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Polícia

Presidente do PT diz que apreensão de passaporte de Flávio foi “inoportuna”, mas rejeita impeachment de Moraes

Edinho Silva afirma que eventual revisão das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro deve ocorrer em ambiente de pacificação nacional e diz que afastar ministros do Supremo enfraqueceria as instituições.

Presidente do PT diz que apreensão de passaporte de Flávio foi “inoportuna”, mas rejeita impeachment de Moraes

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, avaliou que o pedido de apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi inoportuno do ponto de vista político, embora tenha ressalvado que não conhece os fundamentos jurídicos que levaram à solicitação. A declaração foi dada em entrevista ao Poder360 e representa uma manifestação pública do dirigente petista sobre uma medida envolvendo um dos principais nomes da oposição.

Na avaliação de Edinho, a Polícia Federal poderia ter aguardado a consolidação do resultado da eleição presidencial antes de adotar a providência. O pedido de retenção dos documentos foi apresentado apenas sete minutos depois da proclamação do resultado eleitoral, em 25 de outubro.

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O presidente do PT também abordou a possibilidade de revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e o debate sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Sobre este último tema, afirmou que afastamentos nas circunstâncias atuais enfraqueceriam a democracia e as próprias instituições.

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Edinho critica momento da apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro

Ao comentar o pedido envolvendo Flávio Bolsonaro, Edinho fez questão de separar sua avaliação política de uma análise jurídica da medida. Segundo ele, não dispõe dos elementos necessários para questionar a decisão sob o ponto de vista legal.

“Exclusivamente do ponto de vista político, e não jurídico, considero que talvez a decisão tenha sido inoportuna naquele momento. Penso que poderia ter sido mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, posteriormente, caso houvesse necessidade, adotar as medidas cabíveis”, afirmou.

O dirigente acrescentou que o tempo poderá ajudar a esclarecer por que a providência precisou ser tomada exatamente naquele momento.

A avaliação chama a atenção porque parte do presidente nacional do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e envolve uma medida relacionada a Flávio Bolsonaro, senador e integrante da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Anistia e dosimetria das penas do 8 de Janeiro

Sobre a possibilidade de anistia ou revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, Edinho afirmou que a prioridade do PT continua sendo a defesa da democracia, e não a abertura de uma negociação sobre a dosimetria neste momento.

O presidente da legenda, entretanto, não descartou em termos absolutos a possibilidade de diálogo sobre o tema. Segundo ele, qualquer discussão sobre a revisão das penas precisaria ocorrer em um ambiente de pacificação nacional.

“Qualquer diálogo sobre a dosimetria das penas, se tiver de acontecer, deve ocorrer em um ambiente de pacificação nacional”, declarou.

A manifestação indica que o dirigente distingue o debate sobre a revisão das punições de uma proposta de anistia aos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.

PT rejeita impeachment de ministros do Supremo

Edinho também se posicionou contra iniciativas de impeachment de ministros do STF nas circunstâncias atuais. Segundo ele, o partido defende mudanças no funcionamento do sistema político e do Poder Judiciário, mas não considera que o afastamento de magistrados seja o caminho adequado.

O presidente do PT lembrou que o 8º Congresso Nacional da legenda, realizado em abril de 2026, estabeleceu a reforma política e eleitoral e a reforma do Judiciário entre as prioridades do partido.

Ao tratar especificamente do impeachment de integrantes da Suprema Corte, afirmou que a medida poderia produzir efeitos contrários aos pretendidos por seus defensores.

“Na minha avaliação, o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, nas circunstâncias atuais, enfraqueceria a democracia e as próprias instituições”, disse.

Edinho acrescentou que o PT não pretende aderir a iniciativas que, sob o argumento de corrigir problemas, possam fragilizar as instituições democráticas.

O dirigente defendeu que o país enfrente problemas institucionais por meio de reformas e mudanças capazes de fortalecer a democracia, sem transformar o afastamento de ministros em instrumento de disputa política.