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Mãe mata filho adolescente com esquizofrenia e alega legítima defesa

Adolescente teria arremessado garrafas contra a mulher antes de uma luta corporal, segundo a Polícia Militar; mãe foi presa em flagrante, e o caso será investigado pela Polícia Civil.

Mãe mata filho adolescente com esquizofrenia e alega legítima defesa

Um adolescente de 16 anos, identificado como Keven Emanuel Gonçalves Sampaio, morreu após ser atingido por uma facada no peito dentro de casa, na noite de segunda-feira (2), em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. A mãe do jovem, de 35 anos, foi presa em flagrante e afirmou à Polícia Militar que agiu para se defender das agressões do filho.

O crime ocorreu em uma residência na Avenida Gil Pacheco de Magalhães, no bairro Planalto. Segundo informações registradas pela PM, o adolescente tinha histórico de crises de esquizofrenia e teria apresentado uma alteração de comportamento antes da discussão.

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De acordo com o relato apresentado aos militares, o jovem teria arremessado garrafas contra a mãe. Em seguida, os dois entraram em luta corporal, momento em que a mulher teria atingido o filho com uma faca.

A versão apresentada pela mãe será investigada pela Polícia Civil, que deverá esclarecer se houve legítima defesa.

Adolescente foi encontrado morto dentro de casa

A Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência inicialmente registrada como tentativa de homicídio.

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram o adolescente caído no chão, com um ferimento no tórax e sangramento.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada, mas constatou a morte do jovem no local. A vítima apresentava uma perfuração provocada por arma branca.

A perícia da Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos na residência. A faca utilizada no crime foi apreendida, e o corpo encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).

A mãe foi detida e levada à delegacia para prestar esclarecimentos.

Mãe alegou que tentou se defender das agressões

Conforme a ocorrência policial, a mulher relatou que o filho teria apresentado comportamento agressivo antes da discussão.

Ela afirmou que o adolescente lançou garrafas em sua direção e que os dois entraram em luta corporal. Durante o confronto, o jovem foi atingido no peito.

A polícia também registrou a informação de que Keven tinha histórico de esquizofrenia, transtorno mental que pode afetar a percepção da realidade, o pensamento e o comportamento.

A existência do diagnóstico, entretanto, não comprova relação entre a condição de saúde e o episódio de violência. Pessoas com esquizofrenia não são, por causa do diagnóstico, necessariamente violentas.

Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte

A investigação deverá apurar a dinâmica do confronto, as circunstâncias em que a faca foi utilizada e a alegação de legítima defesa apresentada pela mulher.

A prisão em flagrante não representa uma condenação. A caracterização de legítima defesa dependerá da análise das provas e das circunstâncias do caso.

Até o momento das informações divulgadas sobre a ocorrência, não havia uma conclusão oficial sobre a responsabilidade criminal da mãe.

Mulher foi liberada após prestar depoimento

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher foi ouvida na delegacia e liberada. A prisão em flagrante não foi ratificada pela instituição diante dos indícios de que a reação teria ocorrido em contexto de legítima defesa.

A decisão não representa uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias da morte. O caso permanece sujeito à apuração.

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