Novo Moto One com Snapdragon 8 Gen 5 é certificado com carregamento sem fio
Novo smartphone da Motorola traz processador avançado e suporte a carregamento sem fio, reforçando a linha premium Moto One.

A Motorola deu um passo concreto para ressuscitar a linha One em uma faixa mais premium: um novo smartphone identificado como Moto One e código XT2771-1 foi certificado com carregamento sem fio e já aparece em testes de desempenho com processador Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM e Android 16, movimento que coloca o aparelho em um patamar bem mais avançado que os antigos modelos da família.
Novo Moto One usa Snapdragon 8 Gen 5 e Android 16
O XT2771-1 passou pelo Geekbench com o chip Qualcomm SM8845, correspondente ao Snapdragon 8 Gen 5, ao lado de 12 GB de memória RAM e Android 16. Em um dos testes, “o aparelho alcançou 2.109 pontos em núcleo único e 8.586 pontos em múltiplos núcleos no Geekbench 7.”
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Apesar do desempenho elevado, o processador não é o topo absoluto da linha da Qualcomm. “O Snapdragon 8 Gen 5 não é a variante Snapdragon 8 Elite Gen 5. É o mesmo processador encontrado no Motorola Signature vendido no Brasil.” Na prática, isso aproxima o novo Moto One de modelos premium da própria marca, e não mais dos intermediários que marcaram a estreia da série.
Os números de benchmark ainda são preliminares, mas já indicam que o celular deve disputar espaço no segmento intermediário premium e até encostar em alguns topos de linha em performance, ampliando as opções para quem quer potência sem necessariamente mirar os aparelhos mais caros da Motorola.
Carregamento sem fio de 15 W e visual à la linha Edge
O novo Moto One foi certificado pelo Wireless Power Consortium com suporte ao padrão Qi 2.2.1. No documento, “o registro oficial do WPC traz o nome ‘moto one’, o código XT2771-1, a versão Qi 2.2.1 e potência máxima de 15 W no perfil de carregamento sem fio certificado.”
O perfil é do tipo EPP (Extended Power Profile), o que garante compatibilidade com carregamento sem fio de até 15 W. Por enquanto, não há indicação de uso do perfil magnético (MPP), aquele que integra ímãs para fixação de acessórios no estilo de ecossistemas magnéticos. “Ainda não sabemos se a Motorola oferecerá velocidades maiores por meio de uma tecnologia própria.”
A imagem anexada na certificação mostra um aparelho em tom verde-escuro, com câmera frontal em um pequeno furo no centro da tela e módulo traseiro quadrado com quatro círculos — a leitura mais provável é de três câmeras e um flash. O visual se aproxima dos modelos recentes da linha Edge, reforçando a ideia de que o Moto One volta mais sofisticado.
Entenda o contexto
A linha Motorola One nasceu com foco em entregar experiência de software mais limpa e atualizações rápidas, o que atraiu consumidores que buscavam uma alternativa a interfaces muito carregadas. Modelos como Motorola one vision, Motorola one action, Motorola one power, o Motorola one 2018 e o Motorola one macro ajudaram a consolidar o nome no Brasil, ocupando a faixa intermediária com diferentes propostas de câmera e bateria.
O novo aparelho, porém, muda de patamar ao combinar Snapdragon 8 Gen 5, 12 GB de RAM, Android 16 e carregamento sem fio, recurso que os antigos One não ofereciam. A estratégia tende a reposicionar a família mais perto do segmento intermediário premium, encostando em recursos antes concentrados nas linhas Edge e Signature.
Para o varejo e as operadoras, a volta da marca One em um pacote mais robusto pode representar um reforço importante de portfólio, ampliando as opções para quem hoje circula entre intermediários tradicionais e topos de linha caros. Por outro lado, se a Motorola oficializar o Moto One apenas na faixa premium, consumidores que procuravam um Motorola one preço mais acessível podem acabar migrando para outras famílias da própria marca.
Software e programa Android One ainda são dúvida
Uma das principais incertezas neste retorno é justamente o software. A unidade testada roda Android 16, mas não há qualquer confirmação de que o aparelho fará parte de um programa com atualizações garantidas ou interface mais próxima da experiência “pura” do Google, como a proposta que marcou o início da família.
A ausência, até agora, de menção a Android One ou a uma política específica de updates deixa dúvidas em um momento em que muitos usuários escolhem celular mais pela promessa de suporte longo do que apenas por hardware. Esse ponto pode ser decisivo na comparação com rivais de outras marcas que já anunciam prazos estendidos de atualização.
Motorola ainda não confirma lançamento nem chegada ao Brasil
Mesmo com certificação internacional e testes públicos de desempenho, a empresa mantém silêncio sobre o futuro do aparelho. “A Motorola ainda não confirmou quando pretende lançar o Moto One, quais países receberão o aparelho nem quanto ele custará.”
Também seguem em aberto detalhes como tamanho e tipo de tela, capacidade de bateria, especificações completas das câmeras, potência máxima de recarga por cabo e se haverá algum recurso magnético oficial para acessórios de carregamento.
A combinação de certificação no Wireless Power Consortium, desempenho já testado em benchmark e visual praticamente definido indica que o anúncio oficial não deve demorar. A grande dúvida, sobretudo para o público brasileiro — historicamente central para a marca —, é se o Moto One chegará ao país e em que faixa de preço vai se posicionar diante de aparelhos atuais como Motorola one fusion+, Motorola one vision, Motorola one action, Motorola one macro e o próprio Motorola one 2018, ainda encontrados no mercado em diferentes faixas de valor.


