Quem são os irmãos envolvidos em discussão por Lula e Bolsonaro que terminou em morte
Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi morto a tiros em um bar de Mato Grosso; o irmão, Laércio Antônio da Silva, de 60, é suspeito e fugiu. Polícia investiga a motivação do crime.

Os irmãos Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, e Laércio Antônio da Silva, de 60, são os envolvidos em um caso de homicídio registrado neste domingo (1º), na zona rural de Paranaíta, no norte de Mato Grosso. Gilmar morreu após ser baleado dentro de um bar, e Laércio é apontado como suspeito dos disparos. Segundo testemunhas, os dois tinham desentendimentos antigos relacionados a questões familiares, disputas por terras e preferências políticas envolvendo Lula e Bolsonaro.
O crime aconteceu na comunidade Santa Marta, nas proximidades do Assentamento São Pedro, a cerca de 840 quilômetros de Cuiabá. Moradores relataram que Gilmar apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto Laércio simpatizava com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar dos relatos, a Polícia Civil ainda não confirmou que a divergência política tenha sido a motivação do assassinato.
Leia também: Tecnoblog WhatsApp: Alexa+ grátis até 02/27 e Galaxy S26 barato
LEIA TAMBÉM
Carro com crianças é atingido por sete tiros durante festa petista em Rondônia
Quem são Gilmar Rodrigues e Laércio Antônio?
Gilmar Rodrigues da Silva tinha 52 anos e vivia na região rural de Paranaíta, município localizado no norte de Mato Grosso. Ele foi identificado como a vítima do homicídio ocorrido dentro de um estabelecimento comercial na comunidade Santa Marta.
Segundo relatos de moradores, Gilmar tinha posicionamento político favorável ao ex-presidente Jair Bolsonaro e acumulava desavenças com o irmão mais velho.
Laércio Antônio da Silva, de 60 anos, é apontado pela polícia como o principal suspeito do crime. Testemunhas afirmaram que ele tinha simpatia pelo presidente Lula e que os irmãos não mantinham uma boa relação havia algum tempo.
Além das divergências políticas, moradores mencionaram conflitos relacionados à divisão de terras no assentamento rural.
Não foram divulgadas informações suficientes para confirmar a profissão dos irmãos, suas eventuais filiações partidárias ou outros detalhes de suas trajetórias pessoais.
Como aconteceu o assassinato dentro do bar?
De acordo com o boletim de ocorrência e os relatos de testemunhas divulgados pela imprensa local, a Polícia Militar foi acionada por volta das 11h30 de domingo para atender uma ocorrência de homicídio.
O suspeito já estava no estabelecimento e havia consumido bebida alcoólica quando Gilmar chegou, sentou-se em outra mesa e pediu uma bebida.
Segundo o proprietário do bar, Laércio começou a dirigir ofensas ao irmão. A vítima não teria respondido às provocações e decidiu deixar o estabelecimento.
No momento em que Gilmar se levantou para sair, o suspeito teria sacado um revólver que carregava na cintura e efetuado três disparos.
Um dos tiros atingiu a mão esquerda da vítima, enquanto outros dois acertaram a região do tórax.
Gilmar morreu no local, antes de receber atendimento médico.
A dinâmica apresentada corresponde aos relatos registrados na ocorrência e ainda deverá ser analisada pela Polícia Civil.
Irmãos tinham divergências políticas e familiares
Testemunhas ouvidas após o crime afirmaram que os irmãos estavam afastados havia algum tempo e não mantinham uma convivência próxima.
As diferenças de posicionamento político eram apontadas por moradores como um dos motivos dos desentendimentos.
Gilmar era descrito como apoiador de Jair Bolsonaro, enquanto Laércio teria preferência por Lula.
Os relatos também mencionam conflitos envolvendo a divisão de propriedades rurais na região do assentamento São Pedro.
Ainda não está esclarecido se a discussão que antecedeu os disparos ocorreu especificamente por causa de política, de disputas familiares ou de outro motivo.
A Polícia Civil deverá investigar essas possibilidades para identificar as circunstâncias do crime.
Suspeito fugiu e caminhonete foi encontrada abandonada
Após os disparos, Laércio teria deixado o estabelecimento portando a arma utilizada no crime e fugido em uma caminhonete Fiat Titano preta.
A Polícia Militar comunicou as equipes da região e iniciou buscas para tentar localizar o suspeito.
Durante as diligências, os policiais encontraram a caminhonete abandonada no bairro Renascer, no município de Alta Floresta, também no norte de Mato Grosso.
Segundo os relatos da ocorrência, o suspeito teria deixado o veículo e continuado a fuga a pé.
Os agentes também realizaram buscas em um endereço associado a ele, mas não conseguiram localizá-lo.
Até as informações divulgadas nesta segunda-feira (2), não havia confirmação de prisão.
Polícia investiga o que motivou o homicídio
A Polícia Civil de Mato Grosso ficará responsável pela investigação. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também foi acionada para realizar os procedimentos periciais.
Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a sequência dos acontecimentos, a arma utilizada, as circunstâncias da fuga e os motivos que levaram aos disparos.
O depoimento das testemunhas será importante para verificar se o homicídio teve relação direta com divergências políticas ou se foi provocado por outros conflitos anteriores.
A existência de preferências eleitorais opostas entre os irmãos não é suficiente, isoladamente, para estabelecer a motivação do crime.
Até o momento, não foi divulgada uma conclusão oficial sobre essa questão.
Crime ocorreu uma semana após o segundo turno das eleições
O homicídio aconteceu uma semana depois do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro.
Na votação, o presidente Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).
O período eleitoral foi marcado por registros de confrontos e denúncias de violência envolvendo pessoas com diferentes preferências políticas.
Em 28 de outubro, o governo federal informou que acompanhava 45 episódios de possível violência política registrados no fim de semana do segundo turno, incluindo dez homicídios.
Esses casos são apurados individualmente, e a inclusão de uma ocorrência nesse contexto depende da identificação de elementos que demonstrem sua motivação.
No assassinato de Gilmar, as divergências políticas são mencionadas por testemunhas, mas a polícia ainda não estabeleceu oficialmente uma ligação entre elas e os disparos.
Próximos passos
As autoridades continuam responsáveis pela localização de Laércio Antônio da Silva e pela coleta de provas que permitam esclarecer o homicídio.
A investigação deverá reunir depoimentos, registros periciais e outras informações sobre os conflitos anteriores entre os irmãos.
Também caberá à Polícia Civil verificar a origem da arma utilizada e as circunstâncias da fuga.
Até a última atualização, o suspeito não havia sido localizado, e a motivação do assassinato permanecia sob investigação.

