Itamaraty anuncia cerimônia de posse de novos diplomatas e recebe primeiros ingressantes indígenas
Nova turma do Instituto Rio Branco reúne 60 profissionais, sendo 27 de grupos sub-representados, incluindo pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência

Pela primeira vez na história da diplomacia brasileira, dois indígenas iniciam a formação para se tornarem diplomatas. Eles integram a turma 2026-2028 do Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco, em Brasília, que reúne 60 novos integrantes da carreira.
A nova turma também se destaca pela diversidade. Das 60 vagas para o cargo de terceiro-secretário, 27 foram preenchidas por pessoas pertencentes a grupos considerados sub-representados. São 17 pessoas negras, sete pessoas com deficiência, duas indígenas e uma quilombola.
Leia também: God of War Laufey é adiado para maio de 2027 no PS5
O ingresso desses profissionais representa um marco na ampliação da diversidade dentro do Ministério das Relações Exteriores, instituição responsável pela condução da política externa brasileira e pela representação do país em embaixadas, consulados e organismos internacionais.
LEIA MAIS
Senado aprova propostas para proteger mulheres e idosos; veja o que muda
Nova turma amplia a diversidade na diplomacia brasileira
Os 27 integrantes de grupos sub-representados correspondem a 45% dos novos profissionais. A composição representa uma mudança no perfil de ingresso na carreira, historicamente marcada pela baixa presença de determinados grupos sociais.
A participação inédita de indígenas na formação também amplia a presença de diferentes experiências e perspectivas em uma área responsável por representar o Brasil no cenário internacional.
Os novos servidores ingressam como terceiros-secretários, primeiro nível da carreira diplomática, após aprovação no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD).
Próximos passos
Os 60 integrantes da turma 2026-2028 deverão cumprir as atividades previstas no Curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco.
Ao longo da carreira, os servidores poderão exercer funções no Ministério das Relações Exteriores e, conforme as necessidades do serviço, ser designados para embaixadas, consulados e outras representações brasileiras no exterior.
A entrada dos dois indígenas e dos demais integrantes de grupos sub-representados marca uma nova etapa na composição dos quadros da diplomacia nacional.


