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Com show de Samuel Lino, Flamengo bate Coritiba e encosta no líder

O Flamengo vence o Coritiba por 3 a 0 neste sábado (30), no Maracanã, em jogo marcado pela expulsão de Pedro Rocha ainda no primeiro tempo. Samuel Lino decide a partida com dois gols e uma assistência e mantém o time rubro-negro na perseguição ao líder do Campeonato Brasileiro, às vésperas da pausa para a Copa do Mundo.

Superioridade numérica e noite de protagonista no Maracanã

O Maracanã recebe pouco mais de duas horas de futebol intenso antes de o Brasileirão parar para a Copa. O Flamengo entra em campo pressionado pela tabela, a quatro pontos do Palmeiras, e sem boa parte dos convocados para seleções. O Coritiba chega ao Rio em posição confortável, sexto colocado com 26 pontos, e a missão de segurar o ímpeto do ataque rubro-negro.

O início mostra um roteiro conhecido para o torcedor carioca. O time de vermelho e preto ocupa o campo ofensivo, adianta a marcação e prende o Coxa perto da própria área. A recompensa vem cedo. Aos 11 minutos, uma saída errada da defesa paranaense abre espaço para Pedro. De costas para o gol, o centroavante usa o calcanhar e encontra Samuel Lino livre. O ponta finaliza no canto e inaugura a noite: 1 a 0.

O gol não modifica o plano flamenguista. Pedro volta a aparecer aos 25 minutos, quando recebe livre dentro da área, mas chuta em cima do goleiro Pedro Rangel. Ayrton Lucas arrisca de longe aos 20, buscando o ângulo, e erra por pouco. A sensação no estádio é de que o segundo gol é questão de tempo.

A partida muda de figura aos 36 minutos. Em disputa no meio-campo, Pedro Rocha entra forte em Vitão e acerta a perna do zagueiro rubro-negro. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza é chamado ao monitor do VAR, revê o lance e mostra o cartão vermelho direto ao atacante do Coritiba. A expulsão quebra qualquer pretensão de um jogo espelhado e entrega ao Flamengo um cenário de controle quase absoluto até o apito final.

Com um a mais, o time carioca empurra o adversário ainda mais para trás. Já nos acréscimos do primeiro tempo, Ayrton Lucas rouba a bola na intermediária e aciona Luis Araújo. O ponta tenta driblar Pedro Rangel em vez de chutar de primeira e desperdiça a chance de ampliar, para alívio da defesa paranaense.

Flamengo se aproxima do Palmeiras e expõe limites do Coritiba

O intervalo não traz alívio ao Coritiba. O Flamengo volta do vestiário no mesmo ritmo e volta a rondar a área rival. Logo nos primeiros minutos, Pedro sobe mais alto que a zaga e testa firme, obrigando Pedro Rangel a boa defesa. O goleiro tenta segurar o time no jogo, mas a resistência dura pouco.

Aos poucos, o protagonismo de Samuel Lino se torna incontestável. O atacante se movimenta pelos dois lados do campo, recua para buscar jogo e acelera quando encontra espaço. O prêmio vem em forma de assistência. Depois de novo ataque pela direita, ele cruza na medida para Pedro completar e fazer 2 a 0 no Maracanã, ampliando o domínio rubro-negro.

O Coritiba demora a reagir e só ameaça de fato aos 23 minutos do segundo tempo. Breno Lopes parte pela ponta, cruza na área e encontra Sebastian Gomez, que desperdiça a melhor oportunidade do time paranaense na noite ao finalizar para fora. A resposta rubro-negra é imediata e definitiva.

Dois minutos depois, Samuel Lino recebe pela esquerda, parte para cima do marcador e corta para dentro. O chute desvia na defesa e encobre Pedro Rangel, selando o 3 a 0 e consolidando a atuação de gala do atacante diante da própria torcida. A partir daí, o Flamengo administra o resultado, ainda flerta com o quarto gol em chute de fora da área de Luis Araújo, aos 38, e passa a olhar para a tabela.

O placar confirma o momento do time às vésperas da pausa para a Copa. Com 34 pontos, o Flamengo se mantém na vice-liderança e reduz a margem de erro na perseguição ao Palmeiras, que segue com 38. A vitória também reforça a leitura de que o elenco suporta bem a ausência dos convocados, ao menos em jogos em que encontra vantagem numérica cedo e consegue controlar o ritmo.

O Coritiba sente o golpe da expulsão ainda na etapa inicial e paga caro pela falta de disciplina de seu principal atacante. A equipe estaciona nos 26 pontos, em sexto lugar, e perde a chance de se aproximar do bloco da frente em um confronto direto com um dos candidatos ao título. O vazio ofensivo depois do cartão vermelho expõe a dependência de Pedro Rocha e a dificuldade de reorganizar o setor em desvantagem numérica.

Pausa para a Copa, espaço para a base e pressão ao líder

O desfecho do jogo permite ao técnico rubro-negro mexer com calma. Com o 3 a 0 estabelecido, parte dos titulares é poupada nos minutos finais. A torcida acompanha a entrada de jovens como Wallace Yan e Joshua, que ganham experiência em um Maracanã cheio, em clima de festa. A cena ajuda a explicar a estratégia do clube para lidar com o calendário apertado e a janela de convocações.

A presença dos garotos em campo indica que o Flamengo aposta de forma mais consistente na base para atravessar o período pós-Copa. O elenco principal, reforçado por pratas da casa com minutos em jogos de Brasileirão, tende a oferecer mais opções à comissão técnica quando o calendário voltar a comprimir datas de Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

Do outro lado, o Coritiba deixa o Rio com lições claras. A expulsão de Pedro Rocha obriga a comissão técnica a repensar o equilíbrio entre agressividade e controle emocional em jogos grandes. O time paranaense volta a campo, depois da pausa, contra o Palmeiras, no Couto Pereira, em um teste imediato de reação diante do líder do campeonato.

Para o Flamengo, a próxima escala é a Chapecoense, também após o Mundial, em novo compromisso pelo Brasileiro. A partida deve funcionar como termômetro para medir se a equipe mantém o nível de atuação sem ritmo de jogo durante a Copa. A distância de quatro pontos para o primeiro colocado não permite relaxamento.

A reta final da temporada tende a cobrar caro de quem desperdiça oportunidades diretas de encostar no topo. A atuação de Samuel Lino e a capacidade do Flamengo de dominar um rival em vantagem numérica reforçam a candidatura rubro-negra ao título. A pergunta que fica para depois da Copa é se o time conseguirá repetir esse nível de controle em noites menos favoráveis, quando não tiver um jogador a mais e a margem para erro for ainda menor.

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