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Tereza Cristina avança para comando do Senado e busca 81 votos

Senadora do PP intensifica articulações para garantir maioria na disputa pela presidência do Senado.

Tereza Cristina avança para comando do Senado e busca 81 votos

Tereza Cristina (PP-MS) intensifica a articulação para disputar a presidência do Senado e diz que vai pedir voto até ao atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), em uma ofensiva para se firmar como terceira via na eleição marcada para 1º de fevereiro.

Tereza Cristina avança para comando do Senado e busca 81 votos

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Tereza busca apoio entre os 81 senadores

A senadora afirma que pretende conversar com todos os 81 colegas antes de bater o martelo sobre a candidatura e medir seu real espaço na disputa. “Eu acho que agora é hora de conversar com todo mundo e saber realmente aqueles que não querem falar, os que querem falar e contabilizar esses votos”, disse.

Defensora de que uma mulher assuma o comando da Casa, Tereza reforça que sua meta é suceder Alcolumbre e, ao mesmo tempo, aglutinar resistências à reeleição do atual presidente e à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), nome da oposição. “Vou até pedir voto para o senador Davi Alcolumbre porque eu já disse a ele que ele precisava ter uma mulher como sucessora”, afirmou.

Aliados de Tereza a apresentam como uma alternativa com trânsito em diferentes grupos, inclusive entre governistas, e com potencial para atrair partidos do Centrão que resistem a Marinho e não desejam a permanência de Alcolumbre no comando do Senado.

Marinho oficializa candidatura e mira derrota de Alcolumbre

No mesmo dia em que Tereza intensifica as conversas, Rogério Marinho oficializa sua candidatura à presidência do Senado. Em discurso de lançamento, ele se coloca no mesmo campo político da colega do PP na tentativa de barrar a recondução de Alcolumbre.

“Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras e dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente”, declarou Marinho.

A oposição ainda não fechou um movimento único, mas a fala do senador do PL abre espaço para negociações entre os dois postulantes que se colocam contra Alcolumbre. A possibilidade de uma composição mais à frente, com desistência de um dos nomes, é ventilada nos bastidores.

Disputa aberta e conta de votos em andamento

Tereza Cristina admite que já faz cálculos sobre uma eventual redistribuição de apoios caso haja recuo de algum concorrente. “Os votos, eu quero dizer: muitos dos votos que Rogério tem, se ele não for candidato, eu os terei. E se eu não for candidata, os votos também que eu tenho, eu não sei se todos vão para ele. Essa contabilidade que nós vamos fazer mais pra frente”, afirmou.

Na prática, a movimentação da senadora reorganiza o tabuleiro interno do Senado e pressiona tanto o grupo de Alcolumbre, apoiado por setores governistas, quanto o bloco que tenta consolidar Marinho como candidato único da oposição.

Se conseguir atrair o Centrão e parte da base governista, Tereza pode sair de coadjuvante para favorita na eleição de 1º de fevereiro, com impacto direto na distribuição de poder na Casa e na agenda legislativa dos próximos anos.

Entenda o contexto

A presidência do Senado é um dos cargos mais estratégicos da política brasileira: define o ritmo de votação de projetos, a pauta de temas sensíveis para o governo e a oposição e comanda o Congresso em decisões centrais, como análise de vetos presidenciais.

Nesse cenário, a entrada de Tereza Cristina como postulante competitiva mexe com interesses de diversos grupos, incluindo bancadas ligadas ao agronegócio, à política ambiental e à representação feminina. Os próximos meses serão de negociações intensas, acenos públicos e disputas por cada voto entre os 81 senadores até a definição do novo comando da Casa em fevereiro.

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