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Cabo se rompe em brinquedo na Feira de Sevilha e fere quatro pessoas

O rompimento do cabo de sustentação do Steel Max, atração do tipo estilingue humano, fere quatro pessoas, entre elas duas crianças, na noite de 24 de abril de 2026, em Sevilha. A cápsula perde estabilidade, se choca contra a estrutura e espalha peças sobre o público enquanto a Feira de Sevilha está lotada.

Brinquedo falha em uma das noites mais movimentadas da feira

A colisão ocorre por volta das 20h20, horário em que famílias ainda circulam entre as atrações montadas na tradicional Feira de Sevilha, na região da Andaluzia, sul da Espanha. O Steel Max, um estilingue humano também conhecido como bungee jump reverso, lança dois ocupantes em uma cápsula fechada a mais de 90 metros de altura e atinge velocidades superiores a 160 km/h.

Durante uma das operações do brinquedo, um dos cabos de sustentação se rompe. A cápsula perde estabilidade, oscila de forma brusca e bate contra a própria estrutura de suporte. As duas crianças que estão presas aos assentos ficam feridas com o impacto e o movimento descontrolado.

Vídeos gravados por celulares e compartilhados nas redes sociais registram o momento em que o sistema falha. Nas imagens, a cápsula balança de lado a lado e se choca contra um dos postes metálicos, enquanto pessoas ao redor gritam e tentam se afastar. Fragmentos do equipamento se soltam e atingem duas pessoas no solo, que sofrem ferimentos leves.

Equipes de resgate da própria feira chegam em poucos minutos. Bombeiros e profissionais da Defesa Civil isolam a área, desligam o brinquedo e retiram as crianças da cápsula. De acordo com a imprensa local, elas são encaminhadas a um centro de saúde próximo, consciente, porém com lesões que ainda não têm detalhamento divulgado.

Feridos, tensão e questionamentos sobre segurança

O acidente deixa quatro pessoas feridas: as duas crianças na cápsula e dois frequentadores que estão no chão, atingidos por peças do Steel Max. Segundo jornais espanhóis, os ferimentos dos que estão fora do brinquedo são leves, mas o episódio provoca correria em um dos principais pontos de diversão da feira.

Organizadores interrompem imediatamente o funcionamento do Steel Max e de atrações vizinhas, enquanto peritos da Polícia de Sevilha fazem uma inspeção preliminar na estrutura e na documentação da atração. O caso é então encaminhado à Polícia Nacional da Espanha, responsável pela investigação técnica mais aprofundada.

Em nota divulgada à imprensa local, autoridades de segurança evitam conclusões precipitadas. “É prematuro apontar causas definitivas para o rompimento do cabo. Trabalhamos com hipóteses que vão de falha mecânica a erro de manutenção”, afirma um porta-voz da polícia, segundo veículos andaluzes. Até o momento, não há confirmação oficial sobre problemas anteriores registrados no Steel Max.

Especialistas em segurança de parques consultados pela imprensa espanhola recordam que equipamentos do tipo estilingue humano dependem de cabos em alta tensão para garantir tanto o impulso quanto a estabilidade. Uma ruptura, mesmo que parcial, pode provocar desequilíbrio imediato da cápsula e choques sucessivos contra a estrutura metálica, cenário semelhante ao visto nas imagens de Sevilha.

A Feira de Sevilha, que tem mais de 150 anos de história, atrai centenas de milhares de visitantes a cada edição e é um dos eventos mais importantes da Andaluzia. A presença de crianças entre as vítimas eleva a tensão entre famílias que visitam o parque de diversões montado temporariamente no recinto da feira e reabre o debate sobre a fiscalização de brinquedos itinerantes em grandes eventos festivos.

Investigação mira causas do rompimento e protocolos da feira

Autoridades espanholas concentram, agora, esforços em duas frentes. A primeira busca esclarecer por que um cabo de sustentação se rompe durante a operação de um brinquedo que, por projeto, precisa suportar força extrema a cada lançamento. A segunda avalia se os protocolos da Feira de Sevilha para autorização e checagem prévia de atrações de alto risco são suficientes.

Bombeiros informam à imprensa local que a área permanece isolada até a conclusão dos primeiros laudos. Técnicos devem analisar a fadiga do material, o histórico de manutenção, o cumprimento de normas e a eventual sobrecarga de uso em um dia de grande movimento. “Queremos entender se se trata de um incidente isolado ou de falhas mais amplas na operação e na vigilância”, diz um integrante da Defesa Civil ouvido por jornais da região.

O rompimento do cabo também pressiona os organizadores da feira a revisar, em prazo curto, o conjunto de brinquedos disponíveis. A exclusão de atrações de maior impacto, ainda que temporária, pode reduzir o fluxo de visitantes em um evento que movimenta a economia local, gera empregos sazonais e alimenta a rede de bares e restaurantes montados no recinto.

Famílias que acompanham as notícias aguardam informações oficiais sobre o estado de saúde das crianças e dos demais feridos. A identidade das vítimas não é divulgada até o momento. A expectativa é que, nos próximos dias, a Polícia Nacional apresente uma primeira versão técnica sobre o que levou à ruptura do cabo e indique eventuais responsabilidades civis e criminais.

Enquanto a investigação avança, a cena registrada em poucos segundos de vídeo continua a circular em redes sociais e telejornais, alimentando questionamentos sobre quanto risco é aceitável em nome da adrenalina nos parques de diversões. A resposta, em Sevilha, passa agora por metal retorcido, cabos rompidos e pela recuperação das quatro pessoas que estavam no lugar errado na hora errada.

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