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Zoológico e outras duas áreas próximas ao Aeroporto de Brasília apresentam risco para voos

Relatório do Cenipa aponta locais que atraem aves e podem comprometer a segurança das operações aéreas; terminal registrou 52 colisões no primeiro semestre de 2026

Zoológico e outras duas áreas próximas ao Aeroporto de Brasília apresentam risco para voos

O Zoológico de Brasília, a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) e a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF) foram identificados como áreas que podem representar riscos à segurança dos voos no Aeroporto Internacional de Brasília. Os locais favorecem a concentração de aves, aumentando a possibilidade de colisões com aeronaves durante pousos e decolagens.

A informação consta em um relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), relacionado a um incidente ocorrido em 29 de julho de 2026, quando um avião da Latam atingiu aves durante a decolagem e precisou retornar ao aeroporto.

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Entre janeiro e junho deste ano, o terminal registrou 52 colisões com aves, sendo seis com danos às aeronaves. No mesmo período, foram contabilizadas 25.639 decolagens.

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Áreas próximas ao aeroporto exigem atenção

Os três locais ficam dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA), que compreende um raio de 20 quilômetros a partir do centro da maior pista. Nessas regiões, atividades que atraem animais precisam ser monitoradas para evitar riscos às operações aéreas.

O levantamento também mostra que o número de colisões aumentou de 108, em 2024, para 147, em 2025, crescimento de 36%. Apesar disso, os indicadores do primeiro semestre de 2026 apresentaram redução em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Aeroporto realiza ações para afastar aves

Para diminuir os riscos, a Inframerica, responsável pela administração do Aeroporto de Brasília, realiza ações de monitoramento e controle da fauna. Somente nos primeiros seis meses de 2026, foram feitas 893 operações para afastar animais das áreas próximas às pistas.

As medidas incluem acompanhamento de ninhos, manejo da vegetação e utilização de equipamentos sonoros e cães treinados.

O relatório também destaca a necessidade de regulamentação da Lei nº 12.725, de 2012, que estabelece regras para o controle de atividades capazes de atrair animais nas proximidades dos aeroportos.

Como os locais identificados ficam fora da área administrada pela concessionária, eventuais intervenções dependem da atuação dos órgãos públicos responsáveis. O objetivo é reduzir a presença de aves nas rotas das aeronaves e prevenir novos incidentes.

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