Queimadas deixam qualidade do ar péssima em cidades do Amazonas; veja onde a situação é mais grave
Fumaça atingiu nove municípios do interior do estado. Em Parintins, sensores registraram concentração de poluentes acima de 240 µg/m³; Manaus apresentava nível moderado.

A fumaça provocada pelas queimadas deixou a qualidade do ar entre muito ruim e péssima em nove municípios do interior do Amazonas nesta segunda-feira (2), feriado de Finados. Os piores índices foram registrados na região leste do estado, principalmente em Parintins, onde a concentração de partículas poluentes ultrapassou 240 microgramas por metro cúbico.
Os dados foram registrados pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A presença de fumaça aumenta a preocupação com os impactos à saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
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Parintins registra os piores índices de poluição
Na Vila Amazônia, zona rural de Parintins, a concentração de partículas finas chegou a 243,2 µg/m³ às 9h. Na área central do município, o índice foi de 193,9 µg/m³ no mesmo horário. Nos dois pontos, a qualidade do ar foi classificada como péssima.
Outras cidades também apresentaram níveis preocupantes. Em Barreirinha, a medição chegou a 128,5 µg/m³. Silves registrou 135,2 µg/m³ e Itapiranga, 137,8 µg/m³, também com classificação péssima.
Veja os nove municípios afetados
Além de Parintins, outros oito municípios registraram qualidade do ar muito ruim ou péssima:
- Barreirinha;
- Silves;
- Itapiranga;
- Itacoatiara;
- Maués;
- Boa Vista do Ramos;
- Urucurituba;
- São Sebastião do Uatumã.
Em Itacoatiara, a concentração de partículas chegou a 122,5 µg/m³. Maués registrou 107 µg/m³. Já Boa Vista do Ramos apresentou 101,9 µg/m³, Urucurituba teve 78,7 µg/m³ e São Sebastião do Uatumã, 76,2 µg/m³.
Como estava a qualidade do ar em Manaus?
Na capital amazonense, a situação era menos crítica na manhã de segunda-feira. Segundo o monitoramento do Selva, a qualidade do ar estava moderada na maior parte dos pontos avaliados. Apenas um dos 12 sensores, instalado no bairro Distrito Industrial I, na zona leste, registrava índice considerado ruim.
Fumaça pode provocar problemas respiratórios
As partículas finas liberadas pelos incêndios florestais podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição à fumaça pode causar tosse, irritação nos olhos e na garganta, cansaço e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares.
Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que precisam de atenção especial. Em situações de poluição elevada, a recomendação é reduzir o tempo de exposição ao ar contaminado.
Defesa Civil orienta moradores a evitar exposição
As orientações das autoridades incluem aumentar a ingestão de água, evitar exercícios físicos e atividades ao ar livre e utilizar máscaras ao sair de casa, especialmente nas áreas mais afetadas. Também é recomendado umidificar os ambientes internos.
Em caso de emergência médica, a população pode acionar o Samu pelo telefone 192. Ocorrências envolvendo incêndios devem ser comunicadas ao Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou à Defesa Civil, pelo 199.
Estiagem e queimadas mantêm alerta no Amazonas
A piora na qualidade do ar ocorre em meio ao período de estiagem e aos incêndios florestais registrados no estado. A fumaça pode se espalhar entre municípios conforme a intensidade e a direção dos ventos, mantendo os indicadores ambientais sujeitos a mudanças.
Os dados de monitoramento são atualizados continuamente. Por isso, os níveis de poluição podem variar ao longo do dia, exigindo atenção às orientações dos órgãos ambientais e de proteção civil.


