Pedro brilha em clássico e entra na disputa pela camisa 9 da seleção
Pedro marca dois gols na vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão, ontem, e entra no radar da seleção brasileira para a Copa de 2026 após destaque do jornal espanhol As.
Clássico no Maracanã vira vitrine internacional
O Fla-Flu de ontem não termina quando o apito soa no Maracanã. A atuação de Pedro atravessa o Atlântico e ganha espaço em um dos jornais esportivos mais lidos da Espanha. O As descreve o centroavante como um “real candidato” à camisa 9 do Brasil no Mundial de 2026 e afirma que o atacante “pressiona o número 9 do Brasil” às vésperas da definição do grupo que vai à Copa.
O jornal espanhol destaca a versatilidade do camisa 9 do Flamengo, que combina presença de área com capacidade de armação. No clássico, essa dupla face aparece desde os primeiros minutos. Após uma reposição de bola de Fábio, goleiro do Fluminense, que sai da meta para participar da construção, Pedro recebe de costas, gira rápido e acerta um chute forte de fora da área para abrir o placar no estádio, ainda no primeiro tempo.
O gol muda o cenário do jogo e também o peso da noite para o atacante. No segundo tempo, ele volta a decidir. Samuel Lino avança pela esquerda e cruza na medida. Pedro se antecipa à marcação e, com o peito, desvia para o fundo da rede, ampliando a vantagem rubro-negra. Antes do apito final, acerta a trave e monopoliza a preocupação dos zagueiros tricolores, que pouco conseguem conter os movimentos do artilheiro.
Com os dois gols no Fla-Flu, Pedro chega a cinco bolas na rede no Brasileirão de 2026 e se isola como artilheiro do Flamengo na competição. No ranking geral, ainda vê Carlos Vinícius, do Grêmio, à frente, mas reduz a diferença e fortalece sua candidatura a protagonista do ataque rubro-negro na temporada. O desempenho sustenta a leitura do As de que há “algumas incertezas” no setor ofensivo da seleção e espaço aberto para novas peças.
Da reserva em 2022 ao retorno ao debate em 2026
A noite de ontem marca também uma espécie de retorno ao debate sobre o lugar de Pedro na seleção brasileira. Em 2022, no Catar, ele participa de duas partidas sob o comando de Tite, sempre em contexto de rodízio e ajustes táticos. Sai daquele Mundial com a sensação de ter sido opção, não protagonista. Desde então, alterna momentos de alta e baixa no Flamengo, até reencontrar sequência com a chegada do técnico Leonardo Jardim.
O treinador português reorganiza o ataque rubro-negro e potencializa o centroavante. Pedro passa a participar mais da construção das jogadas, recua para tabelar, abre espaços para a infiltração dos pontas e, ao mesmo tempo, mantém a eficiência na finalização. A combinação rende gols e assistências e recoloca o jogador nas conversas sobre a próxima Copa. No clube, dirigentes veem no reconhecimento internacional um ativo esportivo e de mercado.
Para o As, o estilo de Pedro o coloca numa disputa direta com nomes como Igor Thiago e Igor Jesus pela camisa 9 do Brasil. O jornal registra que o momento é de indefinição e enxerga brechas na hierarquia ofensiva da seleção, agora sob comando do italiano Carlo Ancelotti. A análise ecoa entre torcedores nas redes sociais, que relembram atuações de 2022 e defendem nova chance ao atacante em jogos preparatórios.
A seleção trabalha com menos de dois anos até o Mundial de 2026, que começa em junho daquele ano, e ainda não tem um dono absoluto da posição de centroavante. A concorrência é intensa, mas marcada por oscilações de forma física, lesões e mudanças de clube. Nesse contexto, uma sequência de boas atuações no Brasileirão e em competições continentais pode pesar tanto quanto o histórico recente em convocações.
A briga pela camisa 9 e os próximos passos
O impacto direto da noite de Pedro no Maracanã recai sobre a lista de observações de Carlo Ancelotti. O treinador, que assume a tarefa de conduzir o Brasil à Copa de 2026, monitora alternativas para o setor ofensivo e precisa equilibrar nomes consagrados, jovens em ascensão e jogadores em fase decisiva de carreira. A explosão de um centroavante em clube de massa como o Flamengo pesa tanto na arquibancada quanto dentro da CBF.
A médio prazo, o desempenho de Pedro deve influenciar convocações, rotinas de treino e a própria estratégia de jogo da seleção. Um centroavante com boa finalização e leitura de jogo amplia o repertório ofensivo e oferece variações táticas, como a possibilidade de atuar com dois homens de área ou com pontas mais agressivos na infiltração. No clube, o Flamengo ganha um jogador ainda mais valorizado e motivado, ciente de que cada rodada do Brasileirão pode aproximá-lo ou afastá-lo do Mundial.
A disputa interna pela camisa 9 da seleção também se intensifica. Concorrentes diretos veem o brilho de Pedro como sinal de alerta e estímulo. A tendência é de aumento do nível de cobrança sobre todos os candidatos, em especial nas grandes partidas de campeonato nacional e em decisões continentais. O torcedor, por sua vez, passa a acompanhar com mais atenção cada gol, cada atuação e cada aparição na mídia internacional.
O calendário até 2026 reserva amistosos, eliminatórias e competições que servirão de filtro. Pedro entra nesse circuito com a vantagem de já ter vivido uma Copa e com o desafio de provar que agora pode ir além do papel de coadjuvante. A resposta começa a ser desenhada no Maracanã, numa noite de clássico em que dois gols e uma manchete na Espanha recolocam uma pergunta no centro do futebol brasileiro: quem, afinal, vai vestir a camisa 9 na próxima Copa?
