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Democratas seguem à frente dos republicanos nas pesquisas às vésperas das eleições nos EUA

Levantamentos apontam vantagem de 8,5 pontos percentuais na média nacional, mas diferenças entre institutos mostram cenários distintos para a disputa pelo Congresso nesta terça-feira (3).

Democratas seguem à frente dos republicanos nas pesquisas às vésperas das eleições nos EUA

O Partido Democrata mantém vantagem sobre o Partido Republicano nas pesquisas nacionais de intenção de voto para as eleições legislativas dos Estados Unidos, marcadas para esta terça-feira (3). Na reta final da campanha, levantamentos mostram diferenças de quatro a 13 pontos percentuais entre as duas legendas. A média do RealClearPolling, atualizada com pesquisas realizadas até 30 de outubro, aponta 51,8% para os democratas e 43,3% para os republicanos.

A diferença de 8,5 pontos percentuais coloca os democratas à frente na preferência nacional para a Câmara dos Representantes. Entretanto, os números não representam uma previsão da quantidade de cadeiras que cada partido conquistará.

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A votação ocorre na metade do segundo mandato do presidente Donald Trump e poderá alterar o controle do Congresso, atualmente nas mãos dos republicanos.

 

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Os levantamentos divulgados nos últimos dias de outubro apresentam vantagem democrata na preferência nacional para o Congresso, embora a distância em relação aos republicanos varie conforme a pesquisa.

Na sondagem da NBC News, realizada entre 28 e 30 de outubro, os democratas registraram 52% das intenções de voto, contra 45% dos republicanos. A diferença foi de sete pontos percentuais.

Já a pesquisa Emerson College, realizada entre 24 e 26 de outubro, apontou 52% para os democratas e 42% para os republicanos, uma vantagem de dez pontos.

O levantamento Harvard-Harris, conduzido no mesmo período, apresentou uma disputa mais próxima: 52% para os democratas e 48% para os republicanos.

Por outro lado, a pesquisa Big Data Poll, realizada entre 27 e 30 de outubro, registrou 52% para os democratas e 40% para os republicanos, diferença de 12 pontos percentuais.

As variações refletem diferenças metodológicas, características das amostras e períodos de coleta. Por isso, os resultados devem ser interpretados considerando as condições específicas de cada levantamento.

Reuters/Ipsos registra redução de um ponto na vantagem democrata

Uma pesquisa Reuters/Ipsos concluída em 26 de outubro também registrou vantagem do Partido Democrata na preferência nacional.

Entre os eleitores registrados entrevistados, 47% afirmaram que votariam em candidatos democratas, enquanto 36% escolheriam representantes republicanos.

A diferença de 11 pontos percentuais foi um ponto menor que a registrada no levantamento anterior do instituto, encerrado em 19 de outubro.

Essa redução indica uma aproximação entre os partidos na comparação específica das duas pesquisas Reuters/Ipsos, mas não permite afirmar que a mesma tendência ocorreu em todos os institutos.

As médias nacionais continuam mostrando vantagem democrata, enquanto os levantamentos individuais apresentam oscilações de intensidade diferente.

Trump enfrenta baixa aprovação antes da votação

O cenário eleitoral também ocorre em um momento de avaliação negativa do governo de Donald Trump por parte de uma parcela expressiva da população americana.

Na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro, o índice de aprovação do presidente chegou a 32%, um ponto percentual acima do menor patamar registrado pelo instituto na semana anterior.

A economia e o custo de vida aparecem entre os principais assuntos discutidos durante a campanha, juntamente com imigração, política externa e decisões tomadas pela Casa Branca.

Trump participa de compromissos políticos para apoiar candidatos republicanos, mesmo sem disputar nenhum cargo nesta eleição.

A votação de meio de mandato funciona como uma oportunidade para os eleitores escolherem seus representantes no Congresso durante os dois últimos anos do mandato presidencial.

No entanto, o nível de aprovação do presidente não determina automaticamente o desempenho dos candidatos de seu partido. As disputas também dependem de fatores locais e das características de cada estado.

Por que as pesquisas nacionais não definem o controle do Congresso?

Diferentemente das eleições brasileiras para a Câmara dos Deputados, os representantes americanos são escolhidos em distritos eleitorais individuais.

Cada distrito elege um deputado para a Câmara dos Representantes. Por isso, a quantidade de votos recebida nacionalmente por um partido não corresponde necessariamente à mesma proporção de cadeiras conquistadas.

Um partido pode registrar vantagem nacional nas intenções de voto e, ainda assim, enfrentar disputas equilibradas ou desfavoráveis em determinados distritos.

No Senado, a situação é diferente. Os candidatos concorrem em eleições estaduais, e o resultado de cada disputa depende dos votos recebidos naquele estado.

Além disso, pesquisas apresentam margens de erro, diferenças de amostragem e limitações para identificar mudanças de opinião próximas ao dia da votação.

Esses fatores impedem que os números nacionais sejam tratados como resultados antecipados.

O que está em disputa nas eleições de 3 de novembro?

Os americanos irão às urnas nesta terça-feira (3) para escolher os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e preencher 35 das 100 cadeiras do Senado.

Também haverá eleições para governadores, legislativos estaduais e outros cargos locais.

As eleições são conhecidas como midterms porque acontecem dois anos depois da escolha do presidente, na metade de seu mandato de quatro anos.

Atualmente, o Partido Republicano controla a Câmara dos Representantes e o Senado.

Caso essa composição mude, a relação entre a Casa Branca e o Poder Legislativo também poderá ser alterada.

Uma maioria democrata em uma das Casas permitiria ao partido assumir o comando de comissões parlamentares, ampliar a fiscalização do governo e influenciar a tramitação de propostas relacionadas ao orçamento federal.

A manutenção das maiorias republicanas preservaria o controle partidário das duas Casas, embora a aprovação de projetos continue dependendo das negociações entre os parlamentares.

O resultado não altera diretamente a Presidência da República. Donald Trump permanecerá no cargo, com mandato previsto até janeiro de 2029.

Mais de 54 milhões de americanos já votaram antecipadamente

Além das pesquisas de intenção de voto, a participação antecipada é outro indicador acompanhado durante a reta final da campanha.

Dados do Election Lab, da Universidade da Flórida, apontavam aproximadamente 54,4 milhões de votos antecipados na manhã desta segunda-feira (2).

Desse total, cerca de 30,1 milhões haviam sido registrados presencialmente e outros 24,4 milhões enviados pelo correio.

O volume supera o total de votos antecipados contabilizados antes das eleições legislativas de 2022.

Nos Estados Unidos, cada estado possui regras próprias sobre votação antecipada, registro de eleitores e envio de cédulas pelo correio.

A quantidade de votos antecipados, entretanto, não permite identificar qual partido será beneficiado, já que o resultado depende da apuração oficial.

Próximos passos

A votação geral acontece nesta terça-feira, 3 de novembro. Os horários de abertura e fechamento das urnas variam conforme o estado americano.

Os primeiros resultados deverão começar a ser divulgados após o encerramento da votação nas respectivas regiões.

A contagem poderá continuar nos dias seguintes, especialmente em disputas apertadas ou em estados com grande quantidade de cédulas enviadas pelo correio.

A nova legislatura do Congresso está prevista para iniciar os trabalhos em 3 de janeiro de 2027.

Até a conclusão da apuração, as pesquisas continuarão representando apenas as preferências registradas entre os entrevistados, sem determinar antecipadamente o resultado das eleições.

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