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Quase 920 mil brasileiros votam no exterior no 2º turno hoje

Brasileiros no exterior participam do segundo turno presidencial em diversos países ao redor do mundo.

Quase 920 mil brasileiros votam no exterior no 2º turno hoje

Quase 919 mil brasileiros que vivem fora do país ajudam a decidir hoje a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, em uma eleição que já terminou em parte da Ásia e da Oceania, mas só entra oficialmente na conta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir das 17h, horário de Brasília.

Votação espalhada por 134 países

Ao todo, 918.911 eleitores estão aptos a votar no exterior neste segundo turno, distribuídos em 134 países e 186 cidades. A estrutura montada pelo TSE inclui 1.361 seções eleitorais e 1.407 urnas eletrônicas em consulados, embaixadas e locais designados pela diplomacia brasileira.

Leia também: Crimes eleitorais: Denúncias mais que triplicam no segundo turno no DF

Por causa do fuso horário, a votação já foi encerrada em países como Nova Zelândia, Austrália, Japão, China, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas. Nessas localidades, os boletins de urna foram fixados nos próprios locais de votação, mas a totalização oficial dos resultados só começa quando a votação termina no Brasil.

A repórter Carla Benevides lembra que “a votação no exterior é só para presidente da República”. Disputam o comando do Planalto Lula e Flávio Bolsonaro, que tiveram desempenhos distintos em diferentes países no primeiro turno.

Entenda o contexto

O contingente de brasileiros aptos a votar fora do país cresceu 31,8% em relação à última eleição presidencial, quando pouco menos de 700 mil eleitores estavam registrados no exterior. É o maior número já habilitado para escolher o presidente morando fora do Brasil.

Apesar desse salto no eleitorado, o comparecimento no primeiro turno deste ano ficou abaixo do registrado nas duas disputas anteriores, o que acendeu o alerta sobre dificuldades de mobilização e deslocamento em alguns países. Em pleitos passados, Lula liderou a votação entre brasileiros no exterior, com pouco menos da metade dos votos válidos, o que faz do desempenho nas seções internacionais um ponto de atenção para as campanhas.

O TSE destaca que “o requisito para que uma seção seja instalada no exterior é a existência de, no mínimo, 30 eleitores aptos na localidade”. A regra concentra a votação em cidades com maior presença de brasileiros, o que também influencia custos de deslocamento e, na prática, o nível de participação.

Impacto do voto fora do país

O aumento do eleitorado no exterior pressiona a logística da Justiça Eleitoral, que precisou ampliar o número de seções e urnas, treinar mesários voluntários e coordenar a atuação de consulados e embaixadas. A transmissão eletrônica dos resultados, feita com sistemas de segurança do TSE, é um dos pontos sensíveis da operação.

Na campanha, o peso maior desse contingente levou à intensificação de estratégias voltadas a comunidades de brasileiros no exterior, com eventos, ações nas redes sociais e mobilização de apoiadores em grandes polos como Estados Unidos, Portugal e Reino Unido.

No primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro venceram em diferentes países, o que reforça a percepção de que o voto de quem mora fora pode funcionar como termômetro político e, em um cenário de disputa acirrada, ter influência concreta no placar final.

Apuração começa às 17h, com pedido de adiamento

Mesmo com a votação já encerrada em parte do mundo, o TSE mantém a regra de só iniciar a apuração conjunta dos votos do Brasil e do exterior a partir das 17h, horário de Brasília. A partir daí, os dados começam a ser divulgados em tempo real, com base nas informações que chegam de todos os estados e das seções internacionais.

A equipe de um dos candidatos tentou adiar o início da contabilização oficial de 17h para 19h, em meio à tensão sobre o peso dos votos externos no resultado. O pedido, porém, não altera o plano da Justiça Eleitoral, que mantém o cronograma previsto.

Os votos registrados fora do país serão somados normalmente ao total nacional e entram no mesmo boletim oficial que definirá o próximo presidente da República ainda neste domingo.

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