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Messi sente dores na coxa e deixa jogo do Inter Miami às vésperas da Copa

Lionel Messi deixa o gramado com dores na coxa durante partida do Inter Miami pela MLS, nos Estados Unidos, às vésperas da Copa do Mundo de 2026. O argentino é substituído ainda no primeiro tempo e vai direto ao vestiário para avaliação médica.

Preocupação imediata às portas do Mundial

O lance ocorre em um momento sensível para a seleção argentina. Falta menos de um ano para o início da Copa de 2026, marcada para 11 de junho, em Estados Unidos, México e Canadá. Cada minuto em campo de Messi é tratado como ativo raro para a defesa do título conquistado no Catar, em 2022.

Messi sente o incômodo muscular na coxa em uma arrancada pela meia-direita, na metade inicial da partida. Ele sinaliza ao banco, diminui o ritmo e, após rápida conversa com o banco de reservas, é substituído imediatamente. De cabeça baixa, segue direto ao vestiário acompanhado por membros do departamento médico do Inter Miami, que evitam antecipar qualquer diagnóstico.

Incômodo recorrente e vigilância redobrada

O histórico recente torna o episódio ainda mais sensível. Desde 2023, quando desembarca em Miami, Messi administra a carga física com atenção milimétrica. O clube norte-americano e a AFA combinam planos de jogo, minutos em campo e intervalos de descanso. A meta é clara: chegar inteiro à Copa de 2026, que deve ser seu último Mundial.

O Inter Miami disputa a temporada regular da MLS com 34 rodadas, mais playoffs. Messi, que já passa dos 38 anos em 2025, raramente atua os 90 minutos em sequência de três jogos. Quando sente qualquer desconforto, deixa o campo de imediato. A cena se repete agora, mas o contexto é mais pesado: a contagem regressiva para a Copa já está nas duas casas decimais.

A repercussão é instantânea. Em poucos minutos, perfis esportivos na Argentina, na Europa e nos Estados Unidos inundam as redes com vídeos do momento da substituição. Programas esportivos entram ao vivo com comentaristas e ex-jogadores avaliando, com base nas imagens, a gravidade possível. “Qualquer dor na coxa, neste momento, vira assunto de Estado para a Argentina”, comenta um analista em canal esportivo de Buenos Aires.

Entre torcedores, a reação mistura apreensão e resignação. A cada aparição, Messi reforça o peso de sua presença na seleção. É o capitão do tricampeonato de 2022, o jogador que decide finais e o líder técnico de uma geração que chega a 2026 amadurecida, com base consolidada. Sem ele em condições ideais, o planejamento tático de Lionel Scaloni perde a referência que organiza o restante do time.

Impacto esportivo e político para a Argentina

A seleção argentina já trabalha com cenários de risco. A comissão técnica projeta, há pelo menos dois anos, alternativas de escalação para jogos sem Messi. Nomes como Julián Álvarez, Enzo Fernández e outros meias ofensivos ganham funções repartidas, na tentativa de diluir a responsabilidade criativa. Mesmo assim, a diferença é evidente quando o camisa 10 não está em campo.

No plano esportivo, a preocupação é objetiva: qualquer lesão muscular na coxa, mesmo leve, exige repouso de sete a dez dias, segundo médicos consultados. Casos moderados podem afastar um jogador por três a quatro semanas. Em ano de Copa, esse prazo altera preparação física, amistosos e testes táticos. Em um cenário extremo, uma ruptura mais séria ameaça não só a Copa, mas também o calendário do clube na MLS.

O episódio tem também efeito político. O peso de Messi ultrapassa o vestiário. Em ano de Mundial compartilhado com os Estados Unidos, país onde hoje atua, o astro é vitrine esportiva e comercial. A ausência dele em qualquer fase do torneio representaria impacto financeiro para patrocinadores, emissoras e até para a Fifa, que calcula audiências e ingressos com base na presença dos grandes ídolos.

Na Argentina, a imagem de Messi caminha colada ao humor nacional. Em 2022, o título no Catar funciona como alívio coletivo após anos de crise econômica, inflação alta e polarização política. A possibilidade de disputar uma última Copa com o camisa 10 em alto nível alimenta, em 2026, um raro consenso entre torcedores de todas as correntes. Por isso, cada gesto de dor em campo repercute para além das quatro linhas.

Monitoramento médico e corrida contra o relógio

O departamento médico do Inter Miami programa exames de imagem nas próximas 24 horas para identificar a origem exata do problema na coxa. A seleção argentina acompanha os resultados à distância, em contato direto com o clube norte-americano. A expectativa é de um primeiro boletim oficial ainda nesta semana, com estimativa de tempo de recuperação.

O planejamento da AFA inclui amistosos em datas Fifa e um período final de preparação, de cerca de três semanas, antes da estreia da Copa. Cada dia perdido agora pesa na administração física de um jogador que acumula mais de 1.000 partidas na carreira profissional e ultrapassa a marca de 180 jogos pela seleção principal. Uma nova lesão muscular exigiria revisão do cronograma, ajuste de cargas e, no limite, mudança na forma como a equipe se organiza em campo.

Em Miami, torcedores que lotam o estádio aguardam informações ainda durante a partida, enquanto o clima nas arquibancadas muda de euforia para silêncio desconfiado. Nas redes sociais, a pergunta se repete em diferentes línguas: “Messi chega bem à Copa?”. Até que os exames falem mais alto que as imagens, a resposta permanece em aberto, e cada minuto longe do gramado alimenta a ansiedade de um país inteiro.

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