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Política

Malafaia defende viagem de Flávio aos EUA e questiona risco de prisão no Brasil

Pastor Silas Malafaia reage às críticas à saída do senador do país após as eleições presidenciais de 2026 e levanta questionamentos sobre a atuação da Justiça.

Malafaia defende viagem de Flávio aos EUA e questiona risco de prisão no Brasil

O pastor Silas Malafaia defendeu, nesta quarta-feira (28), a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o líder religioso criticou as reações à viagem e questionou se os adversários políticos esperavam que o parlamentar permanecesse no país diante da possibilidade de uma prisão.

“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, afirmou Malafaia.

Leia também: Aliado de Trump afirma que Flávio Bolsonaro já estava nos EUA desde terça-feira

O pastor também classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a entrega dos passaportes do senador como uma perseguição. Apesar das declarações, não havia mandado de prisão expedido contra Flávio Bolsonaro até a divulgação das informações sobre o caso.

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Malafaia critica Alexandre de Moraes e defende Flávio

Na gravação divulgada nesta quarta-feira, Malafaia afirmou que Flávio agiu corretamente ao deixar o território brasileiro. O pastor direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes e questionou a atuação do Supremo Tribunal Federal no caso.

“Ele não é magistrado, é um agente político no STF”, declarou o religioso ao comentar a decisão judicial.

Em seguida, voltou a defender a saída do senador, argumentando que ele poderia enfrentar uma prisão sem o devido processo legal.

 

As declarações representam a avaliação política de Malafaia. A existência de uma investigação e de medidas cautelares não significa que uma prisão tenha sido determinada.
As declarações representam a avaliação política de Malafaia. A existência de uma investigação e de medidas cautelares não significa que uma prisão tenha sido determinada.

 

Viagem ocorreu após determinação do STF

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas. A saída ocorreu depois que Alexandre de Moraes determinou a entrega de seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal e proibiu o senador de deixar o país.

A decisão está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o parlamentar e o advogado Willer Tomaz. Flávio nega ter cometido crimes.

O prazo estabelecido para a entrega dos documentos terminou sem que o senador os apresentasse. Posteriormente, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do parlamentar.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades migratórias argentinas, Flávio atravessou a fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, na noite de terça-feira. O destino pretendido seria os Estados Unidos, mas os detalhes completos do deslocamento ainda não haviam sido esclarecidos oficialmente.

Pastor já havia criticado viagem de Jair Bolsonaro

A manifestação de Malafaia também provocou repercussão por contrastar com declarações anteriores do próprio pastor sobre a saída de Jair Bolsonaro do Brasil, no fim de 2022.

No documentário Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, o religioso afirmou que discordou da decisão do ex-presidente de viajar aos Estados Unidos após perder a eleição presidencial daquele ano.

Na ocasião, Malafaia defendeu que um líder político deveria permanecer no país e enfrentar as consequências de sua situação judicial, mesmo diante da possibilidade de prisão.

O trecho voltou a circular nas redes sociais após a viagem de Flávio, gerando questionamentos sobre a diferença entre a avaliação feita pelo pastor em 2022 e sua defesa do senador em 2026.

Governo americano anunciou vistos para a família

O governo dos Estados Unidos informou que permitiria a entrada de Flávio Bolsonaro e seus familiares em território norte-americano. A manifestação ocorreu em meio às notícias sobre a saída do senador do Brasil.

A autorização para emissão de vistos não equivale à concessão de asilo político. Até as informações divulgadas nesta quarta-feira, não havia confirmação oficial de que o parlamentar tivesse recebido esse tipo de proteção.

A viagem também provocou reações entre integrantes do Partido Liberal. Aliados relataram surpresa com a decisão, já que esperavam que Flávio permanecesse no Brasil para participar da reorganização da oposição após a derrota eleitoral.

O que pode acontecer com Flávio Bolsonaro?

As consequências jurídicas da viagem dependerão da avaliação do Supremo Tribunal Federal sobre o cumprimento das medidas determinadas contra o senador.

A Polícia Federal poderá apresentar informações sobre a saída do país e o descumprimento da ordem de entrega dos passaportes. Caberá ao ministro responsável pelo caso decidir se serão necessárias outras providências.

Uma eventual prisão preventiva exigiria decisão judicial específica e fundamentação nos requisitos previstos pela legislação brasileira. Até a publicação das informações disponíveis, não havia mandado de prisão contra Flávio Bolsonaro.

Enquanto a situação judicial segue em análise, as declarações de Malafaia ampliam a repercussão política da viagem e do posicionamento de aliados da família Bolsonaro.