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Atlético-MG vence Cienciano, chega a 7 pontos e decide vaga na Sul-Americana

O Atlético-MG derrota o Cienciano por 2 a 0, nesta quarta-feira (21), na Arena MRV, pela quinta rodada da Copa Sul-Americana, e volta à briga pela vaga no mata-mata. Com gols de Renan Lodi e Bernard, o time de Eduardo Domínguez chega a 7 pontos no grupo e empurra a definição da classificação para a última rodada, em casa, contra o Puerto Cabello.

Vitória firme recoloca Galo no jogo

O resultado em Belo Horizonte recoloca o Atlético no centro da disputa pela liderança da chave. A equipe mineira agora soma 7 pontos, mesma pontuação de Puerto Cabello, da Venezuela, e do próprio Cienciano. A combinação transforma a rodada final em um tira-teima direto pela sobrevivência na competição continental.

O ambiente na Arena MRV reflete esse clima de decisão antecipada. O time reage bem à pressão da tabela, mostra controle do jogo desde o início e aproveita melhor as chances criadas. O torcedor, que chega ao estádio ainda desconfiado com a campanha irregular, encontra uma atuação consistente de um time que não se acomoda depois de abrir o placar.

Eduardo Domínguez mantém uma estrutura agressiva, com pontas abertos e laterais em apoio constante. O plano dá resultado logo na primeira metade do jogo, quando o Atlético pressiona a saída de bola peruana, força erros e passa a rondar a área adversária com frequência. O Cienciano, que também briga pela classificação, responde apenas em bolas longas e sofre para encaixar contra-ataques.

Aos 9 minutos, Tomás Cuello inaugura o repertório ofensivo ao cruzar rasteiro da direita, lance que a defesa peruana alivia na pequena área. O time não se desespera com o primeiro desperdício e insiste no mesmo corredor. Aos 18, Bernard puxa contra-ataque, carrega a marcação e abre para Renan Lodi, que chuta para fora e desperdiça a primeira grande chance.

O lateral volta a aparecer com precisão aos 27 minutos. Cuello recebe pela direita e coloca a bola na medida na área. Lodi, de 28 anos, entra de trás, finaliza firme e abre o placar para o Galo. O gol muda o tom do jogo. O Atlético ganha confiança, adianta ainda mais as linhas, e o Cienciano recua para tentar resistir até o intervalo.

A vantagem quase dobra quatro minutos depois. Alan Minda recebe pela esquerda, corta para dentro e acerta um chute forte que explode na trave, aos 31. A bola volta para o campo, e o goleiro Ítalo Espinoza fica apenas olhando o rebote escapar. A pressão, porém, não diminui. O time mineiro segue em cima, e a recompensa vem ainda no primeiro tempo.

Cuello volta a ser protagonista pela direita. O ponta limpa a marcação, levanta a cabeça e cruza com precisão. Bernard se antecipa na área e completa para o fundo da rede, ampliando para 2 a 0 antes do intervalo. O meia, um dos símbolos recentes da reconstrução do elenco, mostra leitura de espaço e frieza na conclusão, em um lance que sintetiza a proposta ofensiva de Domínguez.

Pressão peruana esbarra em Everson e deixa grupo embolado

O Cienciano volta do vestiário obrigado a se expor. A equipe peruana adianta o time, tenta povoar a intermediária ofensiva e aproveita momentos de desconcentração atleticana para criar perigo. O cenário muda em relação ao primeiro tempo, e o Atlético passa a ser mais exigido na defesa, principalmente pelo alto.

Aos 12 minutos, Carlos Garcés ganha da zaga pelo alto e cabeceia firme. Everson reage rápido e faz grande defesa, espalmando o que poderia ser o gol que recolocaria o rival na partida. O lance desperta o time mineiro, que reajusta o posicionamento e volta a buscar o terceiro gol para matar o jogo.

Renan Lodi segue como válvula de escape pela esquerda. Em nova chegada, finaliza forte e obriga Espinoza a intervir, evitando o 3 a 0. O duelo entre os dois se repete aos 30 minutos, quando o lateral aparece novamente livre na área, mas dessa vez chuta para fora e desperdiça mais uma chance clara.

A partida segue aberta até o fim. O Cienciano insiste em cruzamentos e chutes de média distância, mas encontra em Everson um obstáculo constante. O goleiro volta a aparecer em bela intervenção após finalização da entrada da área, segurando o primeiro gol dos visitantes. No ataque, Victor Hugo recebe na área, corta o marcador e finaliza em cima do goleiro peruano, mantendo o placar em 2 a 0.

O resultado mexe com o equilíbrio do grupo. Os três times com 7 pontos chegam à reta final em condição semelhante e dependem do próprio desempenho na última rodada. Para o Cienciano, a derrota em Belo Horizonte pesa. O time peruano perde a chance de abrir vantagem e se vê pressionado a vencer e torcer por combinação de resultados para avançar.

O Atlético, por outro lado, volta a ver a Sul-Americana como oportunidade real de protagonismo internacional nesta temporada. A atuação consistente na Arena MRV reforça a leitura de que o time começa a absorver as ideias de Domínguez em jogos eliminatórios e de alta tensão. A defesa, que sofre em partidas recentes, passa em branco em um confronto direto e ganha fôlego para a sequência do calendário.

Decisão em casa aumenta responsabilidade na última rodada

A classificação fica aberta para a rodada final, marcada para a próxima terça-feira, dia 26, às 21h (de Brasília), novamente na Arena MRV. O Atlético recebe o Puerto Cabello em um duelo que tende a definir não apenas quem avança, mas em que condições o clube chega ao mata-mata, caso confirme a vaga.

A comissão técnica trabalha agora para transformar a vitória em confiança duradoura, sem acomodação. O elenco sai de campo sob aplausos, mas também sob a lembrança de que qualquer tropeço em casa pode custar a permanência na competição. A torcida, que volta a lotar o estádio em jogos continentais, entra na semana decisiva com uma pergunta evidente: o desempenho sólido contra o Cienciano será suficiente para sustentar o time em mais uma noite de decisão na Arena MRV?

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