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Tecnologia

Vivo lança serviço via satélite em parceria com a Starlink

Novo serviço conecta celulares diretamente à constelação Starlink, ampliando cobertura em áreas remotas do país.

Vivo lança serviço via satélite em parceria com a Starlink

Clientes de planos móveis da Vivo passam a se conectar diretamente aos satélites da Starlink a partir desta segunda-feira (26), em todo o Brasil, por meio do novo serviço Vivo Satélite, que estreia em fase gratuita e promete levar sinal a áreas rurais, estradas e regiões remotas sem cobertura móvel tradicional.

Como funciona o Vivo Satélite com tecnologia Starlink no Brasil?

O Vivo Satélite entra em ação automaticamente quando o celular não encontra sinal da rede terrestre da operadora e o usuário está em local aberto, com visão do céu. A partir daí, o aparelho passa a se conectar direto à constelação de 11.150 satélites de órbita baixa da Starlink, sem antenas extras.

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Segundo a operadora, “os celulares de clientes da Vivo poderão se conectar diretamente aos satélites da Starlink”. A tecnologia usada é a Direct-to-Device (D2D), também chamada de Direct-to-Cell (D2C), em que o satélite transmite um sinal 4G LTE na banda 7 (2.500/2.600 MHz) como se fosse uma antena comum no solo.

Para o cliente, a lógica é de roaming: é preciso ter smartphone compatível com 4G/LTE ou 5G, chip 4G, 5G ou eSIM, sistema atualizado, roaming nacional de dados ativado e tráfego passando pelo DNS da própria Vivo. Em alguns modelos, a rede aparece na tela como “VIVO STARLINK”.

Quando o sinal da rede convencional volta, o telefone retorna automaticamente para a cobertura terrestre, e o satélite deixa de ser usado, mesmo que o sinal esteja fraco. O objetivo é complementar, não substituir, a infraestrutura móvel atual.

O que dá para fazer usando o Vivo Satélite

O serviço é limitado a um conjunto específico de aplicativos para preservar a capacidade da rede via satélite. Estão liberados WhatsApp, SMS, MMS, RCS, iMessage, Google Mensagens, Google Maps, Apple Maps e o app Vivo. O uso desses apps não desconta da franquia principal de internet nem de bônus dos planos.

No WhatsApp, “mensagens de texto, áudios, fotos, vídeos e chamadas de voz por VoIP estão liberados no WhatsApp via satélite”, informou a Vivo. Chamadas de vídeo e abertura de links externos, por enquanto, ficam de fora.

Como o sinal vem do espaço, o desempenho depende de o usuário estar em área aberta, sem muitos obstáculos como prédios altos, relevo acidentado ou vegetação densa. Condições climáticas também podem afetar a qualidade da conexão.

Serviço é experimental e regulado pela Anatel

Do ponto de vista regulatório, o Vivo Satélite opera no Ambiente Regulatório Experimental da Anatel. “O serviço é prestado com base no Serviço Limitado Privado (SLP), conforme o Ato nº 5.322 da Anatel, de 18 de abril de 2024”, afirma a agência.

Ao fim da fase experimental, ou em caso de encerramento antecipado, o serviço poderá ser enquadrado em outra categoria de telecomunicações, a ser definida pela Anatel. A abertura para esse tipo de teste indica espaço para novas ofertas satelitais móveis no país.

Qual é a parceria entre Vivo e Starlink para o serviço de internet via satélite?

A Vivo firmou com a Starlink um acordo para usar a constelação de satélites de órbita baixa da empresa como extensão da própria rede móvel, criando o Vivo Satélite como serviço integrado de conectividade.

Na prática, a Starlink entra com a infraestrutura espacial – os cerca de 11.150 satélites que orbitam a altitudes entre 350 km e 600 km – e a Vivo cuida da operação no Brasil, da autenticação das linhas, do roteamento de dados e da oferta comercial aos clientes pessoa física, jurídica e M2M.

A parceria é considerada estratégica porque, em vez de exigir antenas específicas ou terminais dedicados de banda larga via satélite, passa a usar o próprio smartphone do cliente como dispositivo final, aproveitando o ecossistema 4G e 5G já existente.

Entenda o contexto

A promessa é reduzir a desconexão em áreas rurais, rodovias, zonas de fronteira e comunidades afastadas, onde erguer torres de celular não é economicamente viável. Setores como agronegócio, transporte, turismo de aventura e operações em campo devem ser os primeiros beneficiados.

Por outro lado, a Vivo reforça que o serviço não substitui a rede móvel tradicional. “O serviço não suporta chamadas para números de emergência nem o recebimento de alertas da Defesa Civil”, alerta a operadora, o que limita o uso do satélite como canal principal em situações críticas.

Quais são os planos e preços do Vivo Satélite com Starlink?

Nesta fase de lançamento, “o serviço Vivo Satélite será gratuito neste período de lançamento”, informou a Vivo. A degustação vale para clientes pessoa física e jurídica com linhas elegíveis, ativadas automaticamente, sem cobrança extra.

Estão contemplados Vivo Pós, Vivo Total, Vivo Controle com mensalidade acima de R$ 40, Vivo Lite e Vivo Pré com recarga mínima de R$ 30. O plano Vivo Easy não participa da oferta inicial. Novas ativações, mudanças de plano, migrações e portabilidades dentro dessas categorias já entram com o recurso habilitado.

Ao fim do período gratuito, a operadora prevê ofertas pagas específicas para o uso via satélite. Os valores ainda não foram divulgados, mas a empresa indica que devem seguir uma lógica de planos especiais atrelados ao Vivo Satélite.

Para clientes M2M (Machine-to-Machine), o acesso ao satélite já exige a contratação de plano próprio, com dados e SMS, sem suporte a voz. São necessários dispositivos 4G compatíveis com a banda 7 e roaming internacional de dados ativado na Kite Platform, usada para gestão dessas linhas.

Quais celulares são compatíveis com o serviço Vivo Starlink?

A lista oficial de celulares compatíveis ainda está sendo publicada nos canais da Vivo, mas a empresa indica que a maior parte dos smartphones 4G e 5G à venda no país deve funcionar, desde que suporte a banda 7 e atenda às demais exigências técnicas.

Modelos recentes da Samsung já vêm recebendo atualizações específicas; o Galaxy Z Fold 8, por exemplo, passou a exibir uma tela dedicada ao serviço via satélite após update de sistema. Mesmo assim, a operadora alerta que alguns aparelhos podem não ser compatíveis, e orienta a checagem no site oficial antes de contar com o serviço em viagens ou operações críticas.

O Vivo Satélite com Starlink já está disponível em todo o Brasil?

O Vivo Satélite está habilitado hoje para clientes elegíveis em todo o território nacional, mas a disponibilidade prática depende de dois fatores: a cobertura da constelação da Starlink na região e a capacidade do aparelho de enxergar o céu com boa qualidade.

O recurso entra em ação especialmente em áreas onde não há nenhuma cobertura móvel terrestre da Vivo. Em cidades, bairros centrais e regiões bem atendidas por antenas, o usuário tende a seguir conectado pela rede tradicional, sem perceber a presença do satélite.

Como ativar o serviço Vivo Starlink no celular?

O cliente não precisa fazer cadastro extra para usar o Vivo Satélite: basta ter uma linha móvel elegível, um smartphone compatível, roaming nacional de dados ligado e o sistema do aparelho atualizado.

Quando o usuário estiver em uma área sem sinal da rede móvel da Vivo e com visão desobstruída do céu, o celular tentará a conexão com a rede satelital automaticamente. Em alguns modelos, a identificação muda para “VIVO STARLINK”, sinal de que o acesso já está passando pela Starlink.

A Vivo indica seus canais oficiais – como a Central de Relacionamento no 10315 e páginas dedicadas ao Vivo Satélite – para esclarecimento de dúvidas, consulta da lista de aparelhos e acompanhamento das condições comerciais à medida que o projeto experimental avança.