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Labyad decide nos acréscimos, e Corinthians abre folga contra Z-4

O Corinthians vence o Atlético-MG por 1 a 0 na noite deste domingo (24), na Neo Química Arena, com golaço de Zakaria Labyad nos minutos finais. O resultado leva o time a 21 pontos no Brasileirão e abre três de vantagem para a zona de rebaixamento.

Vitória magra, alívio grande

A Neo Química Arena vive uma noite de tensão prolongada. O jogo arrasta-se com poucas chances claras, erros no último passe e impaciência crescente nas arquibancadas. A luta do Corinthians não é por vaga em cima da tabela, mas pela sobrevivência em um campeonato que pressiona a cada rodada.

O cenário muda quando Fernando Diniz mexe no tabuleiro. Aos 16 minutos do segundo tempo, Memphis Depay deixa o banco e volta a jogar depois de mais de dois meses, desde 22 de março, no empate por 1 a 1 com o Flamengo. A simples presença do holandês reorganiza o ataque, prende zagueiros e dá mais tranquilidade para a equipe circular a bola no campo ofensivo.

O Atlético-MG, que entra em campo pensando em encostar no bloco intermediário da tabela, aceita o jogo truncado. A equipe alterna momentos de pressão alta com linhas mais baixas, tentando explorar espaços deixados por laterais corintianos. Fica perto de abrir o placar ainda na etapa inicial, quando Tomás Cuello marca, mas o assistente flagra impedimento e o gol é anulado.

O Corinthians responde na base da insistência. Gustavo Henrique quase marca logo aos cinco minutos, em finalização cruzada após passe de Yuri Alberto, que sai à direita do gol de Everson. Matheus Bidu encontra Breno Bidon livre na entrada da área aos 23, mas o chute sai torto e apenas alimenta o nervosismo.

O primeiro tempo termina com Rodrigo Garro arriscando de fora da área e parando nas mãos de Everson. A partida volta mais fria depois do intervalo. As equipes trocam passes, mas criam pouco. O relógio avança e o empate sem gols parece encaminhado, resultado que interessa mais ao Atlético do que ao time paulista, pressionado pela parte de baixo da tabela.

Memphis volta, Labyad resolve

A entrada de Memphis aos 16 minutos muda a dinâmica. O camisa estrangeiro recua para buscar o jogo, recebe de costas, gira, chama a marcação. O Corinthians ganha metros em campo e passa a rondar mais a área atleticana. Ainda falta, porém, a precisão no arremate final.

O Atlético tem sua última grande chance aos 28 minutos. Bernard se infiltra na área, recebe cruzamento da direita e cabeceia com liberdade. A bola sai por cima, em lance que faz o banco mineiro lamentar. A resposta corintiana vem mais no volume do que na qualidade, com chutes de média distância e cruzamentos que evaporam na área.

Matheuzinho arrisca de fora aos 41 minutos, em tiro rasteiro que Everson segura sem sustos. O relógio se aproxima dos 45, a torcida olha para o placar e já começa a fazer contas. Um ponto a mais soma, mas não afasta o fantasma do rebaixamento. No campo, a equipe segue empurrando o Atlético para trás, ainda sem conseguir o golpe final.

Labyad entra em cena na reta final para mudar o roteiro. O meia recebe na intermediária ofensiva, ajeita o corpo e acerta uma finalização precisa, de rara felicidade, no canto de Everson. O estádio explode. O gol nos minutos finais transforma um empate frustrante em vitória que parece maior do que o placar sugere.

O apito final vem em clima de catarse. A torcida celebra o resultado e o respiro na tabela. Nos bastidores, a avaliação é de que a noite marca um ponto de inflexão na campanha. O retorno de Memphis, mesmo sem participação direta no gol, é tratado como reforço decisivo para a sequência da temporada.

Respiro na tabela e pressão redistribuída

Com os três pontos, o Corinthians chega a 21 no Brasileirão e ganha uma folga de três em relação ao Santos, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. A diferença numérica é pequena, mas altera o humor do elenco e do entorno. A equipe deixa de olhar apenas o retrovisor e passa a enxergar a metade da tabela como horizonte possível.

O Atlético-MG permanece com 21 pontos e cai para a 12ª colocação, desperdiçando a chance de se aproximar do grupo que briga por vagas em competições continentais. A derrota adiciona pressão ao trabalho em Belo Horizonte, que já convive com cobrança pela oscilação no campeonato nacional.

O momento de Memphis também entra na conta. O atacante volta a atuar depois de mais de 60 dias e tende a ganhar minutagem progressiva. Sua capacidade de prender a bola no ataque e de decidir em jogos grandes é vista como trunfo em um elenco que busca lideranças técnicas. O clube monitora a parte física para evitar novo afastamento.

A vitória deste domingo também reforça a relação entre time e arquibancada. A Neo Química Arena, acostumada a empurrar a equipe em momentos de aperto desde 2014, volta a ser palco de um triunfo construído na base da insistência e da participação coletiva. O gol de um meia que ainda se afirma no elenco ajuda a mostrar que a rotação do elenco pode render frutos.

Sequência decisiva e desafios paralelos

O Corinthians volta a campo já na quarta-feira (27), às 21h30, contra o Platense, pela Libertadores. O jogo, novamente em clima de decisão, coloca à prova a capacidade do time de transformar a confiança do Brasileirão em desempenho continental. O planejamento prevê Memphis mais solto e Labyad com espaço para confirmar o protagonismo exibido na arena.

O Atlético-MG também vira a chave para o cenário internacional. Na mesma quarta, às 19h, enfrenta o Puerto Cabello pela sexta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. A missão é retomar o moral e afastar qualquer risco de turbulência maior. A forma como o time reage à derrota em São Paulo pode definir o tom das próximas semanas no clube mineiro.

A rodada de domingo não resolve a vida de ninguém, mas redesenha o mapa de urgências. O Corinthians ganha margem para trabalhar com menos sobressaltos, enquanto o Atlético precisa provar que tropeços como o da Neo Química Arena não se tornam padrão. A resposta virá em campo, sob refletores de competições que não perdoam vacilos.

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