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Lesionado, Neymar vai ao gramado apoiar Brasil na estreia contra Marrocos

Neymar, ainda em recuperação de lesão na panturrilha direita, acompanha a Seleção Brasileira no gramado neste sábado (13), na estreia da Copa contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O camisa 10 não tem condição de jogo, mas mantém rotina intensa de treinos e tratamento a poucos minutos do estádio.

Presença em campo mesmo sem jogar

O atacante deixa o centro de treinamento em Morristown, a cerca de 30 minutos de carro do MetLife, para caminhar ao lado dos colegas na abertura do Mundial. Ele participa do protocolo pré-jogo e da cerimônia inicial ao lado da comissão técnica, antes de seguir de volta à programação de treinos e fisioterapia.

A Seleção estreia pressionada por um bom resultado no grupo C, e a presença do principal nome do time busca reforçar o ambiente interno. Nos bastidores, dirigentes e membros da comissão tratam o gesto como extensão de um papel de liderança assumido por Neymar após a lesão que o afastou das primeiras partidas preparatórias.

O roteiro lembra o amistoso contra o Panamá, no Maracanã, quando o atacante também não é relacionado, mas aparece no estádio, cruza o túnel, vai ao gramado e vira foco das arquibancadas. Agora, porém, o palco é uma Copa do Mundo, e qualquer movimento do jogador ganha peso simbólico maior.

“Projeto Neymar” e cálculo contra o desgaste

A CBF monta um plano específico para acelerar a recuperação do camisa 10, apelidado internamente de “Projeto Neymar”. O pacote prevê treinos em academia e sessões de fisioterapia duas vezes por dia, além de acompanhamento médico e nutricional dedicado, mesmo em dias de descanso do restante do elenco.

Neste sábado de estreia, o jogador segue a rotina normalmente e faz um treino de força na academia antes de seguir para o estádio. A decisão de mantê-lo em Nova Jersey, enquanto parte da delegação se desloca para compromissos em outros estados, considera sobretudo o tempo de viagem. Com o centro de treinamento e o MetLife separados por menos de meia hora, médicos avaliam que não há risco de desgaste adicional na panturrilha lesionada.

O quadro clínico é tratado com discrição. Em atualização divulgada nesta semana, a CBF fala em “boa evolução” após novos exames, mas evita detalhar o grau de cicatrização do músculo e não estipula data oficial para retorno aos treinos em campo. Ortopedistas ouvidos pela reportagem estimam, em média, três semanas de recuperação para o tipo de lesão, seguidas de três a quatro dias para readquirir condicionamento físico adequado a um jogo de Copa.

A contusão ocorre na partida entre Santos e Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, há quase um mês. Na próxima quarta-feira (17), o lance que tira Neymar de ação completa quatro semanas, período considerado decisivo para saber se ele terá condições de atuar ainda na fase de grupos. Internamente, a projeção mais otimista mira um possível retorno contra o Haiti.

Liderança emocional e impacto na Seleção

O contexto da estreia dá à imagem de Neymar de tênis no gramado um peso que vai além da presença ilustre. A comissão técnica vê o atacante como referência para um grupo que mescla novatos de Copa com jogadores experientes, ainda em busca de protagonismo no cenário mundial.

Integrantes da delegação avaliam que a caminhada conjunta, lado a lado, antes do apito inicial, reforça a ideia de que o elenco disputa o torneio inteiro, mesmo com desfalques. “Ele está fora da súmula, não está fora do projeto”, diz um membro do estafe, em caráter reservado. O recado interno é de que a liderança também se expressa na borda do campo, na conversa de vestiário, no apoio durante os 90 minutos.

Para os jogadores, a figura do camisa 10 na beira do gramado funciona como âncora emocional em um jogo de alto risco logo na primeira rodada. Marrocos chega à Copa embalado pela campanha recente em grandes torneios e ocupa lugar de destaque no ranking da Fifa. Em um ambiente de torcida dividida, a aclamação de Neymar nas arquibancadas pode virar combustível para um time ainda em formação.

Torcedores também projetam na recuperação do craque uma espécie de cronômetro paralelo ao calendário da Copa. Quanto mais claras forem as imagens de Neymar correndo, chutando e participando de atividades com bola nas próximas semanas, maior tende a ser a confiança de que ele entrará em campo ainda neste Mundial.

O que vem a seguir para Neymar e para o Brasil

Os próximos dias serão de exames e ajustes finos no “Projeto Neymar”. A previsão da comissão é repetir a bateria de avaliações na panturrilha direita ainda nesta semana, para medir a cicatrização do músculo e definir a carga de trabalho das semanas seguintes. Cada sessão de fisioterapia passa a ser planejada quase hora a hora, para evitar recaídas em plena Copa do Mundo.

O calendário da Seleção também impõe decisões rápidas. O Brasil volta a campo pelo grupo C na próxima sexta-feira (19), contra o Haiti, e encerra a fase de grupos em 24 de junho, em Miami. A presença do camisa 10 nas arquibancadas ou no banco, mesmo sem chuteiras, seguirá como termômetro do vestiário e barômetro da expectativa da torcida. A resposta para a principal pergunta deste Mundial, se Neymar terá minutos em campo, começa a ser construída agora, sob os refletores do MetLife Stadium.

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