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Lucas Moura rompe tendão de Aquiles e não joga mais em 2026

Lucas Moura sofre ruptura completa do tendão de Aquiles da perna direita e passa por cirurgia nesta segunda-feira (4), no Hospital Israelita Einstein, em São Paulo. O meia-atacante do São Paulo não volta a atuar em 2026.

Lesão em Bragança muda a temporada do São Paulo

A lesão se confirma menos de 24 horas depois do empate com o Bahia, em 1 a 1, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Lucas deixa o gramado chorando ainda no segundo tempo, amparado pelo departamento médico, enquanto a torcida já teme o pior.

Os exames de imagem realizados na noite de domingo (3) mostram o diagnóstico mais duro para um jogador de explosão física: ruptura completa do tendão de Aquiles, também chamado de tendão calcâneo. O clube anuncia o resultado em nota oficial e informa o plano de cirurgia imediata.

O São Paulo agenda o procedimento para a manhã desta segunda, no Einstein, referência em medicina esportiva. A prioridade é reparar o tendão e iniciar o quanto antes a fase de reabilitação, que costuma ser longa e delicada. Em casos como o de Lucas, o tempo de recuperação gira entre sete e doze meses, o que elimina qualquer chance de participação do meia-atacante na temporada.

A diretoria e a comissão técnica tratam o caso como um baque esportivo e emocional. Aos 33 anos, ídolo formado em Cotia e revelado ao mundo ainda adolescente com a camisa tricolor, Lucas volta ao clube em 2023 cercado de expectativa por liderança técnica e identificação com a torcida. A lesão interrompe esse ciclo em um momento de protagonismo.

Baixa de peso em ano de três frentes

A ausência de Lucas pesa em um dos elencos mais experientes do país. O São Paulo ocupa o quarto lugar no Campeonato Brasileiro e lidera o Grupo C da Copa Sul-Americana. Na Copa do Brasil, leva vantagem após vencer o Juventude por 1 a 0 no jogo de ida da quinta fase. Com o calendário em ritmo de decisão já em maio, perder um jogador que decide partidas em um lance muda o desenho da temporada.

Lucas atua como meia-atacante, circula entre as linhas e acelera contra-ataques. É opção para furar defesas fechadas e aliviar a pressão em jogos travados. Sem ele, o técnico precisa redesenhar o setor ofensivo, dividir responsabilidades criativas e encontrar alternativas para manter a mesma intensidade.

A nota divulgada pelo São Paulo na rede social do clube resume o diagnóstico e confirma a gravidade. “O meia-atacante Lucas passou por exame de imagem na noite deste domingo (3) e teve diagnosticada ruptura completa do tendão calcâneo da perna direita. O atleta passará por cirurgia para correção da lesão na manhã desta segunda-feira (4), no Einstein Hospital Israelita”, informa o comunicado.

O discurso interno é de que o elenco precisa absorver rapidamente o golpe. Jogadores que vinham atuando menos ganham espaço imediato, enquanto a diretoria monitora o mercado em busca de reforços pontuais. O limite de inscrições, o orçamento e o calendário apertado impõem decisões rápidas, mas o clube sabe que substituir a influência de Lucas no vestiário e em campo não é simples.

No momento da lesão, o São Paulo controlava o jogo contra o Bahia, mas não conseguia ampliar o placar. O empate sai no último minuto, em falha do goleiro Rafael, e transforma uma noite ruim em alerta. O time perde dois pontos no Brasileirão e, horas depois, descobre que também perde uma de suas principais referências técnicas.

Reabilitação longa e incertezas para a carreira

O rompimento do tendão de Aquiles é uma das lesões mais temidas no futebol profissional. O tendão liga o músculo da panturrilha ao calcanhar e é responsável pela impulsão, arranque e mudança de direção. Para um jogador conhecido justamente pela velocidade e arrancadas, o desafio é recuperar não só a estrutura física, mas também a confiança.

Casos semelhantes costumam exigir ao menos sete meses até um retorno controlado aos gramados e podem se estender a um ano, dependendo da resposta clínica. Nas primeiras semanas, Lucas deve permanecer imobilizado e com carga zero na perna direita. A partir daí, fisioterapia diária, fortalecimento progressivo e acompanhamento próximo do departamento médico do São Paulo e dos especialistas do Einstein passam a fazer parte da rotina.

O clube adota discurso de cautela e evita prometer prazos agressivos. Em um elenco que combina veteranos e jovens, a ausência prolongada de um líder experiente tende a acelerar a ascensão de jogadores mais novos, que ganham minutos em jogos decisivos. A temporada de 2026, que começa com o São Paulo vivo em três frentes, passa a ser também um teste de profundidade do elenco.

A diretoria avalia reforços para o meio-campo ofensivo, mas encara um mercado inflacionado em ano de disputa intensa entre clubes da Série A. A janela de transferências se torna ainda mais estratégica. Cada contratação precisa equilibrar custos, impacto técnico imediato e espaço futuro quando Lucas estiver novamente à disposição.

O futuro do meia-atacante no clube permanece ligado ao sucesso da recuperação. Se a resposta física for positiva, Lucas ainda tem capacidade para contribuir em alto nível, seja como titular ou referência em jogos específicos. A questão, agora, é quanto tempo o São Paulo consegue manter o time competitivo sem um de seus jogadores mais emblemáticos e como o próprio atleta vai reconstruir sua trajetória depois de uma das lesões mais duras da carreira.

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