S&P 500 7.569 ↑ +0,36%Nasdaq 25.372 ↑ +0,83%Dow Jones 51.787 ↓ -0,38%Ibovespa 165.529 ↓ -1,42%FTSE 100 10.638 ↓ -1,14%DAX 25.865 ↓ -0,45%Nikkei 61.813 ↓ -2,01%Dólar R$ 5,49 ↑ +0,02%Euro R$ 6,17 ↑ +0,31%Bitcoin R$ 421.376 ↓ -0,98%S&P 500 7.569 ↑ +0,36%Nasdaq 25.372 ↑ +0,83%Dow Jones 51.787 ↓ -0,38%Ibovespa 165.529 ↓ -1,42%FTSE 100 10.638 ↓ -1,14%DAX 25.865 ↓ -0,45%Nikkei 61.813 ↓ -2,01%Dólar R$ 5,49 ↑ +0,02%Euro R$ 6,17 ↑ +0,31%Bitcoin R$ 421.376 ↓ -0,98%
Tecnologia

Sam Altman critica RAM em PCs e revela impacto na sua fortuna

CEO da OpenAI alerta para uso ineficiente de memória RAM em PCs e destaca a importância dos data centers para IA.

Sam Altman critica RAM em PCs e revela impacto na sua fortuna

Sam Altman, CEO da OpenAI, defende que a memória RAM deixada “ociosa” em computadores pessoais deveria migrar para data centers de inteligência artificial, reforçando a centralização da computação em nuvem e acirrando a disputa por um recurso já considerado escasso na indústria de tecnologia.

Por que Sam Altman critica o uso de memória RAM em PCs pessoais?

Altman argumenta que a inferência de IA feita localmente, em PCs e outros dispositivos, é um mau uso da memória DRAM disponível no mundo. Na entrevista ao podcast Cheeky Pint, comandado por John Collison, ele afirmou que é “bastante terrível que as pessoas tenham memória RAM no PC sendo utilizada apenas 5% do tempo”.

Leia também: Sam Altman critica desperdício de RAM em PCs e defende IA

Para o executivo, manter grandes quantidades de RAM em máquinas pessoais e corporativas, usadas apenas em frações do dia, piora a escassez global de memória e tira eficiência do sistema como um todo. “Você quer a utilização máxima na nuvem se estiver tentando lidar com esse ambiente de oferta extremamente limitada”, disse Altman, ao defender que a computação de IA se concentre em data centers.

Na prática, o CEO da OpenAI rejeita o avanço de modelos de IA executados localmente, inclusive aqueles de código aberto que rodam em PCs, notebooks e até celulares. Ele vê esse movimento como um desvio de recursos que poderiam abastecer grandes centros de dados — inclusive os da própria OpenAI —, onde o uso da memória seria contínuo e monetizado via consumo de tokens.

O que Sam Altman propõe para o uso da memória RAM?

Altman quer que a indústria trate a DRAM como uma espécie de “insumo estratégico” para a IA em nuvem. Ele defende que fabricantes como Micron, SK Hynix e Samsung priorizem o fornecimento de memória para aceleradoras de IA em data centers, colocando empresas como a OpenAI no topo da fila, à frente de setores tradicionais de hardware.

Nesse modelo, PCs, smartphones, videogames, equipamentos médicos e até sistemas de infraestrutura — de saúde a transporte e energia — tenderiam a disputar um espaço menor na produção global de memória. A aposta é que, em vez de rodar modelos com grande consumo de RAM local, usuários e empresas paguem para acessar modelos generativos na nuvem.

Ao defender a centralização, Altman reforça um modelo de negócios em que a OpenAI e outras gigantes passam a controlar não apenas os modelos de IA, mas também o acesso à infraestrutura crítica necessária para executá-los. O efeito colateral pode ser uma pressão adicional sobre preços de componentes, num contexto em que DRAM e NAND já encarecem PCs, consoles e smartphones.

Entenda o contexto

A demanda por memória explodiu com a corrida da inteligência artificial. Data centers de empresas de tecnologia competem com fabricantes de PCs, celulares e consoles pelos mesmos chips de DRAM e NAND. A prioridade informal já vem sendo dada aos grandes contratos em nuvem, em detrimento de mercados menores.

Enquanto isso, governos e companhias do mundo todo disputam engenheiros capacitados em IA, com ofertas salariais que chegam a R$ 817 mil por ano em alguns programas internacionais, numa tentativa de não ficar para trás nessa infraestrutura estratégica.

No debate técnico, há uma divisão clara: de um lado, quem aposta em modelos menores, mais eficientes e executados localmente, dando mais autonomia a usuários e empresas; de outro, gigantes como a OpenAI, que defendem grandes modelos hospedados em data centers, com acesso por assinatura ou por consumo de tokens.

Qual foi a reação do público às declarações de Sam Altman sobre memória RAM?

As falas de Altman repercutem entre desenvolvedores, usuários avançados e especialistas em tecnologia como um movimento explícito para reforçar a dependência da nuvem. Críticos apontam que a visão do executivo restringe o acesso à IA para quem tem conexão instável ou limitada, e pode encarecer ainda mais o hardware tradicional.

Há também preocupação com a concentração de poder: se fabricantes de memória priorizarem data centers de IA de poucas empresas, todo o ecossistema de PCs, consoles, dispositivos médicos e equipamentos industriais pode ficar em segundo plano, com impacto direto em preços, inovação e autonomia tecnológica de países e organizações.

Para o consumidor comum, a consequência provável é um cenário em que rodar IA potente só será possível conectado a serviços em nuvem pagos, enquanto o hardware pessoal se torna cada vez mais dependente dessas plataformas para tarefas complexas.

Qual a opinião de Erin Brockovich sobre Sam Altman e as gigantes da tecnologia?

A ativista ambiental Erin Brockovich, conhecida por enfrentar grandes corporações em disputas ambientais, passou a mirar as gigantes da tecnologia que lideram a expansão dos centros de dados de IA. Nas redes, ela reagiu ao discurso de centralização de poder sobre infraestrutura digital e recursos físicos, como energia e água, usados em larga escala por data centers.

Diante das declarações de Altman, Brockovich ironizou o tom tecnocrático do debate e questionou a sensibilidade social dos executivos de IA. “Tem um ser humano aí dentro?”, escreveu, num recado direto ao CEO da OpenAI e a outros líderes do setor.

Ambientalistas e defensores de direitos digitais veem na visão de Altman um risco de aprofundar impactos socioeconômicos e ambientais: mais concentração de data centers em poucas regiões, maior consumo de energia, pressão sobre redes elétricas e sobre cadeias de fornecimento de componentes, além de dependência crítica de serviços em nuvem para atividades essenciais.

Quem é Sam Altman e qual sua relação com o ChatGPT?

Sam Altman é o executivo que comanda a OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT e de outros modelos de inteligência artificial generativa usados hoje por milhões de pessoas e por grandes corporações. Foi sob sua liderança que a companhia deixou o laboratório de pesquisa e se transformou em um dos nomes mais influentes da indústria de tecnologia.

Além de dirigir a estratégia de negócios da OpenAI — da formação de parcerias com gigantes da nuvem à negociação de acesso a insumos críticos, como memória RAM e chips especializados —, Altman se tornou uma das principais vozes no debate público sobre o futuro da IA, o papel da regulação e a forma como esses sistemas devem ser distribuídos entre nuvem e computação local.