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McGinn decide, Escócia vence Haiti e assume liderança do Grupo C

A Escócia vence o Haiti por 1 a 0 neste sábado (13), no Gillette Stadium, em Foxborough, e assume a liderança do Grupo C da Copa de 2026. O gol de McGinn, aos 27 minutos do primeiro tempo, marca o retorno dos escoceses ao Mundial após 28 anos e complica a vida haitiana na disputa por vaga no mata-mata.

Retorno ao Mundial e grupo embolado

O triunfo escocês encerra a primeira rodada do Grupo C, o mesmo do Brasil, e redesenha as contas da chave logo na largada. Com três pontos, a Escócia aparece à frente de Brasil e Marrocos, que somam um ponto cada, enquanto o Haiti começa a campanha zerado. O resultado valoriza o retorno das duas seleções ao palco principal do futebol: os escoceses voltam após 28 anos, e os haitianos, depois de 52 anos fora da Copa.

O jogo começa em clima de novidade para gerações inteiras de torcedores que só conheciam as participações anteriores pelos arquivos de TV. A Escócia tenta se afirmar como candidata a vaga nas oitavas, enquanto o Haiti testa até onde seu poder de fogo pode incomodar rivais mais tradicionais. A resposta em Foxborough mostra uma seleção caribenha competitiva, capaz de finalizar 15 vezes, mas ainda pouco eficiente na hora de concluir.

Domínio escocês, sustos haitianos

A bola rola às 22h, horário de Brasília, com desenho claro desde os primeiros minutos. A Escócia se instala no campo de ataque, roda a bola com paciência e usa bem os lados do gramado. McTominay acerta a trave em chute de média distância e dá o primeiro grande aviso, enquanto o Haiti responde em contra-ataques rápidos, apostando na velocidade para explorar os espaços nas costas da defesa europeia.

O gol que decide a partida nasce aos 27 minutos. McGinn recebe na área, domina com categoria e finaliza sem chance para o goleiro haitiano, coroando o controle escocês no primeiro tempo. A posse de bola reflete o equilíbrio aparente, com 55% para a Escócia e 45% para o Haiti, mas o volume de jogo pende para o lado europeu. São 15 finalizações somadas na etapa inicial, uma grande chance clara para cada lado e 22 faltas, acima da média do Mundial até aqui, em um duelo intenso e por vezes truncado.

O Haiti, mesmo em desvantagem, se recusa a aceitar um papel coadjuvante. Pierrot tem a melhor oportunidade para empatar ainda no primeiro tempo, cara a cara com o goleiro, mas desperdiça. O lance simboliza a noite haitiana: coragem para chegar na frente, dificuldade para transformar presença ofensiva em gol. A seleção caribenha volta do intervalo sabendo que o cenário do grupo não permite muito tempo para lamentações.

O segundo tempo traz ajustes claros. A Escócia recua um pouco as linhas, segura mais a bola e tenta reduzir o espaço para as transições rápidas do Haiti. O ritmo cai nos primeiros minutos, mas volta a crescer à medida que os caribenhos se lançam ao ataque em busca do empate. A partida ganha contornos de ataque contra defesa, com os escoceses explorando brechas para matar o jogo e o Haiti acumulando chegadas que morrem na área.

Impacto no Grupo C e pressão sobre o Brasil

O apito final confirma a vitória escocesa e abre um novo cenário no Grupo C. Com três pontos, a Escócia se coloca em posição privilegiada antes do duelo com o Marrocos, na sexta-feira (19), às 19h, em horário de Brasília. Brasil e Marrocos aparecem empatados na segunda colocação, ambos com um ponto, e veem o erro se tornar ainda mais caro nas duas rodadas restantes.

O Haiti, mesmo derrotado, ganha respeito. A equipe termina o jogo com 15 finalizações, seis a mais que a Escócia, e mostra que pode incomodar os favoritos. A mira, porém, precisa de ajuste fino. A seleção comandada pelo francês Sébastien Migné aposta em um sistema com duas linhas de quatro jogadores, o tradicional 4-4-2, para atacar com triangulações pelos lados, quebrar a marcação e acelerar a transição quando recupera a bola. Sem a posse, recua para um 4-5-1 mais compacto, tentando reduzir espaços entre as linhas.

O estilo de jogo haitiano interessa diretamente ao torcedor brasileiro. O Brasil, dirigido por Carlo Ancelotti, enfrenta o Haiti na sexta-feira (19), às 21h30, em Filadélfia, com a obrigação de somar pontos para não depender de tropeços alheios. Uma campanha perfeita nas duas partidas que restam evita o risco de terminar em segundo lugar e cruzar com o líder do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Tunísia e Suécia. A matemática é simples, mas o caminho em campo mostra que não haverá jogo fácil.

Próximos capítulos e disputa em aberto

A Escócia sai de Foxborough com algo maior que três pontos. O retorno ao Mundial depois de 28 anos ganha contornos de reconstrução esportiva, com a seleção se vendo novamente em posição de brigar por vaga no mata-mata. O time mostra maturidade para controlar o ritmo e resistir à pressão final do Haiti, mesmo sem transformar o domínio em placar mais elástico.

O Haiti deixa o gramado sob aplausos de parte da torcida presente no Gillette Stadium. A derrota por 1 a 0 não traduz por completo a ousadia ofensiva da equipe, que ainda busca seu primeiro gol nesta Copa depois de 52 anos longe do torneio. A chave agora é transformar boas atuações em pontos, tarefa que passa por encarar Brasil e Marrocos com a mesma coragem, mas mais precisão. A liderança escocesa aumenta o drama da segunda rodada e empurra o Grupo C para um roteiro em que cada chute, cada contra-ataque e cada falha de marcação podem decidir o futuro de quatro seleções em um Mundial sem espaço para hesitação.

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