Ancelotti define trio do Flamengo como base da estreia do Brasil
Carlo Ancelotti confirma, na semana que antecede 11 de junho de 2026, um trio do Flamengo como espinha dorsal da Seleção. Danilo, Alex Sandro e Lucas Paquetá largam na frente para a estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos, no Centro de Treinamento Columbia Park, no Brasil.
Treinos intensos e definição de uma base
O desenho inicial do time ganha forma nos gramados do Columbia Park, onde a Seleção trabalha em ritmo máximo desde o início da semana. Em sessões fechadas de quase duas horas, Ancelotti testa variações, mas mantém um núcleo fixo: Alisson no gol, Gabriel Magalhães e Marquinhos na zaga, Danilo e Alex Sandro nas laterais e Paquetá como meia adiantado.
O treinador observa de perto cada movimentação. A repetição de jogadas e a constância das escolhas deixam claro que o trio rubro-negro não é apenas aposta momentânea, mas ponto de partida. Danilo, que chega fortalecido pelos últimos meses de alto nível no Flamengo, se firma na direita. Alex Sandro, experiente em Copas e adaptado à rotina de decisões, fecha o lado esquerdo.
Lucas Paquetá atua alguns metros à frente de Casemiro e Bruno Guimarães, responsáveis pelo equilíbrio no meio. O plano de Ancelotti é simples na forma, ambicioso no efeito: um time com saída qualificada desde a defesa e um meio-campo capaz de acelerar o jogo em poucos toques. Nos treinos de bola parada, Paquetá assume cobranças curtas e se apresenta como articulador das principais jogadas ofensivas.
O ataque também ganha contornos definidos. Vinicius Jr. aparece aberto pela esquerda, Raphinha cumpre função semelhante pela direita e Matheus Cunha centraliza as ações. Endrick participa de boa parte das atividades e, em alguns treinos táticos, entra na vaga de Cunha. A disputa pela função de centroavante se torna um dos temas mais comentados entre analistas e torcedores.
O ambiente no CT reflete o peso da estreia. Entre um exercício e outro, Ancelotti conversa à beira do gramado, gesticula, corrige posicionamentos. A comissão técnica registra cada detalhe com câmeras e relatórios diários. A escolha pela espinha dorsal com forte presença do Flamengo reforça a ideia de um time que chega com entrosamento já testado em competição de alto nível, inclusive em jogos de mata-mata recentes.
Impacto tático, bastidor e disputa por vagas
A definição do trio rubro-negro mexe com a hierarquia interna e com a leitura dos rivais do Grupo C. O Marrocos, primeiro adversário, precisa se preparar para um Brasil que alia força física, intensidade e circulação rápida de bola. As laterais com Danilo e Alex Sandro oferecem solidez defensiva e apoio constante, enquanto Paquetá é a peça encarregada de conectar meio e ataque em velocidade.
A escolha também pesa na disputa por espaço de outros nomes do elenco. Laterais com histórico na Seleção veem a concorrência aumentar e tentam responder nos treinos coletivos. Meias mais jovens aguardam brechas em trabalhos específicos de finalização e marcação pressão em campo reduzido. A mensagem de Ancelotti é clara: quem rende melhor nas atividades diárias ganha minutos na Copa.
O contexto de Copa do Mundo amplia o significado de cada movimento. O Brasil estreia no Grupo C contra o Marrocos e, na sequência, enfrenta Haiti e Escócia. O formato mantém a pressão de sempre: tropeços na primeira rodada podem comprometer a classificação para o mata-mata. A manutenção de uma base definida antes do jogo de abertura é vista internamente como fator de segurança.
O dia de treinos também chama atenção fora das quatro linhas. Neymar, hoje no Santos, surge no gramado, conversa com companheiros e atende torcedores na grade do CT. O atacante não participa das atividades táticas, mas sua passagem movimenta o ambiente e alimenta a expectativa em torno de uma possível participação em momentos decisivos do ciclo.
A presença de Spike Lee, diretor e produtor norte-americano, adiciona um elemento de espetáculo ao cotidiano da Seleção. O cineasta acompanha parte do treino, registra imagens com o celular e brinca com membros da comissão sobre Neymar, seu “cara”, como se refere ao atacante. A visita reforça o interesse internacional no time brasileiro às vésperas do Mundial.
Próximos passos e pressão por desempenho imediato
Os próximos dias no Columbia Park serão de ajustes finos. Ancelotti planeja ao menos mais um treino tático com portões fechados antes de confirmar a escalação em entrevista oficial. A tendência é de manutenção do trio do Flamengo, com Danilo, Alex Sandro e Paquetá entre os titulares, e apenas um enigma no ataque: Matheus Cunha ou Endrick na função de referência.
O calendário da Seleção é objetivo. A estreia ocorre em 11 de junho, o segundo jogo do Grupo C vem poucos dias depois, e a definição do futuro no torneio não passa de duas semanas. Cada sessão de treino, cada escolha de titular, cada substituição testada agora pode pesar nos resultados. A base montada por Ancelotti dá ao Brasil um ponto de partida sólido, mas o verdadeiro julgamento começa quando a bola rolar contra o Marrocos.
