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Flamengo projeta retorno de Everton Cebolinha contra o Independiente

Everton Cebolinha volta a treinar com o elenco do Flamengo e se torna a principal aposta para reforçar o time contra o Independiente Medellín, nesta quinta-feira (16), no Maracanã. Recuperado de fratura na costela, o atacante avança na transição física e se aproxima da primeira partida após quase duas semanas fora.

Retorno em jogo chave pela Libertadores

O Flamengo se reapresenta na manhã desta terça-feira (14), no Ninho do Urubu, já com o olhar voltado para a segunda rodada do Grupo A da Libertadores. O clima no centro de treinamento é de alívio com a presença de Cebolinha entre os companheiros, depois do período de afastamento iniciado em 2 de abril, na derrota para o Red Bull Bragantino, quando sofreu uma fratura na costela.

O treino aberto à imprensa por 30 minutos mostra o atacante participando normalmente do aquecimento com o restante do elenco. O gesto simples, correr e tocar na bola sem limitações aparentes, contrasta com a imagem recente do camisa rubro-negro imobilizado e fora das últimas partidas. Na disputa por pontos decisivos no Maracanã, qualquer sinal de reforço ofensivo pesa.

Como foi a recuperação e o que muda no time

Desde o choque que resultou na fratura, em 2 de abril, o departamento médico traça um plano conservador para evitar recidivas. O atacante cumpre sequência de exames, sessões de fisioterapia e trabalhos internos até ser liberado para a chamada transição física, etapa em que o jogador volta a correr em campo, mas ainda sem contato intenso. Nos últimos dias, responde bem às cargas e deixa para trás o incômodo na região das costelas.

A volta aos treinos com o grupo, repetida nesta terça-feira, indica que a comissão técnica enxerga condições reais de aproveitamento já diante do Independiente Medellín. O próprio clube admite internamente que, entre os atletas em recuperação, Cebolinha é o nome com mais chances de estar à disposição. A situação é diferente da de Saúl Ñíguez, que também treina, mas ainda sofre com a falta de ritmo após cirurgia no calcanhar esquerdo em janeiro.

A ausência de Cebolinha nas últimas duas semanas expõe um Flamengo mais previsível pelos lados do campo. Sem o ponta-esquerda de origem, Leonardo Jardim alterna formações, ora reforçando o meio, ora abrindo mão de profundidade pela esquerda para proteger a defesa. O treinador calcula o risco: um jogador recém-recuperado de lesão em jogo de alta intensidade, mas capaz de oferecer o drible curto, a arrancada e a flutuação entre linhas que o time sente falta.

O cenário recente reforça essa sensação. No clássico contra o Fluminense, vencido no domingo (12), o Flamengo encontra dificuldade para transformar o domínio em chances claras. A vitória traz confiança, mas também escancara a necessidade de maior imprevisibilidade no último terço. Com Cebolinha em campo, a defesa adversária costuma ser forçada a recuar alguns metros, abrindo espaços para os meio-campistas e para o centroavante.

Impacto no elenco, na torcida e na campanha

A possível escalação de Everton Cebolinha mexe com o ambiente no Ninho do Urubu e nas arquibancadas. O jogador volta em um momento em que outros nomes importantes ainda não têm a mesma perspectiva imediata. Jorginho e Erick Pulgar seguem entregues ao departamento médico e não participam das atividades em campo, o que mantém a comissão técnica com menos opções de rotação no meio.

Nas redes sociais, parte da torcida já mira a Libertadores e volta a discutir a importância de manter um ataque agressivo em casa. O histórico recente pesa. Jogar no Maracanã lotado, em fase de grupos, costuma ser determinante para a classificação às oitavas. Uma vitória sobre o Independiente Medellín, na segunda rodada, deixa o Flamengo em situação mais confortável, reduz a pressão por pontos fora e melhora o clima para a sequência da temporada.

A presença do atacante também dialoga com o bom momento de outros jogadores de frente. Samuel Lino, em alta após início oscilante, ganha relevância no esquema e amplia a concorrência por vagas. O retorno de Cebolinha amplia as combinações possíveis nos lados do campo, dá alternativa de troca de posição durante o jogo e permite que Leonardo Jardim ajuste a estratégia conforme o desenrolar da partida. Em competições longas, com viagens e agendas apertadas, ter esse tipo de peça faz diferença.

O desfecho da recuperação serve ainda como referência interna. Em um elenco que convive com lesões e cobranças constantes, a volta rápida de um jogador após fratura na costela reforça a confiança no trabalho diário de preparação. A comissão observa de perto a tolerância à dor, a resposta muscular e a condição de choque físico em treinos reduzidos, dados que pesam na decisão final sobre minutos em campo.

Decisão de Leonardo Jardim e próximos capítulos

Leonardo Jardim e sua comissão técnica discutem até a véspera do jogo se usam Cebolinha desde o início ou se preservam o jogador para o segundo tempo. A tendência, neste momento, é contar com o atacante ao menos por parte do confronto, evitando um retorno abrupto a 90 minutos de alta exigência. A questão não é apenas médica, mas também estratégica: um reserva de impacto pode virar arma importante em cenários de desgaste do adversário.

O treino apronto, na quarta-feira (15), deve oferecer o último indício antes da divulgação da lista de relacionados. Caso confirme o retorno, o Flamengo ganha mais peso ofensivo para buscar uma vitória que pode redesenhar o Grupo A ainda em abril de 2026. Se a comissão optar por segurar o jogador por mais alguns dias, a cobrança por cautela será tão grande quanto a expectativa pela estreia na Libertadores deste ano. O Maracanã, de todo modo, já se prepara para receber um time que volta a enxergar em Everton Cebolinha uma de suas principais válvulas de escape.

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