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Fluminense perde do Mirassol e vê elenco sob pressão após atuações ruins

O Fluminense perde por 1 a 0 para o Mirassol fora de casa neste sábado (23) e amplia a pressão sobre elenco e comissão técnica. As atuações de Samuel Xavier, Jemmes e do técnico Fernando Zubeldía recebem as notas mais baixas após uma partida marcada por falhas individuais. O resultado complica a campanha tricolor na competição nacional.

Derrota expõe falhas e fragilidade do time

O placar magro esconde um problema maior. O Fluminense sofre para se impor diante de um Mirassol organizado, que aproveita a noite ruim de jogadores experientes e de jovens em afirmação. O gol sofrido nasce de uma sucessão de erros na defesa, com marcação frouxa pelo lado direito, setor em que Samuel Xavier é superado em mais de um lance decisivo.

Jemmes tenta participar da construção, mas erra passes simples, perde divididas e não consegue acelerar o jogo. A bola que costuma fluir pelo meio trava já nos primeiros metros, e o time passa longos períodos sem finalizar com real perigo. No banco, Zubeldía demora a mexer e vê a equipe repetir o mesmo padrão previsível até a metade do segundo tempo.

As primeiras análises internas e externas convergem. Em notas divulgadas após o apito final, Samuel Xavier e Jemmes aparecem entre os piores em campo, com avaliações na casa de 3 e 4, em escala que vai até 10. O treinador também é alvo de críticas pela leitura tardia da partida e por manter um desenho tático que não oferece sustentação defensiva nem profundidade no ataque.

Os números ajudam a dimensionar o problema. O Fluminense finaliza menos que o adversário, acerta pouco mais da metade dos cruzamentos e registra aproveitamento de passes abaixo do padrão que marca o estilo do time nos últimos anos. Em boa parte do segundo tempo, o time tem mais posse de bola, mas roda sem objetividade, encaixotado pelo sistema de marcação do Mirassol.

Campanha ameaçada e pressão crescente

A derrota deste sábado não é um ponto isolado. O tropeço soma-se a outros resultados irregulares no mês de maio e acende um alerta na diretoria. A projeção interna, que previa brigar na parte de cima da tabela ao fim do primeiro turno, fica mais distante com a perda de três pontos considerados fundamentais fora de casa.

Em um campeonato de 38 rodadas, desperdiçar confrontos contra rivais de orçamento bem menor pesa no balanço final. A matemática é simples: cada ponto perdido em jogos desse perfil precisa ser compensado em clássicos ou duelos diretos com candidatos ao título. A tarefa se torna mais dura quando a confiança do elenco cai, e os erros individuais se acumulam.

Dirigentes evitam declarações públicas mais contundentes no pós-jogo, mas o clima é de cobrança. Nos bastidores, a avaliação é de que o time repete defeitos já conhecidos: espaço em excesso pelos lados, meio-campo vulnerável e dificuldade para reagir após sair atrás no placar. A atuação de Samuel Xavier, exposto nos duelos individuais, e de Jemmes, apagado na criação, simboliza essa fase.

O trabalho de Zubeldía também entra em xeque. O treinador tenta implementar um modelo mais agressivo, com linhas altas e circulação rápida da bola, mas esbarra em desequilíbrios defensivos e queda física na reta final dos jogos. A insistência em manter a estrutura mesmo em noites de mau desempenho alimenta a irritação de parte da torcida, que já se manifesta nas redes sociais com cobranças diretas ao técnico e a alguns veteranos do elenco.

Risco de mudanças e próximos passos

A sequência da temporada pressiona por respostas rápidas. O Fluminense volta a campo em poucos dias e tem pouco tempo para ajustes profundos. A tendência é que a comissão técnica reavalie o time titular, com possibilidade de alterações nas laterais e no meio, setores mais criticados depois do revés em Mirassol. Jogadores que hoje começam no banco ganham espaço nos treinos, enquanto titulares sob questionamento passam a ser observados com lupa.

No curto prazo, o clube tenta conter a temperatura e blindar o elenco, mas a paciência da arquibancada tem limite. Novo tropeço pode transformar a pressão em crise aberta, com protestos no CT e cobrança direta à diretoria. A forma como Zubeldía reage às críticas, ajusta a estratégia e lida com nomes em baixa como Samuel Xavier e Jemmes vai indicar se a derrota deste sábado será apenas um aviso duro ou o início de uma ruptura mais profunda na temporada tricolor.

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