspeções, e os voos afetados foram liberados depois que as equipes descartaram a presença de dispositivos explosivos.
Não há informações sobre feridos nem confirmação de ameaça real nas aeronaves inspecionadas.


