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Menina de 5 anos segue na UTI após queda de avião com família no Amazonas

Aeronave caiu em área de vegetação em Humaitá, no domingo (1º). Criança sofreu lesões graves e passou por cirurgia; pai e mãe, grávida de nove semanas, já receberam alta hospitalar

Menina de 5 anos segue na UTI após queda de avião com família no Amazonas

Uma menina de 5 anos permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Porto Velho, em Rondônia, após sobreviver à queda de um avião de pequeno porte no interior do Amazonas. A criança, identificada como Beatriz Pinheiro Fagundes, sofreu ferimentos graves e precisou passar por uma cirurgia de emergência. Os pais, que também estavam na aeronave, receberam alta hospitalar na segunda-feira (2).

O acidente aconteceu na manhã de domingo (1º), nas proximidades do quilômetro 80 da BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, em Humaitá, no sul do Amazonas. A aeronave transportava três pessoas da mesma família e caiu em uma área de vegetação às margens da rodovia, ficando de cabeça para baixo.

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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), os dois adultos receberam alta do Hospital Regional Dra. Luiza da Conceição Fernandes, em Humaitá. Já a menina precisou ser transferida para Rondônia devido à gravidade dos ferimentos. Até a atualização mais recente, não havia previsão de alta para a criança.

 

Avião cai em Humaitá e deixa pai, mãe grávida e filha de 5 anos gravemente feridos

Criança sofreu lesão grave e precisou de cirurgia de emergência

Beatriz sofreu uma ruptura no diafragma, músculo responsável por auxiliar na respiração e separar o tórax da região abdominal. A lesão provocou o deslocamento do fígado e exigiu atendimento médico imediato.

De acordo com informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, a menina apresentava um quadro considerado grave após o acidente.

Inicialmente, ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Humaitá, onde recebeu atendimento de emergência. Depois dos primeiros procedimentos, a criança foi transferida para Porto Velho, onde permanece sob acompanhamento médico especializado.

A internação na UTI permite que a equipe de saúde acompanhe continuamente a recuperação da menina, especialmente após as lesões provocadas pelo impacto da queda.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a evolução do quadro clínico nem sobre a necessidade de novos procedimentos cirúrgicos.

Mãe grávida e pai receberam alta hospitalar

Os outros dois ocupantes da aeronave foram identificados como Elson Fagundes de Oliveira, de 45 anos, e Marcela Pereira Pinheiro, de 35 anos.

Marcela está grávida de aproximadamente nove semanas. Apesar do acidente, ela não apresentava ferimentos externos graves nas primeiras avaliações, mas precisou de acompanhamento médico devido à gestação.

Elson sofreu um corte profundo na região da testa e também recebeu atendimento hospitalar.

Os dois foram encaminhados ao Hospital Regional Dra. Luiza da Conceição Fernandes, em Humaitá, onde passaram por avaliações e permaneceram sob observação.

Segundo a Secretaria de Saúde do Amazonas, o casal apresentou condições clínicas para receber alta na segunda-feira (2).

Com a liberação dos pais, Beatriz permanece como a única ocupante da aeronave ainda hospitalizada.

Como aconteceu a queda do avião no Amazonas?

O acidente ocorreu na manhã de domingo (1º), em uma região próxima à Rodovia Transamazônica, no trecho entre os municípios de Humaitá e Apuí.

A aeronave caiu em uma área de vegetação próxima à estrada. Imagens registradas por moradores mostram o avião de cabeça para baixo, com danos na estrutura.

Segundo relatos divulgados pela imprensa local, o acidente teria ocorrido durante uma tentativa de decolagem.

Uma das hipóteses levantadas inicialmente é que uma rajada de vento tenha contribuído para a perda de controle da aeronave. No entanto, essa possibilidade ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.

As circunstâncias exatas da queda permanecem desconhecidas.

Motoristas ajudaram a socorrer as vítimas

O atendimento aos ocupantes começou logo após a queda da aeronave.

Pessoas que passavam pela região perceberam o acidente e ajudaram no socorro da família. Segundo informações divulgadas por veículos locais, as vítimas foram colocadas em um veículo particular para serem levadas em direção a Humaitá.

Durante o deslocamento, o grupo recebeu apoio das equipes de emergência.

Duas ambulâncias foram mobilizadas para atender à ocorrência. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foram acionados.

Os três ocupantes foram encaminhados para atendimento hospitalar. A criança precisou de cuidados mais complexos devido à gravidade das lesões.

Avião era experimental e tinha autorização para voar

A aeronave envolvida no acidente foi identificada pelo prefixo PU-BLR, modelo Conquest 180, classificada como experimental e de construção amadora.

Segundo informações do Registro Aeronáutico Brasileiro, o avião possuía autorização para operações em condições visuais durante o dia.

A classificação experimental significa que a aeronave segue regras específicas de construção e operação. Essa característica, isoladamente, não indica que havia problemas mecânicos ou irregularidades.

Os registros também apontam que a aeronave não possuía autorização para realizar serviços de táxi aéreo.

Ainda não foram esclarecidos o motivo da viagem, o destino pretendido pela família e as condições operacionais no momento da queda.

O que pode ter provocado o acidente?

As causas da queda deverão ser esclarecidas por meio de investigação aeronáutica.

No Brasil, esse trabalho é realizado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão ligado à Força Aérea Brasileira.

A análise de uma ocorrência desse tipo pode envolver as condições meteorológicas, o funcionamento da aeronave, os procedimentos adotados durante o voo e outros fatores operacionais.

O objetivo é identificar possíveis causas e circunstâncias que contribuíram para o acidente, além de produzir recomendações para prevenir ocorrências semelhantes.

Até a conclusão das investigações, não é possível afirmar se a queda foi provocada por falha mecânica, condições climáticas ou erro operacional.

Próximos passos

A principal preocupação da família continua sendo a recuperação de Beatriz, que permanece internada na UTI em Porto Velho.

As equipes médicas seguem acompanhando o estado de saúde da menina, mas ainda não foi divulgado um prazo para sua saída da terapia intensiva.

Paralelamente, as autoridades deverão continuar a apuração das circunstâncias da queda do avião.

O acidente deixou três pessoas feridas, mas todos os ocupantes sobreviveram. Enquanto os pais já receberam alta, a criança continua em tratamento especializado.

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