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Polícia

Prédio desaba no Brás com 35 pessoas e detalhe sobre segurança do imóvel levanta suspeitas; veja o que já se sabe

Imóvel de quatro andares armazenava grandes quantidades de tecidos; quatro pessoas foram hospitalizadas, e suspeita de excesso de peso será investigada.

Prédio desaba no Brás com 35 pessoas e detalhe sobre segurança do imóvel levanta suspeitas; veja o que já se sabe

O prédio comercial de quatro andares que desabou no Brás, região central de São Paulo, na noite de sexta-feira (6), não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) regular. A informação foi confirmada pela corporação após o acidente, que envolveu 35 trabalhadores e deixou quatro pessoas com ferimentos que exigiram atendimento hospitalar. As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas.

O imóvel, localizado na Rua Maria Joaquina, na altura do número 192, funcionava como loja e depósito de tecidos. Segundo os bombeiros, 35 pessoas estavam no estabelecimento durante uma operação de descarregamento de mercadorias. Oito conseguiram sair antes da chegada das equipes de emergência, enquanto outras 27 foram retiradas do local pelos socorristas.

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Quatro trabalhadores foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, todos em estado estável. Até a manhã deste sábado (7), não havia confirmação de mortes. A operação mobilizou 51 bombeiros e 17 viaturas, mas as buscas precisaram ser interrompidas devido ao risco de um novo desabamento.

Prédio de quatro andares desaba no Brás e mobiliza bombeiros em São Paulo

Prédio não tinha vistoria regular dos bombeiros

Uma das informações confirmadas após o acidente é que o estabelecimento não possuía AVCB regular, documento emitido pelo Corpo de Bombeiros que atesta o cumprimento das exigências de segurança contra incêndio e situações de emergência.

A ausência do certificado levanta questionamentos sobre as condições de funcionamento do imóvel, mas não comprova, por si só, a causa do desabamento. A regularidade da edificação e as circunstâncias do acidente deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis.

O estabelecimento armazenava grandes quantidades de tecidos. Testemunhas relataram que trabalhadores transportavam rolos de mercadorias para o interior do prédio pouco antes de a estrutura ceder.

Imagem mostra como era o prédio que desabou no Brás, no centro de São PauloImagem: Reprodução/Google Maps
Imagem mostra como era o prédio que desabou no Brás, no centro de São Paulo. Imagem: Reprodução/Google Maps

 

Excesso de peso pode ter provocado desabamento

Uma das principais hipóteses investigadas é a possibilidade de sobrecarga na estrutura do edifício. Trabalhadores relataram que os pavimentos superiores recebiam grandes volumes de tecidos, o que pode ter contribuído para o acidente.

Segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, a responsável pelo estabelecimento havia recebido dois contêineres de mercadorias. Um deles teria sido descarregado pela manhã, enquanto o segundo estava sendo descarregado no momento do desabamento.

As informações iniciais indicam que a estrutura começou a ceder na região do mezanino, onde parte dos materiais estava armazenada.

Apesar das suspeitas, ainda não existe uma conclusão pericial sobre o que provocou o desmoronamento. Será necessário avaliar as condições estruturais do edifício, a distribuição das cargas e possíveis irregularidades na utilização do espaço.

Como os 35 trabalhadores conseguiram escapar?

De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam trabalhando no estabelecimento no momento do acidente.

Oito conseguiram deixar o imóvel antes da chegada das equipes de emergência. Outras 27 foram retiradas durante a operação de resgate.

Apesar da gravidade do acidente e da destruição provocada pelo desabamento, os quatro trabalhadores encaminhados à UPA da Mooca apresentavam ferimentos leves e não corriam risco de morte, segundo as informações divulgadas pela corporação.

Relatos de sobreviventes indicam que pilhas de tecidos podem ter ajudado a amortecer a queda de parte dos escombros. A informação, porém, ainda depende de avaliação técnica.

Buscas foram interrompidas por risco de novo desabamento

O Corpo de Bombeiros precisou interromper os trabalhos no interior do prédio durante a noite de sexta-feira, depois que as equipes identificaram sinais de instabilidade na estrutura que permaneceu de pé.

Os profissionais ouviram estalos e perceberam movimentações nos escombros, indicando a possibilidade de novos desmoronamentos.

A decisão foi tomada para preservar a segurança dos bombeiros e demais agentes envolvidos na operação.

Cães farejadores também foram utilizados para verificar a eventual presença de pessoas sob os destroços. Um dos animais apresentou uma sinalização que levou as equipes a manter a hipótese de alguém ainda estar entre os escombros.

Embora os 35 trabalhadores identificados tenham sido localizados, a corporação informou que precisava concluir a verificação para descartar a presença de outras pessoas.

A retomada dos trabalhos estava prevista para a manhã deste sábado (7), com apoio de equipamentos para a retirada de entulho.

Ricardo Nunes e Tarcísio se manifestam sobre o desabamento

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se manifestaram nas redes sociais após o desabamento. Ambos afirmaram que acompanhavam a ocorrência e destacaram a mobilização das equipes de emergência.

Ricardo Nunes informou que mantinha contato direto com os profissionais responsáveis pelo atendimento e destacou que a Defesa Civil da Prefeitura realizava vistorias nos prédios vizinhos para identificar possíveis riscos estruturais.

O prefeito também agradeceu aos integrantes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e às equipes municipais envolvidas na ocorrência. Na manifestação, ressaltou que não havia registro de vítimas fatais até aquele momento.

Veja o pronunciamento do prefeito:


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Já Tarcísio de Freitas destacou a atuação de aproximadamente 50 bombeiros e 17 viaturas, com apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil. Segundo o governador, a prioridade era garantir a retirada segura das pessoas atingidas e localizar possíveis vítimas sob os escombros.

Tarcísio também afirmou que o governo estadual daria respaldo às equipes e que o trabalho continuaria com assistência às vítimas, avaliação das construções vizinhas e investigação das causas do acidente.

Confira a nota oficial do governador Tarcísio de Freitas:


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Câmera de segurança registrou o momento da queda

O desabamento foi registrado por uma câmera do sistema Smart Sampa, utilizado para monitoramento de segurança na capital paulista.

As imagens mostram o momento em que parte da edificação cede, provocando a queda de materiais e uma grande quantidade de destroços.

O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado por volta das 18h38 de sexta-feira, quando equipes foram deslocadas para atender a emergência.

A região foi isolada para permitir o trabalho dos profissionais e evitar a aproximação de pedestres em áreas consideradas perigosas.

Defesa Civil avalia prédios vizinhos

Além da operação de resgate, a Defesa Civil iniciou uma avaliação das construções próximas ao imóvel atingido.

A preocupação das autoridades é que o desabamento tenha comprometido estruturas vizinhas ou provocado instabilidade em partes do edifício que permaneceram de pé.

Imóveis e estabelecimentos próximos foram interditados preventivamente enquanto as equipes técnicas analisavam os riscos.

A liberação dependerá das avaliações estruturais e da confirmação de que não existe perigo para trabalhadores, moradores e comerciantes da região.

Próximos passos

A Polícia Civil e os órgãos responsáveis pela perícia deverão investigar se o armazenamento de mercadorias provocou sobrecarga, se existiam problemas estruturais anteriores e quais eram as condições de segurança do estabelecimento.

A ausência de AVCB regular também deverá ser considerada na análise da situação do imóvel, embora não seja possível estabelecer relação direta entre a falta do documento e o desabamento sem uma investigação técnica.

As autoridades ainda precisam concluir a verificação dos escombros e determinar se existe risco de novos desmoronamentos.

Até a conclusão dos trabalhos periciais, a hipótese de excesso de peso permanece sob investigação, sem confirmação definitiva sobre o que provocou o acidente.