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Brasília

Ibovespa registra quinta maior queda semanal desde a criação do Plano Real

Bolsa brasileira recuou 18,12% na semana após a reeleição de Lula. Desempenho igualou, com duas casas decimais, a perda registrada após os atentados de 11 de setembro de 2001

Ibovespa registra quinta maior queda semanal desde a criação do Plano Real

A forte desvalorização das ações brasileiras provocou uma redução de R$ 873 bilhões no valor de mercado das empresas listadas na B3. O levantamento da Elos Ayta aponta que a queda semanal de 18,12% colocou o Ibovespa entre os cinco piores resultados desde a implantação do Plano Real, em 1994.

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O resultado foi registrado na semana encerrada nesta sexta-feira (30), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação representa a maior perda semanal desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19.

Na segunda-feira (26), o mercado financeiro chegou a acionar o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de oscilações expressivas. Na ocasião, o principal índice da Bolsa brasileira registrou queda próxima de 14%. A pressão sobre os ativos continuou ao longo dos pregões seguintes.

Nesta sexta-feira (30), o Ibovespa fechou em baixa de 0,75%, acumulando o quinto pregão consecutivo de perdas. Em outubro, o índice registra desvalorização de 9,75%, a maior queda mensal desde junho de 2022.

Apesar do desempenho negativo recente, a Bolsa ainda apresenta valorização de 4,22% no acumulado de 2026.

Histórico das maiores quedas

O levantamento da Elos Ayta mostra que a maior queda semanal do Ibovespa desde o Plano Real ocorreu em outubro de 1997. Naquele período, o índice recuou 22,17%, em meio à crise financeira asiática.

A segunda maior perda foi registrada em outubro de 2008, quando a Bolsa caiu 20,01% durante a crise financeira internacional agravada pela quebra do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos.

Em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, o índice teve retração de 18,88%, ocupando a terceira posição do ranking histórico.

Já a quarta maior queda ocorreu na semana encerrada em 14 de setembro de 2001, quando o Ibovespa perdeu 18,12%, após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Com o resultado mais recente, a Bolsa brasileira igualou esse percentual, considerando duas casas decimais, mas em um cenário marcado principalmente por fatores políticos internos e pela revisão das expectativas dos investidores após o resultado eleitoral.