Mulheres pagam até R$3 mil por falso mutirão de cirurgias no DF
Secretaria de Saúde alerta para cobranças indevidas após denúncias envolvendo suposto projeto do Outubro Rosa no Hospital Regional da Asa Norte

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) emitiu um alerta após denúncias de um suposto golpe envolvendo um falso mutirão de cirurgias plásticas. Pelo menos 30 mulheres relatam ter pago valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil para participar de procedimentos que seriam realizados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília.
O projeto, chamado “Renova Mama, Um Recomeço”, utilizava a campanha Outubro Rosa para divulgar cirurgias de redução de mama e colocação de próteses. As participantes eram informadas de que os procedimentos seriam gratuitos, mas precisariam pagar antecipadamente pelos materiais cirúrgicos.
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Segundo as denúncias, o nome do hospital público e de médicos conhecidos no Distrito Federal teria sido utilizado sem autorização para dar credibilidade à iniciativa. As suspeitas surgiram quando algumas mulheres procuraram os profissionais e descobriram que não havia consultas agendadas em seus nomes.
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Secretaria de Saúde alerta sobre cobranças
Em comunicado divulgado no domingo (1º), a SES-DF reforçou que todos os atendimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são gratuitos, incluindo consultas, exames, cirurgias e medicamentos.
A secretaria orientou a população a não realizar transferências, depósitos ou pagamentos a pessoas que prometam facilitar ou antecipar procedimentos na rede pública.
A pasta também informou que encaminhará a denúncia à Ouvidoria-Geral do Governo do Distrito Federal e que está disponível para colaborar com as investigações.
Polícia investiga o caso
A Polícia Civil do Distrito Federal apura as denúncias como suspeita de estelionato. As mulheres que relatam ter sido prejudicadas tentam recuperar os valores pagos.
A responsável pela divulgação do projeto, Tayná Regina Oliveira Castro, negou ter aplicado um golpe. Ela afirmou que também teria sido induzida a erro e que busca esclarecimentos e a devolução dos valores.
A Secretaria de Saúde orienta que suspeitas de cobranças irregulares sejam comunicadas à Polícia Civil ou à Ouvidoria do GDF, pelo telefone 162 ou pelo portal Participa DF.


