Palmeiras poupa Vitor Roque no Dérbi e mira retorno na Libertadores
O Palmeiras decide poupar Vitor Roque do Dérbi deste domingo, 12 de abril de 2026, para proteger a reta final de recuperação da lesão no tornozelo esquerdo. O atacante faz trabalhos específicos e fica fora do empate com o Corinthians no Allianz Parque.
Decisão pensada para um jogo duro
O clube chega ao clássico com a indicação clara do Núcleo de Saúde e Performance: não vale arriscar. A comissão técnica avalia que o Dérbi tende a ser um jogo intenso, com muitas divididas, e compra a ideia de preservar o atacante de 19 anos. A partida termina com 31 faltas marcadas, vários lances mais duros e o tipo de cenário que costuma castigar quem ainda não está 100%.
Vitor Roque soma o quarto jogo seguido fora. Ele entra em campo pela última vez em 21 de março, na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, quando atua por apenas 13 minutos. Desde então, o planejamento passa a ser desenhado dia a dia, com trabalhos de transição física e sessões específicas para fortalecer o tornozelo esquerdo. Nos treinos em Cartagena, o atacante trabalha separado do elenco principal, acompanhado de perto pelos fisioterapeutas e preparadores físicos.
Lesão, sacrifício no Paulistão e reconstrução física
A sequência começa em 1º de março, na semifinal do Paulistão. Vitor Roque sofre uma entrada dura do zagueiro Sabino, do São Paulo, e sente o tornozelo esquerdo. Ele ainda disputa as finais do estadual no sacrifício, com minutos controlados, dor administrada e conversa constante entre departamento médico e comissão técnica. O preço aparece agora: o clube entende que precisa de algumas semanas sem jogo para consolidar a recuperação.
Desde a estreia na Libertadores, contra o Junior Barranquilla, o atacante volta a ter contato parcial com o grupo. Ele participa do aquecimento, realiza parte das atividades com os companheiros e depois segue para trabalhos à parte. A rotina indica que a lesão está praticamente superada, mas a margem de risco ainda existe. Em um clássico com 31 faltas, qualquer entrada mais forte poderia atrasar semanas um retorno planejado para ser definitivo.
Impacto em campo e estratégia de elenco
A ausência de Vitor Roque mexe com o ataque palmeirense diante do Corinthians. O time perde um jogador que ataca profundidade, pressiona saída de bola e acelera transições ofensivas. A comissão técnica busca compensar com alternativas táticas e mudanças de função em outros atacantes, mas admite internamente que não há substituto idêntico no elenco. O empate no Allianz Parque reforça a impressão de um Dérbi travado, de poucas chances claras e muito contato físico.
No planejamento mais amplo, a decisão de segurar o jovem atacante aponta para uma diretriz clara do clube: a saúde do atleta vale mais que um jogo, ainda que seja o principal clássico estadual. A escolha também dialoga com o calendário. Em 16 de abril, quinta-feira, às 19h (de Brasília), o Palmeiras recebe o Sporting Cristal no Allianz Parque, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. A expectativa interna é que Vitor Roque apareça como novidade, liberado para atuar com segurança, ainda que com minutagem controlada.
Libertadores no horizonte e mensagem ao elenco
O retorno programado para a Libertadores carrega peso técnico e simbólico. Em competições continentais, qualquer detalhe físico faz diferença em viagens longas, gramados pesados e jogos de alta exigência. Colocar Vitor Roque em campo apenas quando ele recupera força, confiança e mobilidade no tornozelo significa tentar garantir que o time tenha seu jovem atacante disponível em uma sequência decisiva da temporada, em vez de arriscar uma recaída em abril.
A postura do Palmeiras também envia um recado ao elenco e ao mercado. Jogadores lesionados tendem a encontrar mais respaldo para respeitar prazos médicos, sem pressão para voltar antes da hora, especialmente em jogos de grande exposição. Para Vitor Roque, o gesto funciona como demonstração de confiança em seu potencial a médio e longo prazo. Para a comissão técnica, a aposta é que um clássico sem o camisa 9 vale menos do que uma Libertadores com ele em plenas condições. A resposta definitiva virá nas próximas semanas, quando o atacante enfim voltar a pisar no gramado do Allianz Parque não mais como paciente em transição, mas como protagonista esperado de um time que mira títulos em 2026.
