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Casal que viveu junto por mais de 50 anos morre com apenas três horas de diferença em Goiás

Sebastião, de 72 anos, e Tereza, de 79, estavam internados no mesmo hospital, em Anápolis. História emocionou familiares e moradores da cidade onde viviam

Casal que viveu junto por mais de 50 anos morre com apenas três horas de diferença em Goiás

Uma história de amor que durou mais de cinco décadas teve um desfecho marcado por uma coincidência dolorosa em Goiás. Sebastião Coelho de Amorim, de 72 anos, e Tereza Rodrigues de Godoi, de 79, morreram com apenas três horas de diferença nesta segunda-feira (2). Casados há mais de 50 anos, os dois estavam internados no mesmo hospital, mas recebiam tratamentos para problemas de saúde diferentes.

O casal morava em Abadiânia, município localizado a aproximadamente 90 quilômetros de Goiânia, e estava internado no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). Sebastião, conhecido carinhosamente como Xenxem, se recuperava de um acidente vascular cerebral (AVC), enquanto Tereza enfrentava uma pneumonia. O marido morreu primeiro e, cerca de três horas depois, a família recebeu a notícia da morte da esposa.

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Moradores da Vila Mutirão, em Abadiânia, os idosos eram conhecidos pela relação de companheirismo e pelo carinho com os vizinhos. Ao longo de mais de meio século juntos, construíram uma família que hoje reúne uma filha, seis netos e um bisneto.

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Casal estava internado no mesmo hospital por doenças diferentes

Em entrevista ao Metrópoles, a filha do casal, Rosely Rodrigues, contou que a mãe foi internada no dia 13 de outubro para tratar uma pneumonia. O pai precisou ser hospitalizado oito dias depois, após sofrer um AVC.

Apesar de estarem na mesma unidade de saúde, os dois enfrentavam quadros clínicos distintos. Segundo a filha, Sebastião ficou muito triste por não conseguir permanecer perto da esposa durante a internação.

Na segunda-feira (2), a família recebeu a notícia da morte de Sebastião. Aproximadamente três horas depois, Tereza também faleceu.

Não há informações médicas que indiquem uma relação de causa e efeito entre as duas mortes. Os idosos já estavam hospitalizados devido a problemas de saúde anteriores.

Filha presta homenagem aos pais após as mortes

A perda dos dois pais no mesmo dia provocou uma despedida especialmente difícil para a família.

Nas redes sociais, a filha publicou uma homenagem relembrando a importância de Sebastião e Tereza em sua vida e o carinho que sempre dedicaram aos familiares.

“Tenho orgulho dos pais que tive e dos avós que vocês foram”.

Em outra mensagem, ela afirmou que o amor dos pais permanecerá vivo em suas lembranças.

A família agora enfrenta a ausência de duas pessoas que compartilharam mais de 50 anos de casamento e acompanharam o crescimento de diferentes gerações.

Vizinhos lembram do carinho e das histórias de Sebastião

A trajetória do casal também deixou lembranças entre os moradores de Abadiânia, especialmente na Vila Mutirão, onde Sebastião e Tereza viveram.

Marielly Souza, que foi vizinha dos idosos desde a infância, contou ao Metrópoles que Sebastião era conhecido como Xenxem e tinha o costume de sentar na porta de casa para tomar café e conversar.

Segundo ela, o idoso gostava de contar histórias e mantinha uma relação próxima com as pessoas da vizinhança.

Marielly também descreveu Tereza como uma mulher amorosa. Nos últimos tempos, porém, a idosa estava bastante debilitada e já não costumava sair de casa com frequência.

As lembranças ajudam a contar um pouco da vida que os dois construíram muito além do casamento: uma rotina de convivência, amizades e laços familiares.

Mais de cinco décadas de casamento e uma despedida no mesmo dia

Sebastião e Tereza passaram mais de 50 anos juntos e morreram na mesma segunda-feira, separados por um intervalo de aproximadamente três horas.

A proximidade entre os falecimentos marcou a história da família, que perdeu duas de suas principais referências em um único dia.

O casal deixa uma filha, seis netos, um bisneto e as lembranças de uma vida compartilhada em Abadiânia.

Para familiares e amigos, ficam as histórias, os momentos de convivência e a memória de uma união que atravessou mais de cinco décadas.

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