Mulher arrastada por cabeça-d’água em cachoeira no DF é encontrada morta
Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, foi localizada por bombeiros com auxílio de cães farejadores; diarista morava no Riacho Fundo e deixa dois filhos.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) encontrou, por volta das 11h30 desta segunda-feira (2/11), o corpo de Joana Dark Rodrigues, de 59 anos, desaparecida após ser arrastada por uma cabeça-d’água na Cachoeira do Monjolo, no Recanto das Emas. A mulher, que trabalhava como diarista e morava no Riacho Fundo, foi levada pela força da correnteza enquanto tomava banho no córrego, na tarde de domingo (1º/11).
O corpo foi localizado com o auxílio de cães farejadores da corporação. Joana deixa dois filhos adultos. Familiares lamentaram a morte e a descreveram como uma pessoa alegre e carinhosa.
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Família lembra diarista como mulher alegre e carinhosa
A prima da vítima, Marlena Silva, de 47 anos, afirmou em declaração à imprensa que Joana era próxima dos familiares e estava sempre disposta a ajudar.
“A Joana era uma mulher muito alegre, carinhosa com os parentes. Foi uma perda muito grande para a nossa família. Sempre estava ao nosso lado quando precisávamos”, declarou.
Segundo os familiares, Joana deixa dois filhos maiores de idade e havia perdido outro filho há dois anos.
Bombeiros alertam para riscos de cabeça-d’água
As buscas começaram ainda na tarde de domingo, quando os bombeiros foram acionados, por volta das 15h30. A operação precisou ser suspensa às 19h devido às condições climáticas e foi retomada na manhã desta segunda-feira.
O local onde o corpo foi encontrado tem quedas-d’água íngremes, rochas e correnteza forte. A Cachoeira do Monjolo fica entre o Recanto das Emas e o Gama e é frequentada por moradores para banho e trilhas.
O tenente Iranildo, oficial de informações do CBMDF, alertou para os riscos de frequentar rios e cachoeiras em períodos de chuva.
“Jamais, em tempos chuvosos, frequente cachoeiras ou rios, pois o risco é muito grande de uma correnteza pegar de surpresa”, afirmou.
Entre os sinais de risco estão a elevação repentina do nível da água, a presença de folhas e galhos nas árvores e a mudança da coloração da água, que pode ficar mais barrenta. Ao perceber essas alterações ou notar a aproximação de chuva, a orientação é deixar o local imediatamente e procurar abrigo em áreas mais altas.
Como agir em caso de correnteza
O CBMDF orienta que, ao perceber alguém sendo arrastado ou se afogando, a tentativa de resgate seja feita de um local seguro, utilizando uma corda ou um galho para alcançar a vítima. Não se deve entrar na água quando a correnteza estiver forte.
Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.


