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Brasil

Fim da escala 6×1 pressiona comércio do DF a reorganizar equipes antes do Natal

Nova jornada começa a valer em dezembro, durante o período de maior movimento nas lojas. Empresários avaliam mudanças nos turnos, contratação de temporários e acordos coletivos para evitar problemas na adaptação

Fim da escala 6×1 pressiona comércio do DF a reorganizar equipes antes do Natal

O comércio do Distrito Federal já se movimenta para adaptar as jornadas de trabalho ao fim da escala 6×1. A mudança, prevista para entrar em vigor em 15 de dezembro de 2026, preocupa empresários por coincidir com as semanas de maior movimento nas lojas, impulsionadas pelas compras de Natal e pelas contratações temporárias.

A nova regra estabelece dois dias de descanso semanal e prevê a redução gradual da jornada de trabalho, sem diminuição salarial. Com a proximidade da implementação, entidades que representam o setor defendem que as empresas antecipem o planejamento para evitar dificuldades na organização das equipes.

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A principal preocupação dos empresários é manter o funcionamento dos estabelecimentos durante o período de maior demanda, mesmo com a redução das horas trabalhadas por funcionário.

Fecomércio alerta para necessidade de acordos coletivos

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), José Aparecido Freire, aponta o calendário como um dos principais desafios para a adaptação.

Segundo ele, a mudança ocorrerá justamente quando o comércio registra aumento significativo no fluxo de consumidores e precisa ampliar o quadro de funcionários.

Outro ponto envolve a organização da jornada semanal. A nova regra prevê duas folgas e limite de oito horas diárias. Para cumprir uma jornada de 42 horas semanais distribuída em cinco dias, será necessária negociação coletiva que autorize a ampliação da jornada diária dentro dos limites legais.

Sem esse acordo, as empresas precisarão observar o limite semanal de 40 horas.

A orientação da entidade é que os empresários façam um levantamento das escalas atuais, identifiquem eventuais necessidades de contratação e procurem os sindicatos patronais para discutir as adequações.

Atacadistas também precisam reorganizar equipes

A mudança também preocupa o setor atacadista, que precisa manter o abastecimento e o atendimento mesmo diante de alterações nos turnos de trabalho.

O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), Alaor Gomes Neto, afirma que uma das primeiras medidas será reorganizar as equipes conforme os horários de maior demanda.

As empresas também avaliam investimentos em tecnologia, capacitação dos funcionários e melhorias nos processos internos para aumentar a produtividade.

A dificuldade de encontrar profissionais qualificados é outro obstáculo apontado pelo setor. Por isso, a reorganização das equipes deverá considerar as particularidades de cada estabelecimento.

Contratação de temporários pode aumentar

A proximidade do Natal também coloca em evidência a necessidade de ampliar o número de trabalhadores temporários.

Com a redução da jornada individual, estabelecimentos que precisam manter o mesmo horário de funcionamento poderão necessitar de mais funcionários para cobrir os turnos.

José Aparecido Freire avalia que a tendência é de aumento na procura por trabalhadores temporários neste fim de ano. Esses profissionais também estarão submetidos às novas regras de jornada.

O pagamento de horas extras pode ser utilizado em situações específicas, mas a alternativa possui limites legais e representa um custo adicional para as empresas.

A Fecomércio-DF recomenda cautela com a utilização habitual desse recurso, especialmente durante o período de transição, para evitar problemas trabalhistas.

Pequenos negócios também poderão enfrentar dificuldades financeiras para ampliar equipes ou reorganizar os horários de funcionamento.

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