Anitta canta na abertura da Copa de 2026 em Los Angeles
Anitta é uma das atrações da cerimônia oficial de abertura da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles, nesta sexta-feira (12), às 20h30 (de Brasília). A brasileira divide o palco com nomes como Katy Perry, LISA, Rema, Tyla e Future, em um show que antecede Estados Unidos x Paraguai e reforça a presença do país em um dos maiores palcos esportivos e culturais do planeta.
Brasil em evidência em um Mundial ampliado
A Copa do Mundo de 2026 muda de escala e de lógica, e a participação de Anitta simboliza essa virada. O torneio passa a reunir 48 seleções, distribuídas em 12 grupos, com 104 partidas espalhadas por três países-sede: México, Canadá e Estados Unidos. Nesse cenário mais fragmentado e global, o futebol deixa de ter uma única cerimônia de abertura e ganha três eventos oficiais, cada um com sua assinatura cultural.
O primeiro ato ocorre na quinta-feira (11), na Cidade do México, antes da vitória mexicana sobre a África do Sul. Shakira, veterana de cerimônias da Fifa, assume o papel de anfitriã musical e abre a trilogia de shows. Nesta sexta, o Mundial volta os holofotes para o Canadá e os Estados Unidos. Em Toronto, a partir das 14h30 (de Brasília), artistas como Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince dão o tom do início da jornada canadense, que estreia às 16h contra a Bósnia e Herzegovina.
Em Los Angeles, o clima é de superprodução pop. O show que começa às 20h30, com a bola rolando às 22h, funciona como vitrine para uma mistura calculada de gêneros e públicos. Anitta entra nesse enredo como rosto brasileiro de um Mundial que busca falar com audiências diversas, de diferentes continentes e hábitos de consumo. A presença da cantora, que já leva sua música a paradas dos Estados Unidos e da Europa, torna-se uma forma direta de conectar o torneio ao público latino e ao Brasil, mesmo antes de a seleção entrar em campo.
Abrir a Copa com três palcos e muitas vozes
A decisão de espalhar a abertura por três cidades acompanha a própria geografia da Copa de 2026. O Mundial se estende de Toronto à Cidade do México, passando por metrópoles como Los Angeles, Nova York e Dallas. Dividir a cerimônia em três atos permite à Fifa ocupar diferentes fusos, mercados e narrativas. Em vez de um único espetáculo concentrado, o torneio aposta em uma sequência de eventos com sotaques distintos, pensados para reforçar a identidade de cada país-sede.
No México, o roteiro destaca a força histórica do país no futebol e seu peso como anfitrião de três Copas. No Canadá, a estreia em casa em uma edição ampliada, com Alphonso Davies e companhia em busca de um papel maior na elite do futebol. Nos Estados Unidos, o espetáculo em Los Angeles assume tom de show global, com artistas do pop, do rap e da música latina disputando atenção com o gramado. A presença de Anitta nessa escalação insere a música brasileira em uma vitrine que alcança bilhões de espectadores potenciais, somando televisão aberta, streaming e redes sociais.
A cantora chega ao palco em um momento em que trabalha para consolidar sua imagem como artista global. Cada aparição ao lado de nomes como Katy Perry e LISA serve de chancela simbólica e de janela para novos públicos. O show em Los Angeles tende a gerar forte repercussão digital, impulsionada por fãs organizados e por um ambiente online em que clipes, trechos de apresentações e bastidores se espalham em segundos.
O impacto é também econômico. Um palco como o da Copa costuma se traduzir em aumento de buscas em plataformas de streaming, mais seguidores em redes sociais e novas oportunidades comerciais e de colaboração internacional. Para o Brasil, ter uma artista nesse espaço reforça a percepção de um país que exporta cultura, não apenas jogadores. Em um Mundial em que o espetáculo esportivo se mistura cada vez mais com entretenimento e mercado, essa projeção pesa.
O que vem após o apito inicial
Enquanto Anitta e os demais artistas abrem o show para Estados Unidos x Paraguai, a seleção brasileira ainda espera a própria estreia. O Brasil entra em campo em 13 de junho, dois dias depois do início oficial na Cidade do México e um dia após a maratona de cerimônias em Toronto e Los Angeles. A equipe faz parte do Grupo C e tem o calendário da primeira fase já definido, em um formato que exige atenção a deslocamentos, recuperação física e leitura rápida de adversários inéditos ou pouco frequentes em Copas.
A configuração com 48 seleções amplia o tempo de torneio, a quantidade de jogos e a exposição de marcas e artistas. Isso torna a abertura mais do que uma formalidade protocolar. O que se vê nos palcos ajuda a moldar a memória de uma Copa que pretende ser a maior da história em público, audiência e faturamento. O desempenho de Anitta e de outros nomes internacionais pode influenciar diretamente a forma como esta edição será lembrada, tanto no Brasil quanto no exterior.
A experiência de 2026 pode consolidar um novo padrão para futuras Copas, com aberturas múltiplas e cardápios artísticos pensados para diferentes regiões. A presença de uma brasileira nesse laboratório reforça o lugar do país no tabuleiro cultural global, para além de títulos e camisas amarelas nas arquibancadas. Resta acompanhar como essa exposição se converte em novos passos na carreira da cantora e em novas portas para outros artistas brasileiros que miram o mesmo palco.
