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Nova massa de ar polar reforça frio no Brasil no fim de maio

Uma nova massa de ar polar avança pelo Brasil e reforça o frio nesta última semana de maio de 2026. O ar gelado atinge principalmente Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Nordeste, com quedas de temperatura e aumento de chuva em áreas específicas.

Frio ganha força do Sul ao Sudeste

O reforço do ar polar chega depois de um fim de semana de temperaturas baixas, mas com a massa de ar frio se afastando para o oceano. Esse movimento reduz um pouco a sensação de frio em parte do Sul e do Sudeste, mas abre espaço para mais instabilidades. Entre esta segunda-feira, dia 25, e terça, 26, sistemas de chuva ganham força e provocam precipitações mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A virada ocorre a partir da tarde de terça-feira, 26, quando a nova massa de ar polar começa a atuar no Rio Grande do Sul. O sistema impede a elevação das temperaturas e mantém o frio espalhado pelo estado. As máximas não passam de 22°C no oeste gaúcho, de 20°C no centro e no norte, de 15°C na Serra e de 17°C nas demais regiões. No fim do dia, os termômetros voltam aos níveis da madrugada, entre 9°C e 15°C, o que prolonga a sensação de inverno antecipado.

Em Santa Catarina e no Paraná, a terça-feira também é marcada por um dia frio e úmido. As máximas variam de 17°C a 22°C, com sensação mais amena apenas entre o fim da manhã e o meio da tarde. Com o solo mais encharcado em diversos pontos do Sul, meteorologistas alertam para atenção redobrada em áreas de encosta e regiões urbanas vulneráveis a alagamentos.

Ar polar avança ao Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste

O novo pulso polar não atinge de forma uniforme o Centro-Oeste, o Sudeste e o Nordeste. O resfriamento mais nítido se concentra no leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. Nessa faixa, as mínimas ficam entre 15°C e 19°C, com máximas próximas de 23°C, um cenário típico de frio moderado para o final de outono.

No interior do país, o quadro é outro. Em grande parte do Centro-Oeste e no interior do Nordeste, as mínimas ficam em 20°C e as máximas chegam a 33°C, especialmente no norte do Mato Grosso e no semiárido nordestino. O contraste ajuda a evidenciar o alcance limitado da massa de ar polar, que atua com mais força no centro-sul e falha em avançar de forma significativa sobre o Brasil Central.

Na quarta-feira, 27, o núcleo da massa de ar polar se mantém entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. As temperaturas caem mais um pouco na Região Sul, algo entre 1°C e 2°C, com mínimas de 11°C a 14°C na maioria das cidades e frio mais intenso nas áreas de Serra e Planalto, onde os termômetros marcam entre 4°C e 9°C e podem se aproximar de 0°C em pontos isolados.

A partir do meio da tarde de quarta, os ventos de sul levam o ar frio ao Sudeste e à porção sul do Centro-Oeste. As temperaturas mínimas passam a ocorrer no fim da noite em cidades do centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. O leste paulista pode registrar 14°C, enquanto o sul de Minas e o território fluminense ficam entre 15°C e 17°C. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com valores próximos de 18°C.

Bahia sente friagem e chuva aumenta no litoral

Na quinta-feira, 28, o ar polar avança um pouco mais e se desloca em direção ao oceano. Esse movimento permite uma nova queda de 1°C a 2°C em parte do centro-sul, especialmente na Região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste. A frente fria associada ao sistema também empurra ventos de sul até o leste do Nordeste.

O destaque passa a ser o impacto no leste e no sul da Bahia. Para quem está acostumado ao frio gaúcho, os números não chamam atenção. Para o padrão baiano, porém, o cenário configura friagem. As temperaturas variam de 19°C a 24°C, com Salvador chegando a 26°C no período da tarde. O ar mais frio se combina com a umidade e favorece o aumento das chuvas no sul e leste do estado, até a porção sul da capital. A previsão indica pancadas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia, sem volume alarmante, mas com potencial de transtornos pontuais em áreas sujeitas a alagamentos.

O padrão atmosférico indica que, ao menos por enquanto, as massas de ar frio e os sistemas de chuva mantêm baixa amplitude. O frio mais intenso se concentra na Região Sul, no sul do Centro-Oeste e no leste do Sudeste, sem força para avançar sobre o Norte do país ou para se espalhar de forma duradoura sobre o Brasil Central. Agricultores de culturas sensíveis ao frio, como hortaliças e frutas de clima tropical, acompanham a evolução do quadro para avaliar riscos de estresse térmico, especialmente em áreas de Serra e Planalto.

Rotina, saúde e próximos movimentos do clima

A combinação de temperatura baixa, chuva e vento muda a rotina em grandes cidades e em áreas rurais. A demanda por aquecedores, roupas de inverno e serviços de saúde tende a crescer entre o fim de maio e o início de junho, com atenção especial a idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios. Hospitais e postos de saúde monitoram o aumento de casos de gripe e de doenças típicas de tempo frio, que costumam se intensificar em ondas de ar polar.

No transporte, estradas com neblina, pista molhada e baixa visibilidade exigem mais cautela de motoristas, sobretudo em trechos de serra no Sul e no Sudeste. No turismo, destinos de inverno antecipam a chegada de visitantes, enquanto praias do Sudeste e do Sul registram movimento menor por causa do mar agitado e da sensação térmica mais baixa. Meteorologistas sinalizam que, nos próximos dias, novas frentes frias podem se organizar, mas sem indicação, por ora, de uma massa de ar polar com amplitude suficiente para levar frio intenso ao Norte e ao centro do país. A dúvida que permanece é até quando o padrão de frio moderado e ondas curtas de ar polar vai se manter neste início de temporada de inverno.

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